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Na fábrica da BioNTech, a minuciosa produção da vacina anticovid

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É a segunda fábrica europeia a produzir a vacina desenvolvida pela BioNTech com a sua parceira Pfizer

(crédito: Thomas Lohnes)

Câmara de descontaminação, pessoal com roupas impermeáveis e sala com atmosfera controlada, toda precaução é pouca para os funcionários do laboratório BioNTech que começaram a produzir a vacina contra a covid-19 em uma nova fábrica na Alemanha.

Visto de fora, o edifício nos arredores de Marburg (centro) parece insignificante.

Tudo muda assim que se entra na fábrica, da qual deve sair um bilhão de doses por ano. É a segunda fábrica europeia a produzir a vacina desenvolvida pela BioNTech com a sua parceira Pfizer.

Desde que recebeu autorização da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) na semana passada, a produção funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, apurou a AFP durante uma visita.

“Realmente são necessários muitos gestos manuais e cerca de 50.000 operações para produzir uma carga” de ácido ribonucléico mensageiro (mRNA), “da qual você pode obter cerca de 7 a 8 milhões de doses de vacina”, explica a gerente de produção Valeska Schilling.

Ela está “extremamente orgulhosa” de participar desse esforço científico.

Com uma pipeta de vidro na mão e protegida da cabeça aos pés por um traje hermético azul, uma jovem funcionária mistura líquidos, coletados em uma bolsa esterilizada, que marca o início da fabricação do mRNA. Esta tecnologia permite ditar às nossas células aquilo de que precisam fabricar para combater o coronavírus.

– “Fotocópia” –

Essa etapa da “transcrição in vitro” é “a mais complicada do ponto de vista tecnológico”, diz Schilling. Parece mais artesanato de última geração do que produção em cadeia.

Ela compara o processo a “fazer uma fotocópia de um livro”. As enzimas permitem gerar, a partir de uma única molécula de DNA, até 500 “cópias”, moléculas de mRNA responsáveis por transmitir as informações necessárias.

Essas instruções genéticas entram diretamente nas células humanas e as programam para produzir um antígeno do coronavírus e, assim, desencadear uma resposta do sistema imunológico.

Demora de um a dois dias para fabricar o mRNA, e de cinco a seis dias, para um lote de vacina, que depois será transportado para outras fábricas para envazamento, o que está ocorrendo na Bélgica e, em breve, em Frankfurt.

Após a reação de produção do RNA, a “carga” de 35 litros de líquido obtido do biorreator deve ser purificada: as enzimas e o DNA usados para a fabricação são eliminados e, em seguida, é filtrado novamente para remover qualquer resíduo.

A partir daí, vem a terceira e última fase realizada em Marburg, onde o mRNA é envolto em lipídios para evitar que se degrade e permitir chegar às células.

Além disso, vários testes são realizados para garantir a qualidade da vacina, que é quase 95% eficaz contra a covid-19, segundo estudos clínicos.

– Prêmio Nobel -As primeiras doses fabricadas em Marburg por 400 funcionários deverão ser distribuídas no início de abril.

A BioNTech anunciou na terça-feira que pretende produzir este ano até 2,5 bilhões de doses da vacina, ou seja, 25% a mais do que o planejado originalmente.

Junto com a empresa americana Moderna, a aliança Pfizer/BioNTech foi a primeira a lançar uma vacina, usando o procedimento pioneiro de RNA mensageiro.

Para Marburg, hospedar a fábrica da empresa alemã faz parte de uma longa história de inovação médica, lançada em 1890 pelo primeiro prêmio Nobel de Medicina, Emil von Behring, que desenvolveu a vacina contra difteria nessa cidade.

A fábrica da “start-up” fundada pelo casal Özlem Türeci e Ugur Sahin está localizada nas instalações da antiga empresa farmacêutica “Berhingwerke”, produtora de vacinas. A BioNTech comprou o local no verão passado do grupo farmacêutico suíço Novartis.

Marburg, onde existe um laboratório que estuda doenças graves e contagiosas, já viveu o terror de uma epidemia. Em 1967, foi afetada por um patógeno do tipo ebola, então desconhecido e agora chamado de “vírus de Marburg”. É endêmico em vários países africanos e ainda não há vacina para combatê-lo.

