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Economia

Volta do auxílio emergencial surtirá efeito modesto na economia

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Apesar de ajudar milhões de brasileiros, a volta do benefício não deve evitar queda do PIB. Para especialistas, o enxugamento no número de beneficiados e a diminuição no valor, entre R$ 200 e R$ 250, terá impacto bem menor que o sentido em 2020

(crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A volta do auxílio emergencial vai ajudar milhões de brasileiros a pagar as contas e a colocar comida na mesa. Porém, diferentemente do que aconteceu no início da pandemia do novo coronavírus, a liberação do benefício não vai surtir o mesmo efeito na atividade econômica. Analistas explicam que a medida não deve evitar uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) neste início de ano; e falam até em uma recessão técnica neste semestre, mesmo com o retorno da ajuda do governo aos mais vulneráveis.

A nova rodada do auxílio emergencial foi acertada nos últimos dias pelo governo federal com o Congresso Nacional e tem provocado revisões nas projeções econômicas deste ano. Afinal, em 2020, o benefício elevou a renda, estimulou o consumo das famílias brasileiras e, dessa forma, reduziu praticamente pela metade o tombo do PIB do Brasil — no início da pandemia, organismos internacionais projetavam queda de 9% da economia brasileira em 2020, mas esse baque deve ficar perto dos 4,05%, conforme o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Quem já fez as contas do impacto econômico do novo auxílio emergencial, no entanto, diz que a medida não terá um efeito tão grandioso em 2021. Afinal, desta vez, o programa será mais enxuto.

A ideia do governo é fazer um pente-fino no cadastro dos 68 milhões de brasileiros que receberam o benefício no ano passado para continuar pagando a ajuda só para quem ainda precisa e, assim, gastar menos. Por isso, o novo auxílio deve chegar a um público de 32 milhões a 40 milhões de pessoas por um período de quatro meses, de março até junho, quando espera-se que o avanço da vacinação permita a normalização da economia brasileira. E o valor trabalhado pela equipe econômica para o novo auxílio varia entre R$ 200 e R$ 250, apesar de o Congresso Nacional querer levar a cifra para mais perto dos R$ 300 ou até dos R$ 600 pagos em 2020. O custo total do programa, que chegou a R$ 294 bilhões no ano passado, deve, portanto, ficar próximo dos R$ 30 bilhões em 2021.

Por conta desse enxugamento do auxílio emergencial, a XP Investimentos calcula que o programa vai provocar um aumento de 1% na massa ampliada de rendimentos do país neste ano, mas não vai compensar toda a perda de renda ocasionada pela pandemia de covid-19, como ocorreu em 2020. “Desta vez, não compensa tudo, porque o desemprego ainda é elevado e o auxílio terá um escopo bem mais limitado. Por isso, as famílias devem sentir um impacto negativo na renda, mesmo com a segunda rodada do auxílio emergencial”, afirmou a economista da XP Investimentos, Lisandra Barbero.

Muitos analistas acreditam, ainda, que boa parte desse dinheiro não deve ser direcionado para o consumo. Afinal, o auxílio será menor e deve chegar apenas em março, quando muitos brasileiros já estarão há dois meses sem ajuda do governo, sem trabalho e, consequentemente, com mais dívidas para pagar. “Quem mais precisa vai fazer o consumo de primeira necessidade, mas, às vezes, até para fazer compras no mercadinho é preciso pagar as dívidas primeiro. Então, boa parte desses recursos deve ser usada para pagar contas que estão atrasadas, como o mercado, a conta de água, a conta de luz. Logo, vai sobrar menos recurso para o consumo e o impacto no PIB será menor”, avaliou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.

Infográfico sobre auxílio emergencial

Infográfico sobre auxílio emergencial (foto: Editoria de arte/CB/D.A Press)

Além disso, pontuou Lisandra Barbero, é difícil imaginar que os brasileiros que aproveitaram o auxílio emergencial para comprar bens duráveis e semi-duráveis, como eletrodomésticos, ou para fazer reformas em casa, façam essas compras novamente. “Parte do consumo foi antecipado. Por isso, o auxílio terá um impacto nas vendas, mas não tão grande como o de 2020. O comércio de alimentos e bebidas deve sentir mais o efeito, mas o de bens não essenciais nem tanto”, disse a economista.

