Conecte-se a nossa Rede

Notícias

Seis pessoas morrem em soterramento em cidade de Minas Gerais

Avatar

Publicado

dia

Cerca de 60 bombeiros trabalharam nas buscas das vítimas desde a madrugada de domingo, quando a tempestade castigou a cidade de Santa Maria de Itabira

(crédito: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Bombeiros encontraram o corpo da criança de cinco anos que estava desaparecida em Santa Maria de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Com isso, sobe para seis o número de vítimas do temporal que arrasou a cidade.

A criança estava na casa dos pais, que conseguiram escapar. Uma grande quantidade de lama de um barranco deslizou e soterrou a residência.

Cerca de 60 bombeiros trabalharam nas buscas das vítimas desde a madrugada de domingo, quando a tempestade castigou a cidade de Santa Maria de Itabira.

Uma árvore de grande porte que foi arrastada dificultou o acesso dos bombeiros ao imóvel. O quarto onde o menino estava ficou completamente coberto pela lama.

O local onde o último corpo se encontrava era de difícil acesso e não permitia o trabalho simultâneo de muitas equipes dos bombeiros.

Foram utilizadas também técnicas de lançamento de água sob pressão para tornar a lama líquida e removê-la de dentro da estrutura.

O soterramento

Na madrugada desta segunda-feira (22/02), equipes do Corpo de Bombeiros encontraram os corpos de três pessoas, duas mulheres e um homem, que foram reconhecidos por familiares. Uma criança de 5 anos ainda é procurada. Nesta manhã, os esforços estão voltados para esse resgate.

O município, que fica a pouco mais de 100 quilômetros de Belo Horizonte, foi atingido por um forte temporal na madrugada desse domingo (21). O governador Romeu Zema (Novo) chegou à comunidade de pouco mais de 10 mil habitantes no início da noite de ontem e enviou ajuda humanitária aos moradores.

A chuva ainda de intensidade não definida causou o transbordamento do Rio Girau. As rodovias MG-120 e MG-129 ficaram com vários pontos interditados. Na noite de ontem, além de procurar pelos quatro soterrados e de auxiliar nos resgates de pessoas ilhadas, os bombeiros e agentes da prefeitura local e de Itabira, na mesma região, se esforçavam para tentar desobstruir essas passagens com retroescavadeiras.

A cidade está sob as águas, situação desse tipo nós nunca vivemos. Tem diversos pontos com queda de casas, situações de soterramento”, afirmou ontem o coordenador da Defesa Civil de Santa Maria de Itabira, Eduardo Martins.

O subtenente Anderson Ferreira, do Corpo de Bombeiros de Itabira, deu mais detalhes sobre o trabalho na área inundada. “Estamos com mais de 50 bombeiros empenhados nessa ocorrência. Duas aeronaves e médicos também. Pedimos só para que as pessoas não acessem a cidade, a zona quente”, afirmou.

As chuvas também estragaram doses das vacinas contra covid-19 que a Secretaria Municipal de Saúde recebeu para imunizar grupos prioritários (idosos, profissionais de saúde e idosos que vivem em instituições de longa permanência).

Doações

De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec), dois caminhões com cerca de 800 itens, sobretudo colchões e kits de higiene pessoal, já chegaram à região afetada. “Estou em contato diário com o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil Estadual, acompanhando a situação nos municípios afetados pelas fortes chuvas. Em Santa Maria de Itabira, helicópteros foram deslocados para ajudar nos trabalhos de resgate”, publicou Romeu Zema nas redes sociais.

A Prefeitura de Itabira também auxilia com doações. Até as 15h, Santa Maria de Itabira já tinha recebido da cidade vizinha 2.380 litros de água mineral, 598 de água sanitária, 107 de álcool, 52 de cloro, 123 de desinfetante e 352 de detergente. Além disso, foram obtidos 854 quilos de alimentos, como cestas básicas e caixas de leite. O apoio também contou com itens de higiene pessoal para os atingidos.

Barragens

A mineradora Vale informou ontem que as barragens de rejeitos do Complexo de Itabira, instalado na região atingida pelas chuvas da madrugada, estão “nos parâmetros de segurança adequados”. Os moradores temem por algum rompimento ou vazamento. Alguns, até mesmo, deixaram suas casas.

