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Previdência: após garantir maioria, governo tentará novo destaque para policiais

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo, afirmou que o governo irá adotar uma posição contrária a que apresentou na comissão especial da reforma da Previdência e votará a favor do destaque que ameniza as regras de aposentadoria para os policiais. Em entrevista ao Jornal da Manhã nesta quinta-feira (11), ele garantiu que foram “momentos são diferentes” e que, agora, com maioria favorável à proposta estabelecida no plenário, é hora de atender a essas demandas.

“O PSL e a maioria tiveram grande responsabilidade e maturidade quando se voltaram contra a alteração nas regras previdenciárias para policiais. Na época, na comissão especial, corria-se o risco de desidratar e desestabilizar o projeto. Votamos com responsabilidade na comissão especial, não arriscaríamos aventuras que comprometessem a economia e até a aprovação da reforma como um todo. Agora, estamos em uma realidade totalmente diferente”, explicou.

Segundo Vitor Hugo, o governo e os líderes políticos conseguiram chegar em um acordo para o destaque a ser apresentado ainda hoje na casa. “Todas as reivindicações dos policiais, inicialmente, diminuiriam a economia da reforma em R$ 3 bilhões em dez anos. Com o acordo que fizemos agora, a desidratação não chega nem a R$ 1 bilhão”, ressaltou.

O parlamentar afirmou que o destaque para policiais que chegará ao plenário foi tratado tanto pelo governo como pela categoria e pelos partidos que compõe maioria na Câmara, e tem o apoio, inclusive, do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “A nova composição foi feita para atendermos o Podemos, que foi quem manteve o destaque, a parte do PSL que é mais sensível à área da Segurança Pública e o próprio presidente Jair Bolsonaro, que sempre fez essa defesa da categoria tanto durante a campanha como nos últimos dias”, disse.

“Conseguimos aliar tudo isso sem desidratar e desestabilizar”, garantiu, acrescentando que a idade para aposentadoria ficará fixada em 55 anos, o que considera “bastante adequada à realidade da categoria”. Já a regra de transição ficará em 52 anos para as mulheres e 53 para os homens, com 100% de pedágio.

“É uma pequena alteração, que muda de modo também pequeno a economia prevista com a reforma, então não é qualquer estabelecimento de privilégio e nem uma demanda apenas do governo, mas sim de uma maioria que se formou na Câmara”, finalizou.

Redação Brasil (m)

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