Assim, a XP Investimentos acredita que o auxílio vai elevar o consumo das famílias em 0,13 ponto percentual no segundo trimestre e em 0,21 ponto percentual no terceiro trimestre de 2021. É um incremento bem mais modesto que o do ano passado, quando o auxílio fez o varejo brasileiro alcançar patamares recordes de vendas — o Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da Universidade de São Paulo (FEA/USP) calcula que o consumo das famílias brasileiras poderia ter despencado até 14,7% em 2020 por conta da crise da covid-19, mas caiu 6% já que foi impulsionado pelo auxílio emergencial.

Por conta disso, a volta do auxílio emergencial não deve causar mudanças significativas no PIB do Brasil em 2021, segundo economistas. Ao contrário, o que se vê nas últimas semanas são revisões negativas da atividade econômica. No último Boletim Focus, por exemplo, a mediana das projeções do mercado para o PIB deste ano caiu de 3,47% para 3,43% na semana passada. “Por enquanto, o impacto no PIB anual é nulo. Mantemos a projeção de um PIB de 3,4% neste ano, apesar da nova rodada do auxílio, até porque também precisamos entender quais vão ser os contrafactuais da nova rodada do auxílio. O efeito fiscal, por exemplo, pode elevar o risco Brasil, depreciar o câmbio e elevar a inflação, desacelerando o consumo, se não for bem calibrado”, explicou a economista da XP Investimentos.

O marco fiscal solicitado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como uma contrapartida para a volta do auxílio emergencial passa pelas propostas de emenda à Constituição (PECs) da Emergência e do Pacto Federativo e deve ser votado na próxima quinta-feira pelo Senado. O texto que será levado a plenário, no entanto, deve ser bem mais enxuto do que o imaginado inicialmente por Guedes. Para garantir que a medida passe de forma célere pelo Congresso e permita que os pagamentos do auxílio emergencial sejam retomados em março, o texto deve evitar temas polêmicos e focar apenas no que é necessário para destravar o auxílio emergencial. Medidas de cortes de gastos, como a redução do salário dos servidores públicos, por exemplo, devem ficar para outro momento.

Recessão técnica

A perspectiva de crescimento da economia está sendo revista para baixo, mesmo diante das negociações sobre a volta do auxílio emergencial, porque o início de ano tem sido marcado por uma redução brusca da atividade econômica. Especialistas trabalham, inclusive, com um PIB negativo no primeiro trimestre e algumas casas também projetam um PIB negativo no segundo semestre, o que levaria o país a uma recessão técnica.

As projeções para o PIB deste primeiro trimestre vão desde uma queda de -0,1% até uma contração de 0,8%. Afinal, milhões de brasileiros ainda estão sem auxílio e o recrudescimento da pandemia de covid-19 tem colocado novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas. O setor de comércio e serviços, que responde por cerca de 70% da economia brasileira, por exemplo, já sofre com uma retração das vendas desde o fim do ano passado. Em dezembro, o varejo despencou 6,1% e os serviços, -0,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Analistas acreditam que os resultados negativos vão continuar nos primeiros meses do ano. “Há uma piora nos serviços e no comércio, sobretudo nas categorias que são mais sensíveis ao distanciamento social, por conta do recrudescimento da pandemia e da perda de renda. O auxílio ajuda, mas não é suficiente para compensar essas perdas, já que virá em um montante inferior ao do ano passado”, analisou a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Luana Miranda.

O Ibre/FGV calcula, portanto, que o PIB do Brasil vai cair 0,4% no primeiro trimestre e 0,8% no segundo trimestre deste ano. A projeção aponta para uma recessão técnica, que é caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda do PIB. É uma perspectiva que também já está no cenário de instituições como a MB Associados e o BNP Paribas: a consultoria projeta um PIB de -0,8% no primeiro trimestre e de -0,3% no segundo.

Recuperação
Embora negativa no curto prazo, “deve haver uma recuperação no segundo semestre, com o avanço da vacinação”, explicou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. Ainda assim, ele projeta um PIB de apenas 2,3% no ano. É uma projeção mais pessimista que a do restante do mercado, que hoje projeta um crescimento de 3,4% em 2021.

“No segundo semestre, devemos ter um crescimento médio de 2,4% por trimestre. É um crescimento importante, porque leva em conta a vacinação, que vai permitir a retomada dos serviços, com o fim das restrições à mobilidade”, explicou Luana Miranda. O Ibre/FGV, por sua vez, está um pouco mais otimista e projeta um PIB de 3,6% em 2021. “Cerca de 3%, no entanto, é carrego estatístico”, explicou a pesquisadora. (MB)

 

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Dólar sobe e fecha acima de 5,60 reais pela primeira vez desde novembro

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Banco Central fez intervenção dupla no mercado de câmbio pelo segundo pregão consecutivo

(Jorge Araujo/Fotos Públicas)

(Reuters) – O dólar teve mais um salto nesta sexta-feira, 26, e fechou acima de 5,60 reais pela primeira vez desde novembro, em dia de forte pressão que levou o Banco Central, pelo segundo pregão seguido, a fazer intervenção dupla no mercado de câmbio, em meio a mais uma sessão negativa para moedas emergentes por receios sobre fuga de capital com a disparada de juros soberanos.