“A Vale, no dia 21 de fevereiro de 2021, informa que suas barragens do Complexo Itabira, em Minas Gerais, mantêm-se dentro dos parâmetros de segurança adequados mesmo diante das chuvas intensas dos últimos dias. Ressalta-se que não há qualquer alteração de nível de emergência das estruturas e nem foi realizado nenhum acionamento de sirenes”, esclareceu a empresa em nota.

Risco é alto em municípios de MG

Enquanto Santa Maria de Itabira vive um drama, outras cidades de Minas Gerais também enfrentam quadros complicados por causa da combinação entre as fortes chuvas e a falta de infraestrutura. São os casos de Manhuaçu e Carangola, na Zona da Mata; Montes Claros, na Região Norte do estado; e Divinópolis, na Região Centro-Oeste.

Em Carangola, os bombeiros já realizaram 42 salvamentos de pessoas ilhadas até o fechamento desta edição. Chuvas fortes atingem a cidade desde sexta, quando o rio do município teve seu nível aumentado e invadiu casas da população ribeirinha. Duas pessoas se afogaram, mas conseguiram sobreviver. São oito pessoas desalojadas, 18 desabrigadas e 3 mil afetadas no total. Não há abastecimento de água em Carangola. Há risco, sobretudo, para um grupo de quatro pessoas que estão em um local de difícil acesso com risco iminente de desabamento no município.

Chuvas intensas no sábado causaram problemas principalmente nos bairros Vila Regina e Boa Vista, em Montes Claros. Na virada para domingo, um novo temporal causou alagamentos em casas dos bairros Independência e Carmelo. Não houve vítimas, apenas danos materiais, segundo os bombeiros.

O Corpo de Bombeiros também atendeu a uma ocorrência de soterramento em Manhuaçu no fim de semana. Na residência, estavam quatro moradores: um pré-adolescente de 12 anos, um adolescente de 17 e um casal de adultos. Por causa do desabamento, o homem e os dois filhos conseguiram sair com vida e sem ferimentos. Contudo, a mulher, de 42, morreu no local. O corpo da vítima foi recuperado pela Defesa Civil Municipal de Divino, na mesma regional. (GR)

Alerta laranja

A Prefeitura de Governador Valadares disparou desde a noite de sábado o alerta laranja, que considera o risco de enchente no Rio Doce. Ontem, pela manhã, um novo boletim previu que às 18h de domingo o nível do rio atingiria 1,90 metro. Nesse horário, a medição na régua da estação de tratamento de água do SAAE chegou a 1,93 metro.

As águas do rio começaram a entrar no Bairro São Tarcísio, historicamente o primeiro bairro da cidade a ser inundado, sempre que o Rio Doce sai do seu leito. O bairro é considerado o ‘marco zero’ da cidade. A povoação do distrito de Figueira, que deu origem ao município de Governador Valadares, começou no São Tarcísio.

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Governador Valadares (COMPDEC), informou que a elevação no nível do Rio Doce ocorre em razão das fortes chuvas na bacia do rio, desde Ponte Nova, onde choveu muito na quinta e sexta-feira. A tendência é que o rio continue subindo, mas não há previsão de sair do leito, por enquanto.

Cidade chora os mortos

“Santa Maria de Itabira amanheceu no noticiário pela tragédia que se abateu sobre a cidade: as fortes chuvas fizeram encostas caírem sobre algumas casas e o Rio Girau, que é só um filete de água em tempos de seca, se agigantou e tomou a cidade. Muita gente perdeu o pouco que tinha. Duas mortes foram confirmadas e pelo menos quatro pessoas ainda estão desaparecidas.

Toda tragédia é uma tragédia, e toda morte é sentida. Mas no interior o choro é coletivo. Nas grandes cidades, as mortes são quase sempre anônimas. São pessoas distantes que partiram. A dor não é tão grande para todo mundo. No interior, a cidade se sente enlutada como um todo. Por ser um município de 10.836 habitantes, segundo o IBGE de 2018, as vítimas da chuva são amigos, parentes e conhecidos.

O autor que subscreve este texto conhece bem a cidade. Nasci em Itabira em 1989, porque Santa Maria não tinha – e ainda não tem – maternidade. Sempre morei na cidade, onde fiz meus melhores amigos e guardo lembranças incríveis da infância. A mudança para Belo Horizonte veio em 2007 para estudar. Pais, avó materna, tias e bons amigos ainda estão por lá. Uma tia viu a casa recém-reformada praticamente submersa. O imóvel onde morei na infância, hoje alugado, virou continuação do rio.