 

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Rainha Elizabeth II enterra seu marido, o príncipe Philip

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Os restos mortais do duque de Edimburgo permanecerão lá até que a monarca se reúna com ele após sua morte

Foto: Adrian Dennis / AFP

O caixão do Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, foi enterrado neste sábado(17) no jazigo real da Capela de São Jorge em Windsor, residência real a cerca de 50 km a oeste de Londres, onde seu funeral foi realizado.

Os restos mortais do duque de Edimburgo permanecerão lá até que a monarca se reúna com ele após sua morte.

O casal reunido ficará então na Capela do Memorial do Rei George VI, pai de Elizabeth II.

Assim, a rainha se despediu do homem com quem esteve casada durante 73 anos, a sua “força e apoio”, em um funeral sóbrio ao estilo militar com máscaras e poucos convidados devido à pandemia.

A cerimônia começou com um minuto de silêncio antes do início do serviço religioso em St. George, a capela gótica do século 15 localizada no Castelo de Windsor de quase mil anos, cerca de 50 km a oeste de Londres.

Os quatro filhos e vários netos do casal real caminharam ao lado da Land Rover desenhada por Philip que carregou seu caixão durante um breve cortejo fúnebre pelos jardins do castelo.

A rainha os seguiu em um carro, um Bentley oficial, com uma dama de companhia.

No entanto, a monarca, que completa 95 anos nesta quarta-feira, sentou-se sozinha na capela para se despedir do marido, o homem com quem ela se casou ainda princesa em 1947.

Muitos especialistas asseguram que foi Philip quem administrou com mão de ferro uma família marcada por crises, ajudando a rainha a resistir aos escândalos.

Todos os olhares se voltaram para os príncipes William e Harry, cujas relações estão tensas, em busca de algum sinal de reconciliação.

Esta foi a primeira aparição pública de Harry de 36 anos com a realeza desde que ele e sua esposa Meghan, que não viajou para o Reino Unido porque está grávida, abandonaram seus deveres reais e se mudaram para a Califórnia.

Harry, entretanto, não caminhou ao lado de seu irmão de 38 anos. Entre eles estava seu primo Peter Phillips, alimentando especulações sobre um desentendimento que persiste.

O funeral foi presidido pelo Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, líder espiritual dos anglicanos.

“O país vai sentir falta dele”

Devido ao coronavírus, os britânicos foram aconselhados a não viajar para Windsor.

Mesmo assim, alguns decidiram fazer a viagem enquanto a maior parte do país acompanhava o ato pela televisão.

As pessoas não deveriam vir, mas este é um grande evento, o único em uma geração. O duque foi especial, então esperamos por muitas pessoas”, disse à AFP Mark, 57 anos, um entre dezenas de policiais nas ruas de Windsor.

Nas proximidades do castelo, os curiosos também ficaram em silêncio, como Kaya Mar, um pintor de 65 anos que chegou no primeiro trem de Londres com um grande retrato de Felipe debaixo do braço.

“Foi muito importante para mim estar aqui hoje”, disse, considerando que “era um bom homem” e “o país vai sentir falta dele”.

Coberto com sua espada, seu boné naval e seu estandarte pessoal, o caixão do duque foi transportado pela manhã por carregadores do Primeiro Batalhão de Granadeiros – do qual Philip foi coronel por 42 anos – da capela particular da família real para outro salão do castelo.

Preparando-se para a procissão, os guardas reais e dezenas de representantes de outros corpos militares posicionaram-se, perfeitamente alinhados, no gramado impecável do pátio central do castelo enquanto soava a fanfarra.

Sob um sol forte, a carruagem pessoal do duque chegou ao local, puxada por seus dois pôneis.

Nos degraus de acesso à capela, posicionaram-se os representantes da cavalaria, vestidos de gala e capacetes com longas plumas.

Sem pompa e com máscaras

O príncipe consorte, falecido em Windson em 9 de abril, dois meses antes de seu centésimo aniversário, foi companhia constante de Elizabeth II, corada com apenas 25 anos em 1952, quando o Reino Unido se reconstruia após a Segunda Guerra Mundial e seu império começava a perder força.