O dólar subiu 1,659% nesta sexta, a 5,6055 reais na venda. Na máxima, bateu 5,6085 reais.

O BC fez dois leilões de moeda à vista nesta sessão, vendendo, no total, 1,545 bilhão de dólares.

Na semana, o dólar saltou 4,03% — maior alta desde a de 4,34% da semana encerrada no último dia 8 de janeiro.

Em fevereiro, a cotação avançou 2,25%, elevando os ganhos no ano para 7,90%.

O real tem o pior desempenho entre 33 pares do dólar no acumulado de 2021.

 

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Turbulência ainda não abala convicção do investidor na Petrobras

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Investidores não estão com pressa de se desfazer das posições, optando por esperar os próximos passos da nova administração

Petrobras: por mais que o mercado desaprove a intervenção do governo na estatal, a melhora do balanço da empresa justifica continuar investido (Pilar Olivares/Reuters)

A turbulenta semana em que Jair Bolsonaro demitiu o presidente da Petrobras testou, mas não minou a convicção de investidores de títulos da estatal.

Embora poucos recomendem redobrar as apostas nos títulos de dívida da petroleira, os investidores também não estão com pressa de se desfazer das posições, optando por esperar os próximos passos da nova administração. Por mais que o mercado desaprove a intervenção do governo na estatal, a melhora do balanço da empresa justifica continuar investido.

Essa visão se refletiu no desempenho dos títulos, que recuperaram parte das perdas após a onda vendedora na segunda-feira com a substituição de Roberto Castello Branco em meio à disputa sobre os preços dos combustíveis. Os spreads dos títulos denominados em dólares em relação aos rendimentos equivalentes dos Treasuries abriram em torno de 20 a 45 pontos-base ao longo da curva, mas fecharam de 10 a 20 pontos-base nos dias seguintes, segundo dados da Bloomberg.“Ainda estamos confortáveis em manter os títulos, dada a posição de liquidez considerável da empresa, balanço sólido e geração de caixa positiva esperada para o ano”, disse a analista do JPMorgan Chase, Barbara Halberstad, em relatório na segunda-feira. “Mas acreditamos que os títulos não estão precificando totalmente o aumento do risco de interferência do governo e a incerteza sobre a continuidade da estratégia de negócios.”

O banco cortou a recomendação para os títulos de overweight para neutra, dizendo que os recentes ataques do Bolsonaro contra os reajustes dos combustíveis renovaram o temor de que a política de preços da empresa possa ser novamente definida pelo governo. O JPMorgan contava com a Petrobras entre suas principais apostas na América Latina em 2021 antes dos recentes eventos.

“Uma mudança de CEO não significa realmente que a política mudará”, disse Shamaila Khan, diretora de dívida de mercados emergentes da AllianceBernstein, em Nova York, que está entre os maiores detentores de títulos da estatal com vencimento em 2031, segundo dados da Bloomberg. “Antes desse evento, pensávamos que não havia muito risco precificado nos títulos da Petrobras, porque sempre houve o risco de intervenção.”

Desde que a perspectiva para a política da petroleira seja mantida, Khan disse que os spreads retornarão ao nível anterior à mudança no comando, já que a empresa “desalavancou enormemente” e as condições de crédito melhoraram.

Dias depois de Bolsonaro anunciar a mudança na gestão da Petrobras, o conselho de administração da empresa votou a favor dos preços dos combustíveis baseados no mercado. Em entrevista, o novo presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, disse que a petroleira continuará a abrir a indústria de refino para investimentos externos e evitará perdas com os preços dos combustíveis enquanto busca outros “mecanismos” para reduzir a volatilidade.

Os títulos da Petrobras com vencimento em 2031, que estão entre os mais líquidos, eram negociados a 108,5 centavos de dólar na manhã de sexta-feira, 1,4 centavo abaixo dos níveis de 19 de fevereiro, quando Bolsonaro anunciou a mudança após o fechamento do mercado. Os títulos de 100 anos eram negociados a 109 centavos, queda de 4,5 centavos no mesmo período.