Santa Maria ainda é a típica ‘Cidadezinha Qualquer’ de Carlos Drummond de Andrade – não dá pra dizer que ela tenha sido a inspiração do poeta itabirano, porque só surgiu em 1943, treze anos depois da publicação do livro ‘Alguma Poesia’. O município da região Central, a 30 quilômetros de Itabira e a 130 quilômetros de Belo Horizonte, ainda tem ‘casas entre bananeiras / mulheres entre laranjeiras / pomar amor cantar’.

Embora alguma modernidade tenha chegado à cidade, Santa Maria vive no ritmo do poema de Drummond: ‘Um homem vai devagar / Um cachorro vai devagar / Um burro vai devagar / Devagar… as janelas olham/ Eta vida besta, meu Deus’. Neste domingo, isso mudou. A vida besta, parada, tranquila, virou vida triste para todo mundo. Santa Maria virou notícia e ganhou as manchetes pela sua dor.

Na madrugada de domingo, as informações já corriam pelos grupos de WhatsApp. A água invadiu as casas dos bairros que margeiam o Rio Girau: Lambari, Nova Santa Maria, Centro, Conselho e Poção. Muita gente acordou sentindo a água no corpo. Já não dava tempo de salvar nada: eletrodoméstico, guarda-roupa, carro, TV, cama, roupas. Uma vida toda indo embora com o rio. Imóveis no Bairro Poção, que fica próximo a uma encosta, foram soterrados. Na manhã de ontem, o Corpo de Bombeiros conseguiu resgatar sobreviventes. Escolas ficaram destruídas; o comércio no Centro da cidade foi atingido.

Santa Maria é conhecida na região por ser continuação da MGC-120, onde precisa passar quem vai para as regiões de Guanhães, Ferros, Água Boa, Rio Vermelho. A estrada ficou interditada pelos deslizamentos de terra.

Na cidade, nasceu o compositor mineiro José Duduca de Morais, autor do hino de Minas Gerais. A letra fala em ‘lavradores de pele tostada, boiadeiros vestidos de couro… / Operários da indústria pesada, garimpeiros de pedra e de ouro… / E poetas de doce memória e valentes heróis imortais… / Todos eles figuram na história do Brasil e de Minas Gerais’. Agora, esses homens citados por De Morais, ao lado de outras mulheres valentes, terão a missão de reconstruir Santa Maria de Itabira.” (Thiago Madureira)

 

Clique para Comentar

Fazer um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ERROR: si-captcha.php plugin: GD image support not detected in PHP!

Contact your web host and ask them to enable GD image support for PHP.

ERROR: si-captcha.php plugin: imagepng function not detected in PHP!

Contact your web host and ask them to enable imagepng for PHP.

Notícias

Hospitais privados de referência em São Paulo têm taxa de ocupação acima de 90%

Avatar

Publicado

dia

Por

A alta tem sido associada por médicos e especialistas aos efeitos das aglomerações e há preocupação com as consequências do Carnaval

Nesta semana, o Estado registrou recorde de internações em UTIs na pandemia, considerando vagas públicas e privadas (Breno Rota/VEJA)

A escalada de casos do novo coronavírus, somada às internações de pacientes com doenças crônicas, coloca pressão em hospitais particulares de elite de São Paulo, que operam com taxas de ocupação superiores a 90% nos leitos de enfermaria e de UTI, considerando alas covid-19 e as para outras doenças. A alta tem sido associada por médicos e especialistas aos efeitos das aglomerações e há preocupação com as consequências do carnaval. Nesta semana, o Estado registrou recorde de internações em UTIs na pandemia, considerando vagas públicas e privadas.

No Hospital Israelita Albert Einstein, a taxa total de ocupação era ontem de 99% e no Sírio Libanês, de 96%. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a taxa de ocupação de UTI para covid está em 91%. No Beneficência Portuguesa (BP), a taxa de ocupação dos leitos de internação para infectados pelo vírus estava em 94% na quarta-feira, e era de 97,87% nas UTIs. Ontem, a taxa de ocupação nos leitos de UTI e enfermaria dedicados à doença no HCor era de 85% e a ocupação total, de 86%.

