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Homem morre baleado na região da Cracolândia

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Moradores do entorno filmaram policiais atirando contra grupo de dependentes químicos nesta madrugada

Integrantes das Polícia realizam operação de combate ao tráfico de drogas na Praça Princesa de Isabel, apontada como novo local da Cracolândia (Estadão Conteúdo/ROBERTO COSTA/CÓDIGO19)

Um homem de 32 anos morreu baleado nesta madrugada em São Paulo durante uma confusão entre policiais e usuários de drogas na região da Cracolândia. As informações são da TV Globo.

A morte ocorreu na avenida Rio Branco, próximo à praça Princesa Isabel, no centro, onde a polícia realizou uma operação contra o tráfico na quarta-feira. O local foi ocupado por traficantes e usuários de droga em março, depois que eles foram obrigados a abandonar a antiga Cracolândia, que funcionava na Praça Júlio Prestes e na Rua Helvétia, a algumas quadras dali.

Moradores do entorno filmaram o tumulto desta noite e publicaram os vídeos nas redes sociais. As imagens mostram uma multidão de pessoas andando pela avenida antes de policiais armados com fuzis atirarem contra elas.

A vítima tinha 32 anos, foi baleada no tórax e chegou a ser levada numa ambulância para a Santa Casa, mas não resistiu. O homem era morador de um albergue da região, segundo informações do 77º DP, onde o caso foi registrado.

Desde a ação policial desta semana, batizada Operação Caronte, os moradores da Cracolândia se espalharam pelos bairros próximos. Um acampamento foi montado na praça Marechal Deodoro, em frente à estação de metrô homônima, debaixo do viaduto do Minhocão. Outros passaram a perambular por ruas do entorno.

Operação Caronte

A operação policial começou por volta de 4 horas da madrugada desta quarta-feira. Segundo balanço feito pela Polícia Civil no fim do dia, 20 pessoas foram detidas durante a operação. Cinco delas seguem presas – três foram presos em flagrante e dois deles eram alvos de mandado de prisão da Operação Carante. Um homem dos presos tem 22 anos e seu apelido é “Filé com fritas”. A Polícia afirma que ele é um dos chefes do tráfico no local.

Foram apreendidos tijolos de maconha e crack e sacos de cocaína, além de lança-perfume e remédios para emagrecer. Os policiais acharam ainda dois simulacros de arma de fogo, que seriam também usados em assaltos no centro de São Paulo.

Entre os objetos recolhidos das barracas estão também documentos de terceiros, que teriam sido vítimas de furto ou roubo. Com esses documentos, diz a polícia, eram abertas contas em bancos para receber dinheiro transferidos por Pix, seja de vítimas de roubo ou golpes.

Sensação de insegurança

A dispersão dos dependentes químicos para outros pontos da região central de São Paulo após operação policial contra o tráfico de drogas na Praça Princesa Isabel aumentou a sensação de insegurança de moradores e comerciantes. Lojistas trabalham só com meia porta aberta ou fazem horários alternativos com medo de saques e assaltos. Moradores temem espalhamento maior ou o retorno do tráfico de drogas.

Ao percorrer ruas dos bairros da Luz, Campos Elísios, Santa Cecília, Santa Ifigênia e Bom Retiro, a reportagem constatou que o chamado “fluxo”, grande concentração de usuários e traficantes se dividiu em minicracolândias pelo centro da cidade.

 

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