Para a Lucror Analytics, a mensagem do conselho sobre a política de preços proporcionou certo suporte aos títulos. A recomendação da empresa de pesquisa ainda é de manutenção dos títulos.

“A situação de boa alavancagem e liquidez da Petrobras deve proporcionar algum conforto até que haja mais clareza sobre o possível alcance das mudanças planejadas”, disse o estrategista Sebastian Hofmeister em relatório.

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De alta de 39% a queda de 18%: as ações do Ibovespa que mais subiram e caíram em fevereiro

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No segundo mês seguido de baixa do índice, 27 das 81 ações que compõem a carteira do principal benchmark da Bolsa fecharam em alta; Via Varejo e Petrobras lideraram as perdas

(Vertigo3d/Getty Images)

No segundo mês seguido de perdas do Ibovespa, marcado por aumento do risco político após o presidente Jair Bolsonaro decidir trocar o presidente da Petrobras por divergências sobre o aumento de preço dos combustíveis, 27 das 81 ações do índice fecharam em alta.

Entre os maiores ganhos, apareceram os papéis da Embraer (EMBR3), com ganhos de 39,14%, após a companhia confirmar que está em conversas com a Lufthansa para venda de aeronaves.

A Braskem (BRKM5), com alta de 29,07%, ficou com o segundo melhor lugar em meio à notícia de que a companhia está perto de fechar acordo com o governo mexicano para retomar o fornecimento de gás natural no seu complexo petroquímico no México, após ter sido paralisado em dezembro do ano passado. A companhia também teve recomendação elevada de neutra para overweight, equivalente a compra, pelo JPMorgan esta semana.

Completando o top 5 das melhores ações do mês, apareceram também os papéis de Usiminas (USIM5), após a siderúrgica mostrar receita recorde no quarto trimestre, seguidos pelas ações preferenciais de Eletrobras (ELET6), em meio à renovação de esperança com a privatização da empresa diante do envio pelo governo de uma medida provisória ao Congresso. Apesar da sinalização positiva, no entanto, o mercado segue cético quanto à aprovação do texto pelos parlamentares.

A Suzano (SUZB3), que reportou resultado acima do esperado pelo mercado, teve a quinta melhor valorização no mês. O balanço forte no período levou também analistas a reforçarem recomendação de compra para as ações, que renovaram no último dia 22 sua máxima histórica na Bolsa ao atingir no fechamento daquele pregão o patamar de 76,88 reais.

Do lado negativo, as maiores quedas ficaram por conta de Via Varejo (VVAR3), que reporta resultado na próxima terça-feira, 2, com desvalorização de 19,20%, seguida pelos papéis ordinários da Petrobras (PETR3), com baixa de 18,95%.

Embora tenha divulgado acima do esperado, com lucro líquido recorde de 59,8 bilhões de reais no quarto trimestre, a petroleira foi impactada pela decisão de Bolsonaro em trocar o atual presidente da companhia, Roberto Castello Branco, que fica no comando da empresa até o dia 20 de março, pelo general Joaquim Silva e Luna.

O anúncio, visto pelo mercado como um aumento de ingerência política na companhia, levou uma série de bancos e corretoras a cortarem a recomendação dos papéis da estatal. Só na última segunda-feira, marcado pelo pregão pós-decisão de Bolsonaro, as ações da companhia afundaram 21% na Bolsa.

Na sequência, Cogna (COGN3) apareceu como a terceira maior baixa do índice, seguida por SulAmérica (SULA11), depois de resultado decepcionar, e os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4). Essas ações recuaram 17,26%, 17,24% e 16,67%, respectivamente, no mês.

Veja abaixo as ações que mais subiram e caíram no Ibovespa em fevereiro:

As maiores altas do mês no índice

1. Embraer (EMBR3): +39,14%
2. Braskem (BRKM5): +29,07%
3. Usiminas (USIM5): +23,03%
4. Eletrobras (ELET6): +19,77%
5. PetroRio (PRIO3): +18,61%
6. Eletrobras (ELET3): +18,32%
7. Suzano (SUZB3): +17,92%
8. Gerdau (GGBR4): +11,27%
9. Totvs (TOTS3): +10,49%
10. Pão de Açúcar (PCAR3): +9,96%

As maiores quedas do mês no índice:

1. Via Varejo (VVAR3): -19,20%
2. Petrobras (PETR3): -18,95%
3. Cogna (COGN3): -17,26%
4. SulAmérica (SULA11): -17,24%
5. Petrobras (PETR4): -16,67%
6. IRB Brasil (IRBR3): -16,67%
7. Banco do Brasil (BBAS3): -16,08%
8. BR Distribuidora (BRDT3): -14,36%
9. Eztec (EZTC3): -14,12%
10. Cia Hering (HGTX3): -13,18%