Esses índices variam diariamente, seja pelas altas, mortes de pacientes ou por adequação dos leitos, que podem ser transformados em UTI ou enfermaria, conforme a necessidade. Não significa, portanto, que os hospitais vão deixar de receber novos casos em breve. Mas as taxas têm se mantido elevadas nas últimas semanas. No Einstein, nesta quinta-feira, havia 123 internados com covid, dos quais 65 na UTI. Na quarta, eram 127 internados (55 na UTI). Mas o número veio aumentando nos últimos dias.

“Quando enfrentamos a pandemia na primeira onda, suspendeu-se o atendimento das outras especialidades. As pessoas ficaram quase um ano sem se tratar, mas nosso ambulatório de consultórios voltou à atividade plena, retomou-se o agendamento de cirurgias importantes”, diz Fernando Torelly, superintendente corporativo e CEO do HCor. A volta de pacientes cardíacos e oncológicos, por exemplo, aumenta a demanda nas unidades de saúde.

No Einstein, embora o número de internações por covid esteja alto, também não houve aumento significativo do volume de internações pela doença nas últimas semanas e a principal causa da lotação atual são as cirurgias eletivas represadas. “A demanda por outros tratamentos tem sido altíssima desde novembro. Eu, por exemplo, costumo fazer uma ou duas cirurgias por dia e, hoje, fiz quatro”, conta Sidney Klajner, presidente do Einstein e cirurgião do aparelho digestivo.

Por enquanto, a unidade não prevê cancelamento de procedimentos eletivos. “Estamos remanejando procedimentos de menor complexidade para a unidade de Perdizes, temos médicos contratados que passam visita logo cedo para acelerar altas e podemos abrir novos leitos em alas que eram usadas para a realização de exames ou para recuperação pós-cirúrgica.”

Klajner diz que o que preocupa agora é uma eventual demanda crescente por leitos de covid-19 nas próximas semanas, como reflexo das aglomerações no carnaval. Torelly concorda. “A grande discussão é como vamos ter de atuar se continuar nesse padrão de ocupação do hospital. Agora, a situação é complexa e administrável, mas não sabemos o crescimento que vamos observar nas próximas semanas.”

“O ponto de maior preocupação é como será a capacidade de crescimento (dos casos). As variáveis a considerar são: vacina, as novas variantes, o comportamento da população e a capacidade de leitos. Se tiver mais casos, vamos tentar adequar”, diz o CEO do Hcor.

Futuro

Levantamento preliminar do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, com amostra de 60 hospitais privados (16% das unidades da rede particular que atendem covid) apurou que 72% dos hospitais paulistas têm ocupação que varia de 80% a 100% dos leitos de UTI.

A pesquisa completa termina no fim da semana. Por outro lado, o estudo já destaca que dois terços dos hospitais declaram ter capacidade de aumentar o número de leitos disponíveis, se for preciso.

Para Francisco Ballestrin, presidente do SindHosp, a manutenção de cirurgias e atendimentos eletivos (não urgentes) indica que, por ora, existe a possibilidade de manter essa assistência, com cautela. “Agora temos o pior dos cenários: o pico está maior e muitos dos leitos estão ocupados por pacientes eletivos. Mas ainda existem leitos em hospitais privados que podem ser transformados para covid. Nesse instante, vai ser o critério por demanda. Estamos (hospitais privados) conseguindo atender as duas. Se houver demanda de covid que faça uma pressão enorme, vamos diminuir as outras e colocar pacientes da doença lá”, adianta.

Torelly diz ainda que a população precisa colaborar para evitar que a situação se agrave mais ainda. “Temos uma estrutura hospitalar ativa e dando conta, mas não pode acontecer de ter convívio social mais liberado. Não podemos perder o medo e o respeito pelo vírus. Tem de manter medidas de proteção para efetivamente ganhar mais tempo com a vacinação”, alerta.

Continue Lendo

Notícias

Relator decide retirar fim dos pisos para saúde e educação da PEC Emergencial

Avatar

Publicado

dia

Por

Proposta gerou muitas críticas no Congresso e inviabilizou a leitura do parecer no plenário, na quinta-feira, 25

Senador Marcio Bittar (MDB-AC) é relator da PEC Emergencial (Jane de Araújo/Flickr)

Diante das reações negativas e da dificuldade para avançar com o tema, o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, decidiu retirar do parecer o dispositivo que acaba com os gastos mínimos obrigatórios para educação e saúde. A expectativa é que, com a mudança, o plenário consiga votar o relatório na semana que vem, para possibilitar a nova rodada do auxílio emergencial em março.