A monarca publicou neste sábado uma foto comovente do casal descontraído no Parque Nacional Cairngorms da Escócia em 2003.

Imagens de momentos marcantes do casamento foram divulgadas nas redes sociais da família real.

Os funerais da realeza britânica geralmente têm grande alcance, aperfeiçoados ao longo dos anos e assistidos por monarcas e líderes de todo o mundo.

Mas as restrições impostas pelo coronavírus obrigaram a modificar os planos de sepultamento de Philip, que se limitaram a 30 convidados íntimos com máscaras e distanciamento de segurança.

Agence France-Presse

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Biden: há apoio bipartidário para melhorar oferta de chips semicondutores

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Biden defendeu a importância de melhorar a cadeia produtiva, como forma de garantir a competitividade da maior economia do planeta diante do avanço da China

Joe Biden: o presidente voltou a ressaltar a proposta de cerca de US$ 2 trilhões em investimentos a infraestrutura (Ken Cedeno/CNP/Bloomberg/Getty Images)

Enquanto a indústria americana enfrenta gargalos na oferta de chips semicondutores, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden recebeu líderes empresariais na Casa Branca nesta segunda-feira 12, para uma reunião sobre o tema. No encontro, o democrata afirmou que há “amplo apoio” no Congresso por um possível legislação nessa área. “Acho que podemos fazer isso para o povo americano”, disse.

Biden defendeu a importância de melhorar a cadeia produtiva, como forma de garantir a competitividade da maior economia do planeta diante do avanço da China. “Tenho dito isso há algum tempo já: a China e o resto mundo não estão esperando. Não há razões para que tenhamos que esperar”, argumentou, citando carta recebida por ele de parlamentares dos dois partidos.

O presidente voltou a ressaltar a proposta de cerca de US$ 2 trilhões em investimentos a infraestrutura. “O plano que proponho vai criar milhões de empregos, reconstruir a América, proteger nossa cadeia de abastecimento e revitalizar a manufatura americana”, destacou.

Falta de microchips é ‘questão de segurança nacional’, diz Casa Branca

Porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki afirmou durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, 12, que a falta de microchips semicondutores é “uma questão de segurança nacional” para os Estados Unidos. Segundo ela, o governo do presidente Joe Biden deseja trabalhar com o setor a fim de evitar a carência desses componentes no futuro.

Mais cedo, a chinesa Huawei atribuiu a carência global de microchips a sanções impostas pelos EUA contra a China. Segundo a empresa, as medidas americanas levariam a “compras por pânico” de grandes companhias pelo mundo.

Psaki comentou que Biden deseja ouvir diretamente nesta tarde as empresas americanas envolvidas nessa área, a fim de entender o quadro. Segundo a porta-voz, porém, não há expectativa de que o presidente possa anunciar medidas sobre isso já no dia de hoje.

Durante a coletiva, Psaki também voltou a defender o pacote de infraestrutura almejado por Biden. Segundo ela, o presidente está “absolutamente” disposto a negociar a iniciativa com os congressistas em Washington. “Tudo está aberto à negociação”, afirmou, citando também o financiamento da iniciativa como exemplo do que pode ser discutido com os legisladores.

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Crise da vacina de Oxford gera atrasos na campanha de imunização da União Europeia

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O bloco está atribuindo a culpa à falta de entregas da farmacêutica AstraZeneca; na França, doses do imunizante estão encalhadas em meio ao receio provocado por casos de trombose

A União Europeia comprou vacinas de diversas farmacêuticas, mas ainda assim está com a campanha de imunização atrasada