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Caixa tem recorde de concessão de crédito imobiliário em 2020

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De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, houve um crescimento de 42,4% nas concessões das linhas

(crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No último ano, a carteira de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal chegou a um total de R$ 509,8 bilhões com 5,6 milhões de contratos — R$ 116 bilhões apenas de novas concessões em 2020. Os resultados alcançados no último ano dão ao banco a maior carteira imobiliária do país, com participação de 68,8% no mercado; em 2020 houve um crescimento de 28,8% na carteira

Do montante total, R$ 53,7 bilhões são com recursos da poupança e R$ 62,3 bilhões do FGTS, por meio do programa Casa Verde e Amarela, o antigo Minha Casa Minha Vida. De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, houve um crescimento de 42,4% nas concessões dessas linhas, um recorde.

No último ano, o banco também observou uma alta da inadimplência habitacional, devido à pandemia do novo coronavírus. Para contornar a situação, os clientes com parcelas em atraso do financiamento puderam dar uma pausa nos pagamentos.

Inadimplência

De acordo com a instituição, 2,53 milhões de contratos foram pausados. Desses, 97,8% já regularizaram a situação e encerraram a pausa. A inadimplência da carteira habitacional ficou em 1,28% no último ano.

“Tivemos uma média de inadimplência abaixo da história. Isso demonstra a qualidade do crédito e a maneira como a caixa ajuda a população”, disse Guimarães. Outras medidas também foram adotadas, como a redução dos valores das parcelas para aquelas famílias que ainda enfrentam dificuldades após o fim da pausa.

Para 2021, o presidente do banco disse que espera um crescimento para a carteira de ao menos 15%. “Já temos recorde de crédito em janeiro e fevereiro, crescemos sensivelmente em relação a 2020”, ressaltou Guimarães.

 

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BNDES: novo mercado de gás traz vantagens para o Brasil

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Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, reafirmou hoje (25/2) sua convicção de que o novo mercado de gás é essencial para o desenvolvimento do Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, reafirmou hoje (25/2) sua convicção de que o novo mercado de gás é essencial para o desenvolvimento do Brasil. Ao abrir o seminário virtual 2ª Semana Gás para o Desenvolvimento, Montezano ressaltou que, desde maio do ano passado, quando ocorreu a primeira semana sobre o tema, tem observado uma maior evolução e amadurecimento de análises internas do banco, bem como dos ambientes setorial e regulatório e da visão comum em relação às oportunidades que essa fonte energética traz para o país.

O BNDES está aprimorando produtos de financiamento de modo que esteja preparado para essa mudança que ocorrerá no setor de gás natural nacional, ao longo da próxima década, informou Montezano. Antecipou que os resultados do segundo relatório elaborado pela instituição foram satisfatórios, tanto do lado da demanda, como da oferta. No lado da demanda, assegurou que “a gente pode afirmar que tem uma oferta de gás farta e economicamente viável”. Do lado da oferta, o banco conversou com mais atores do setor e encontrou também demanda “palpável, concreta e iminente”.

Matriz mais limpa

Gustavo Montezano assegurou que a nova matriz energética do gás vai tornar a matriz energética brasileira mais limpa. “No contexto atual de Brasil, ela, sim, tornará a nossa matriz ainda mais limpa”. Além da ação financiadora com produtos de crédito, Montezano sugeriu que é fundamental, para destravar o mercado, a liquidez de oferta e demanda, enxergar a redução do custo de energia brasileira. Além de tornar a energia mais limpa, ela será também mais barata, disse. Para isso, destacou “é fundamental, no curto prazo, uma evolução da nossa agenda legislativa”.

Montezano colocou o BNDES à disposição de qualquer pessoa interessada para que o banco possa detalhar e dividir conhecimento tão importante para a sociedade brasileira. Deixou claro que o desenvolvimento não se faz somente com crédito, mas se dá também por conhecimento, por debate, por compartilhar informação, por desenvolver bons projetos. “Quanto mais a gente debater sobre recursos e projetos de qualidade, melhor retorno dos investimentos e melhor desenvolvimento para o Brasil”. O presidente do BNDES observou que o debate sobre o novo mercado de gás que, a seu ver, traz ganhos financeiros, ambientais e de competividade, não se esgota agora, mas deverá ser objeto de novo encontro, dentro de alguns meses.