A PEC Emergencial viabiliza o pagamento do benefício sem respeito ao teto de gastos, mas exige, em troca, uma série de contrapartidas que sinalizem comprometimento com a economia. A mais controversa delas era acabar com o piso orçamentário para saúde e educação, sob o argumento de que a medida tornaria o Orçamento mais flexível e, assim, os gestores poderiam destinar o dinheiro para áreas que mais precisem.

Hoje, os estados são obrigados a usar pelo menos 12% da receita em gastos com saúde e 25%, com educação. Os municípios devem aplicar 15% e 25%, respectivamente. Ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), reconheceu que a ideia de acabar com esse piso “teve reações das mais diversas, inclusive por parte de senadores e líderes partidários”.

A proposta recebeu muitas críticas no Congresso, que resultaram em alguns adiamentos. Nesta quinta-feira, 25, na sessão em que os senadores começaram a discutir a PEC, Bittar não conseguiu nem ler o parecer no plenário, diante das manifestações negativas dos parlamentares. Por isso, o relator decidiu retirar o trecho polêmico, mas deve manter os gatilhos que podem gerar economia nos próximos anos, como o congelamento de salários de servidores públicos.

Gatilhos

O texto prevê gatilhos que poderão ser acionados se, no período de 12 meses, as despesas correntes da União corresponderem a mais de 95% das receitas correntes. Nesses casos, o governo pode, entre outras ações, proibir a concessão de reajustes salariais a servidores públicos e a contratação de pessoal — inclusive por concursos públicos, que ficam permitidos apenas para preencher vagas já abertas.

Se a PEC for aprovada, os salários do funcionalismo, já congelados até 31 de dezembro de 2021, ficarão sem reajustes por mais dois anos após o fim da calamidade pública. Não poderão ser criados novos cargos ou funções. Além disso, mudanças na estrutura de carreira que resultem em aumento de despesa ficam proibidas. As medidas podem ser adotadas em outros casos de calamidade pública, no futuro, não apenas durante a pandemia de covid-19.

O governo também poderá suspender a criação ou o aumento de auxílios, vantagens, bônus ou outros benefícios, inclusive de cunho indenizatório. Entre as medidas que podem ser adotadas em casos emergenciais, está ainda a vedação de criar ou expandir programas e linhas de financiamento e de renegociação de dívidas que aumentem as despesas com subsídios e subvenções.

 

Continue Lendo

Notícias

Covid-19: governo antecipa restrições e DF entrará em lockdown no domingo

Avatar

Publicado

dia

Por

Decreto com a nova restrição deve ser publicado ainda nesta sexta-feira (26/2). Medidas valerão a partir de 00h01 de domingo (28/2)

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O Governo do Distrital Federal antecipará as medidas de contenção da pandemia de covid-19 e decretará lockdown total a partir de 00h01 de domingo (28/2). O decreto com mais detalhes da nova restrição será publicado em edição extra do Diário Oficial do DF ainda nesta sexta-feira. Segundo o GDF, as medidas restritivas valerão 24 horas por dia.

A escalada dos casos nos obriga a interferir diretamente e eu decidi decretar lockdown para tentar conter esse avanço da doença. Ninguém fica feliz com uma decisão dessa, ao contrário, mas é preciso ter responsabilidade nessa hora, ainda que seja uma medida impopular. Só os serviços fundamentais vão funcionar e o decreto sai ainda hoje em edição extra do Diário Oficial”, disse o governador Ibaneis Rocha (MDB) ao Correio.

Nesta sexta-feira, a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) na rede pública de saúde chegou a 98,22%. De acordo com a Sala de Situação da Secretaria de Saúde, apenas um dos três leitos disponíveis é para adulto. Os outros são pediátricos e mais 11 estão bloqueados.

O novo documento a ser publicado deve alterar o Decreto nº º 41.840, publicado mais cedo e que estabelecia um toque de recolher a partir da próxima segunda-feira (1º/3).

Toque de recolher

Mais cedo, o GDF publicou, em edição extra do DODF, o Decreto nº º 41.840, que detalha o toque de recolher de 20h às 5h na cidade. De acordo com o texto, a partir de segunda-feira (1º/3), as atividades não poderiam funcionar das 20h às 5h, salvo exceções.

Além disso, os estabelecimentos autorizados a se manterem abertos não poderiam vender bebidas alcoólicas após as 20h. Também ficaria proibida a disponibilização de mesas e consumo de produtos nos locais após o horário estabelecido.