Eixos

O secretário de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia, Pedro Calhman de Miranda, avaliou que a construção desse novo mercado de gás é exemplo de promoção da concorrência e vai substituir um mercado verticalmente integrado por outro desverticalizado e aberto à entrada de outros atores. O primeiro eixo desse novo mercado é o projeto de lei da nova lei do gás, que se encontra em estágio avançado no Congresso Nacional. O segundo eixo é o termo de compromisso entre a Petrobras e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para abrir o mercado e incentivar a entrada de novos agentes. Já o terceiro eixo envolve a agenda de ajustes tributários em que o Ministério da Economia vem trabalhando junto com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Miranda disse que, no momento, está sendo feito mapeamento de eventuais necessidades de ajustes legislativos na tributação.

Já há sinais da confiança dos agentes nos regulamentos do novo mercado de gás”, externou o secretário. Acrescentou que já ocorre aumento de pedidos de carregamento e comercialização junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Nós estamos avançando cada vez mais na construção de alicerces sólidos na legislação, na regulação e nas condições competitivas para o novo mercado de gás”. Para o fomento a esse novo mercado, destacou a importância do BNDES para viabilizar investimentos do setor privado.

Integração

O secretário executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia, Bruno Eustáquio Carvalho, salientou que, para o gestor, a consolidação de uma marca se materializa quando se percebe que o discurso é alinhado. Para ele, a concepção de um programa depende da integração entre políticas, da agenda regulatória conduzida pela ANP, do financiamento do BNDES buscando avaliação entre oferta e demanda, com regulamentação pelo Congresso Nacional. Com base nesses fatores, analisou que o novo mercado do gás torna-se irreversível, olhando para as boas práticas.

Bruno Carvalho vê uma “janela de oportunidades ai” para o país, que “não podemos desperdiçar”. Segundo o secretário, o BNDES levanta a bandeira de necessidades, buscando a perspectiva de quem está na ponta, que são produtores e consumidores, e entra na questão do aumento da concorrência. Desde 2019, o secretário afirmou que se começou a perceber a presença de novos atores, inclusive terminais privados, no setor do gás natural. Na parte de carregamento, por exemplo, o mercado saiu de três autorizações, nos últimos cinco anos, para 54; na comercialização, passou de sete para 51 autorizações; na importação, de 3,8 a quatro para 35. “Isso deixa muito claro a confiança que reflete esse relatório apresentado pelo BNDES”, manifestou Carvalho.

O secretário executivo adjunto do MME declarou que o relatório do BNDES confirma as expectativas da pasta de tornar a indústria de gás mais competitiva, com produtos mais baratos, facilitação para instalação de novas unidades, tornando a energia termelétrica para barata, com possibilidade de expansão do mercado de infraestrutura, repercutindo na redução do frete.

Destacou ainda que a renovação da matriz energética deve estar atrelada à tradição que garanta segurança energética para retomada da economia brasileira. Revelou que o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2030, publicado hoje, traz mensagens importantes para o mercado de gás, como a estimativa de elevação da demanda da ordem de 50%.

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Dólar: por que a moeda americana não cai no Brasil, na contramão do mundo

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Moeda brasileira trilhou caminho contrário às divisas de muitos países, inclusive emergentes, registrando forte desvalorização frente ao dólar no ano passado, apesar de recuperar-se um pouco nos últimos meses.

Real registrou forte desvalorização frente do dólar no ano passado — Foto: Getty Images via BBC

Nunca antes na história dos Estados Unidos tantos dólares foram emitidos. A decisão do Fed (banco central dos EUA) de imprimir dinheiro foi tomada para combater os efeitos da recessão econômica causada pela pandemia de covid-19.

Paralelamente, a taxa de juros foi reduzida e hoje está próxima de zero. Quando isso acontece, o país tende a ficar “menos atraente” aos olhos dos investidores estrangeiros, que tendem a buscar outros mercados com retornos maiores sobre seu capital.

Como resultado, o dólar perdeu valor ante as principais moedas globais. Mas não frente ao real.

Na verdade, a moeda brasileira se provou uma exceção, trilhando um caminho contrário às divisas de outros muitos países, inclusive emergentes: registrou forte desvalorização frente ao dólar no ano passado e recuperou-se um pouco nos últimos meses.

A série de gráficos a seguir, elaborados por Henrique Castro e Claudia Yoshinaga, professores da Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido da BBC News Brasil, mostra o comportamento do real frente ao dólar em três períodos diferentes, de 31 de janeiro de 2020 a 29 de janeiro de 2021, de 31 de julho de 2020 a 29 de janeiro de 2021 e, por fim, de 30 de outubro de 2020 a 29 de janeiro de 2021.

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Como se pode observar, no primeiro período, de 31 de janeiro de 2020 a 29 de janeiro de 2021, ou seja, desde o início da pandemia do coronavírus, o real perdeu quase 22% de seu valor frente à moeda americana, deixando para trás o limite “psicológico” de R$ 4 por dólar. Foi o pior desempenho entre as 30 moedas mais negociadas do mundo mais o peso argentino.

A partir de agosto, a sangria foi estancada, mas a moeda brasileira seguiu apresentando desvalorização em relação à americana, porém, menor, de cerca de 5%. Ainda assim, permaneceu como a de pior desempenho. E, por fim, nos últimos três meses, desde novembro, o real reverteu parcialmente a queda, valorizando-se em 5,6% ante a moeda americana. Ainda assim, sobre uma base anteriormente baixa.

Apesar disso, nos último dias, o dólar voltou a se apreciar em relação ao real. Na segunda-feira (21/02), a moeda americana abriu em forte alta depois após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) interferir no comando da Petrobras e indicar o general Joaquim Silva e Luna para comandar a estatal. Além disso, Bolsonaro disse um dia antes que vai “meter o dedo na energia elétrica”, e que, “se a imprensa está preocupada com a troca de ontem, na semana que vem teremos mais”.

Mas o que explica esse comportamento do real frente ao dólar?

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, esse ‘descolamento’ do real das moedas de outros países, inclusive emergentes, se deveu principalmente a questões internas, como risco fiscal e as incertezas sobre a trajetória da dívida pública brasileira – ao passo que as reformas prometidas pelo governo, principalmente aquelas que melhoram as contas do governo, não foram aprovadas.

“Não há dúvida de que o fator doméstico preponderou no direcionamento da taxa de câmbio. Se não fossem esses problemas locais bastantes significativos, por causa da questão fiscal, era para a nossa taxa de câmbio estar bem abaixo de R$ 5 por dólar”, diz à BBC News Brasil Silvio Campos Neto, economista e sócio da Tendência Consultoria, em São Paulo.

Claudia Yoshinaga, da FGV-SP, concorda. Ela acrescenta que as reformas prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro, com exceção da da Previdência, não saíram do papel.

“A situação fiscal do Brasil é preocupante. Existia uma perspectiva de melhoria com a eleição de Bolsonaro, mas reformas aguardadas não se concretizaram, com exceção da da Previdência, que não cumpriu exatamente o que se esperava dela”, assinala.

“No passado recente, tivemos a renúncia do presidente da Eletrobras, as privatizações que não saíram do papel… A discussão agora é sobre a prorrogação do auxílio emergencial, pois existe a preocupação de que esse benefício crie um rombo que o governo não vai conseguir tapar”, acrescenta.

No início de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que o governo federal e o Congresso estão buscando formas de prorrogar o auxílio emergencial. As negociações apontam que ele voltará em quatro parcelas a serem pagas a partir de março ou abril deste ano. O benefício, lançado para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia, acabou no final de 2020. Por meio dele, 67,9 milhões de beneficiários receberam parcelas de R$ 600 e depois R$ 300, ao custo de R$ 293 bilhões para os cofres públicos.

Além disso, por causa da pandemia, o governo teve que expandir gastos. O rombo nas contas do Tesouro foi de R$ 743 bilhões. Esse déficit ajudou a aumentar a dívida pública, que foi de 74,3% para 89,3% do PIB (Produto Interno Bruto, ou a soma dos bens e serviços produzidos por um país) em um ano.

E o governo precisará pagar 57% dessa fatura, de R$ 1,4 trilhão, até o 1º semestre deste ano. Não é uma tarefa fácil. Segundo análise da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado, o teto dos gastos públicos, aprovado em 2016 durante o governo de Michel Temer, corre riscos elevados de ser descumprido neste ano.

Tudo isso preocupa os investidores — e impacta evidentemente o comportamento do real frente ao dólar, assinalam os especialistas.

Segundo economistas, risco fiscal no Brasil teve impacto negativo na taxa de câmbio — Foto: Getty Images via BBC

Segundo economistas, risco fiscal no Brasil teve impacto negativo na taxa de câmbio — Foto: Getty Images via BBC

Futuro

Mas qual será o comportamento do dólar daqui em diante?