A fiscalização da nova medida seria feita por uma força-tarefa que reúne a DF Legal, a Diretoria de Vigilância Sanitária, Secretaria de Mobilidade Urbana, Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Civil, o Procon, o Detran, o Ibram, o DER e a Secretaria de Agricultura. A princípio, as restrições deveriam durar duas semanas.

Continue Lendo

Notícias

Lockdown no DF: parques, academias e salões de beleza não poderão abrir

Avatar

Publicado

dia

Por

A medida foi tomada por causa do aumento de infecções por covid-19 e a superlotação de UTI. O decreto que será publicado nas próximas horas trará as regras detalhada

(crédito: Ana Rayssa/Esp. CB)

O lockdown adotado pelo governador Ibaneis Rocha começa no domingo (28/2) no Distrito Federal. A medida foi tomada por causa do aumento de infecções por covid-19 e a superlotação de unidades de terapia intensiva (UTI). O decreto que será publicado nas próximas horas trará as regras detalhadas, mas está definido que parques, academias e salões de beleza não poderão abrir. As medidas vão valer durante as 24 horas do dia.

Confira trecho da minuta do decreto que será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nas próximas horas

Art. 2º Ficam suspensos, no âmbito do Distrito Federal, todas as atividades e estabelecimentos comerciais e industriais, inclusive:
I – eventos, de qualquer natureza, que exijam licença do Poder Público;
II – atividades coletivas de cinema e teatro;
III – atividades educacionais em todas as escolas, universidades e faculdades, das redes de ensino pública e privada;
IV – academias de esporte de todas as modalidades;
V – museus;
VI – zoológico, parques ecológicos, recreativos, urbanos, vivenciais e afins;
VII – boates e casas noturnas;
VIII – atendimento ao público em shoppings centers, feiras populares e clubes recreativos;
a) nos shoppings centers ficam autorizados o funcionamento de laboratórios, clínicas de saúde e farmácias e o serviço de delivery;
IX – estabelecimentos comerciais, de qualquer natureza, inclusive bares, restaurantes e afins;
X – salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos;
XI – quiosques, foodtrucks e trailers de venda de refeições;
XII – oficinas de lanternagem e pintura;
XIII – comércio ambulante em geral; e
XIV – construção civil.

Parágrafo único. Os ajustes necessários para o cumprimento do calendário escolar serão estabelecidos pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, após o retorno das aulas.

Art. 3º Ficam excluídos da suspensão disposta no art. 2º deste Decreto os seguintes serviços:
I – supermercados;
II – hortifrutigranjeiros;
III – minimercados;
IV – mercearias;
V – postos de combustíveis;
VI – comércio de produtos farmacêuticos;
VII – hospitais, clínicas e consultórios médicos e odontológicos, laboratórios e farmacêuticas;
VIII – clinicas veterinárias;
IX – comércio atacadista;
X – lojas de medicamentos veterinários ou produtos saneantes domissanitários;
XI – funerárias e serviços relacionados;
XII – lojas de conveniência e minimercados em postos de combustíveis exclusivamente para a venda de produtos;
XIII – serviços de fornecimento de energia, água, esgoto, telefonia e coleta de lixo;
XIV – lojas de material de construção; e
XV – cultos, missas e rituais de qualquer credo ou religião.
§1º Ficam autorizadas as operações de delivery, drive-thru e take-out, sem abertura do estabelecimento para atendimento ao público em suas dependências.
§2º Em todos os estabelecimentos comerciais autorizados a funcionar, ficam vedados o consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras.

Continue Lendo

Notícias

Covid-19: DF passa de 2,8 mil mortes; ocupação de leitos de UTI fica em 91,1%

Avatar

Publicado

dia

Por

Nas últimas 24 horas, foram 14 óbitos e 1.068 novos casos. Número de infectados é 21% menor que registrado na quarta-feira (24).

Secretaria de Saúde investiga três casos de reinfecção pelo novo coronavírus no DF — Foto: Breno Esaki/SES-DF

O Distrito Federal confirmou mais 14 mortes e 1.068 novos casos de Covid-19 nesta quinta-feira (25). O total de óbitos chega a 4.805, e os infectados somam 293.782, segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF).

De acordo com o monitoramento da pasta, o número de novos casos é 21% menor que o registrado no dia anterior, quando houve 1.361 infectados. Foi o maior número desde setembro de 2020. Na comparação com a quarta-feira (24), houve duas mortes a menos.