“O colapso do dólar apenas começou”, disse Stephen Roach, professor da Universidade Yale, nos EUA, e ex-presidente do banco de investimentos Morgan Stanley na Ásia, à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Roach prevê que a moeda poderá cair mais de 35% até o final deste ano com base em três grandes motivos.

O primeiro é que há um aumento acentuado do déficit em conta corrente dos EUA, ou seja, o país paga mais no exterior pela troca de bens, serviços e transferências do que recebe. Sua projeção é de que esse déficit continue a impulsionar a queda da moeda.

A segunda é a valorização do euro, depois que os governos da Alemanha e da França concordaram com um pacote de estímulo fiscal, além da emissão de títulos. E a terceira é que Roach prevê que o Banco Central americano pouco faria para impedir a queda do dólar.

Com os EUA cada vez mais dependentes de capital estrangeiro para compensar seu crescente déficit de poupança interna, explica ele, e com as políticas adotadas pelo Fed que criam um grande excesso de liquidez, “o argumento para um forte enfraquecimento do dólar parece mais convincente do que nunca”, argumenta.

Em relação aos efeitos que uma desvalorização do dólar tem sobre os mercados emergentes (como Brasil, México, Argentina, Colômbia, Peru ou Chile na América Latina), o especialista sugere que podem ocorrer aumentos em algumas bolsas desses países.

Enquanto o Federal Reserve não aumentar as taxas de juros, que é o que Roach presume que acontecerá, “a fraqueza do dólar deve causar aumentos nos mercados acionários estrangeiros em geral e nas ações dos mercados emergentes em particular.”

“Sem exageros”

No entanto, outros economistas argumentam que, embora a moeda esteja um pouco fraca este ano, em nenhum caso um “crash” deve ser esperado.

“A queda do dólar não deve ser exagerada”, escreveu Mark Sobel, presidente para os EUA do Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF), no início de janeiro no site do centro de estudos.

Em sua visão, há uma perspectiva “desalentadora” para o dólar.

“O dólar pode cair neste ano, mas uma perspectiva muito negativa não se justifica”, disse Sobel.

Um dos argumentos é que o dólar já caiu bastante (13% em 2020 em relação ao pico em março). Outra é que em meio às incertezas globais, não é tão certo que os investidores prefiram arriscar e apostar em outras moedas que não o dólar.

Paralelamente, Sobel também diz acreditar que pode haver condições monetárias relativamente mais favoráveis nos EUA e que o atual ciclo de dólar forte está simplesmente chegando ao fim. Ou seja, se as medidas de estímulo para a retomada da economia no país forem bem-sucedidas, muito provavelmente, o dólar pode voltar a se valorizar.

De fato, os juros de longo prazo nos EUA tiveram o maior aumento em um ano, indicando a possibilidade de que esse cenário se concretize.

Em linha com a visão de Sobel, Campos Neto, da Tendências Consultoria, diz não acreditar em uma forte queda do dólar. Falando sobre o Brasil, ele nota que “apesar das dificuldades que temos, a percepção é que vai se fazer o mínimo para solucionar esse problema (fiscal). Com isso, nossa taxa de câmbio pode se aproximar do que o fator externo sugere, uma taxa bem mais baixa”, diz o economista, ressalvando “que todo esse risco fiscal gera muita volatilidade”.

Sua previsão é ligeiramente melhor do que a do mercado, que calcula que o dólar fechará 2021 cotado a R$ 5,05.

Yoshinaga, da FGV-SP, lembra que o comportamento do real frente do dólar deve depender da taxa de vacinação do Brasil.

“Se a população é vacinada mais rapidamente, a atividade econômica tende a se recuperar também com mais rapidez e a situação do país melhora”, diz.

Quem ganha e quem perde

O real desvalorizado tem impacto não apenas no bolso de quem quer ou precisa comprar dólares ou de quem adquire produtos importados.

A indústria nacional consome uma série de insumos importados, como é o caso do segmento eletrônico. E há uma série de itens cuja formação de preços acaba sendo influenciada pelas cotações internacionais, como é o caso dos combustíveis e das commodities em geral.

O “dilema do arroz” é ilustrativa nesse sentido. A desvalorização — além da maior demanda internacional, que tende a elevar os preços — tende a aumentar a receita em reais de quem vende para fora. Assim, o produtor às vezes prefere exportar do que vender no mercado interno. A menor disponibilidade no mercado interno, por sua vez, empurra o preço para cima no mercado doméstico.

A mesma lógica vale para o milho, para a soja, para o açúcar… Essa dinâmica ajuda a explicar porque os alimentos subiram tanto de preço nos últimos meses.

 

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