Até as 16h10 desta quinta, a ocupação de leitos de UTI da rede pública por pacientes com Covid-19 chegava a 91,12% (veja mais abaixo). A SES-DF considera que 282.169 pessoas estão recuperadas em Brasília, o que representa 96,1% do total de diagnosticados.

Perfil das vítimas

Do total de óbitos, 4.375 foram de moradores do Distrito Federal. Os 430 restantes foram de pessoas que viviam em outras unidades da federação, mas buscaram atendimento na capital. A maioria é do Entorno do DF.

Veja perfil das vítimas confirmadas nesta quinta-feira:

Local de residência*

  • Águas Claras: 1
  • Cruzeiro: 2
  • Guará: 1
  • Plano Piloto: 3
  • Riacho Fundo: 1
  • Samambaia: 1
  • Taguatinga: 1
  • Varjão: 1
  • Vicente Pires: 1

Uma vítima morava em Goiás e outra, em Minas Gerais.

Faixa etária

  • 40 a 49 anos: 2
  • 60 a 69 anos: 3
  • 70 a 79 anos: 5
  • 80 ou mais: 4

Data do óbito

  • 29 de janeiro: 1
  • 31 de janeiro: 1
  • 16 de fevereiro: 2
  • 22 de fevereiro: 1
  • 23 de fevereiro: 2
  • 24 de fevereiro: 6
  • 25 de fevereiro: 1

Leitos de UTI

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal  — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação.

Até as 16h10 desta quinta-feira, dado mais recente disponibilizado pela Secretaria de Saúde, a ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) reservados para casos da Covid-19 na rede pública estava em 91,12 %.

Do total de 172 vagas, 154 estavam ocupadas, 15 disponíveis e três bloqueadas. O número inclui leitos adultos, pediátricos e neonatais.

Na rede privada, até as 12h10, 82,78% dos leitos reservados para infectados tinham pacientes. Do total de 220 leitos, 174 estavam em uso, 37 vagos e nove bloqueados.

Casos por região do DF

Ceilândia é a região com maior número de casos e mortes pela Covid-19 no DF. No boletim desta quinta, a Secretaria de Saúde afirma que há 32.171 infectados pela doença e 826 óbitos.

Em seguida, está o Plano Piloto, com 27.609 infectados, e Taguatinga, que soma 23.618 notificações da Covid-19.

Casos e mortes por coronavírus no DF, em 25 de fevereiro de 2021 — Foto: Foto: SES/Reprodução

Casos e mortes por coronavírus no DF, em 25 de fevereiro de 2021 — Foto: Foto: SES/Reprodução.

 

Continue Lendo

Notícias

Sesi abre inscrições para torneio online de robótica entre competidores do Centro-Oeste

Avatar

Publicado

dia

Por

Participação é gratuita e vale para grupos formados por estudantes de 9 a 16 anos; prazo é até 12 de março. Vencedores garantem vaga na disputa nacional.

Torneio regional de robótica em imagem de arquivo — Foto: Claudio Freitas/SESI

O Serviço Social de Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) está com inscrições abertas para um a competição online de robótica. O Torneio Sesi de Robótica First Lego League – Challenge é gratuito. O prazo de cadastro é até 12 de março.

Os dados devem ser enviados pela internet, na página do evento. Os participantes devem formar grupos de competidores com idades de 9 a 16 anos, que sejam moradores da região Centro-Oeste (saiba mais abaixo). O evento está previsto para os dias 16 e 17 de abril.

De acordo com o Sesi, o torneio tem o objetivo de “desafiar estudantes a buscar soluções para problemas do dia a dia”. Eles devem construir e programar robôs com peças de LEGO – blocos de montar.

O tema desta edição é RePLAY. Os projetos desenvolvidos devem incentivar a prática de atividades físicas e promover a saúde. Os vencedores ganham uma vaga para o campeonato nacional, o Festival Sesi de Robótica, que ocorrerá em maio.

Regras da competição

Os participantes devem formar equipes de dois a 10 competidores, com dois treinadores adultos. Podem ser grupos de amigos ou ligados à escolas, clubes e organizações.

No torneio, os participantes vão ser avaliados em quatro quesitos:

  • Projeto de inovação
  • Desafio do robô (cumprimento de missões pelo robô de Lego)
  • Design do robô e core values (valores fundamentais e trabalho em equipe).

 

Continue Lendo

Viu isso?