O responsável pela campanha de vacinação contra a Covid-19 na União Europeia, Thierry Breton, atribuiu à farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca a culpa do bloco não ter conseguido cumprir o seu objetivo de inocular 80% dos idosos até o final de março. Em entrevista ao jornal francês Le Parisien, o comissário afirmou que os 27 países-membro estariam no mesmo patamar que o Reino Unido em termos de imunização caso tivessem recebido todas as vacinas de Oxford contratadas. “Posso dizer que a turbulência que vivenciamos deve-se exclusivamente ao fracasso da AstraZeneca em entregar. No primeiro trimestre, a AstraZeneca entregou apenas um quarto das doses que pedimos, enquanto os britânicos receberam todas, embora nosso contrato tenha sido assinado antes deles, em agosto de 2020”, defendeu. O Reino Unido negou essa afirmação, dizendo que a farmacêutica também não cumpriu os seus compromissos com o governo britânico. No entanto, é inegável que a campanha de vacinação do país está mais avançado do que a da União Europeia. Dados do Centro Europeu de Prevenção de Doenças divulgados nesta segunda-feira, 5, indicam que nos países do bloco uma média de 59,8% dos idosos com 80 anos ou mais receberam pelo menos a primeira dose da vacina. Já na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia, esse mesmo índice está acima dos 98%.

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Reino Unido limita vacina da AstraZeneca para pessoas acima de 30 anos

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A decisão veio após relatos de coágulos sanguíneos em quem recebeu o imunizante

A vacina da AstraZeneca: coágulos sanguíneos raros, mas que são potencialmente fatais, foram listados como “efeitos colaterais” (Dado Ruvic/Reuters)

Após a agência reguladora de medicamentos da Europa listar coágulos sanguíneos como “efeitos colaterais” da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca, o órgão consultivo de vacinas do Reino Unido disse nesta quarta-feira (7) que a injeção de Covid-19 da AstraZeneca não deve ser dada a pacientes com menos de 30 anos.

A decisão deve se manter até que seja apurada ligação entre a vacina e os efeitos adversos, informou o jornal americano Wall Street Journal.

A vacina AstraZeneca, que foi desenvolvida em conjunto com a Universidade de Oxford, enfrentou dúvidas sobre sua eficácia e possíveis efeitos colaterais, mesmo com dezenas de milhões de doses administradas após aprovações de segurança em mais de 70 países em todo o mundo.

O alerta surgiu após uma investigação de 86 casos relatados em pessoas vacinadas, dos quais 18 foram fatais. “Uma explicação plausível para a combinação de coágulos sanguíneos e plaquetas de sangue baixas é uma reação imunológica, o que causa um problema semelhante àquele visto às vezes em pacientes tratados com heparina”, disse a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

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Covid: Biden antecipa em 2 semanas prazo para que todos os adultos recebam vacina

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Se alcançar esse objetivo, isso implicará o fim das restrições por idade, estado de saúde e outras categorias para quem quiser se vacinar contra o coronavírus

(crédito: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve anunciar nesta terça-feira, 6, a antecipação em duas semanas do prazo final para que todos os adultos do país estejam elegíveis para receber a primeira dose da vacina contra a covid-19. Assim, a nova data será 19 de abril, e não mais 1º de maio, como divulgado anteriormente. Se alcançar esse objetivo, isso implicará o fim das restrições por idade, estado de saúde e outras categorias para quem quiser se vacinar contra o coronavírus. Isso não quer dizer, necessariamente, porém, que todos poderão se vacinar de imediato, já que a distribuição ainda está em curso.
O democrata também vai anunciar que os EUA, desde que ele assumiu a Casa Branca, entregaram mais de 150 milhões de doses. Biden deve visitar nesta terça um local de imunização na cidade de Alexandria, no Estado da Virgínia, antes de fazer o pronunciamento na Casa Branca.
O governo federal vem aumentando significativamente o ritmo da vacinação nos EUA. Inicialmente, Estados com poucas doses limitaram seus esforços para priorizar grupos com maior risco à doença, além de idosos, mas Biden conseguiu cumprir a promessa de aplicar 100 milhões de vacinas nos primeiros 100 dias no cargo muito antes do prazo, após 58 dias.
Na segunda-feira, 5, o assessor da Casa Branca sobre a pandemia, Andy Slavitt, afirmou que os EUA estão “agora com uma média de 3,1 milhões de injeções por dia durante o período de sete dias mais recente”.
Agora, Biden dobrou o objetivo e quer imunizar 200 milhões até o fim de abril. Até o momento, 167 milhões de doses já foram administradas no país – 4 a cada 10 pessoas nos EUA receberam ao menos uma dose. Os fármacos da Moderna e da Pfizer/BioNTech requerem duas doses, enquanto o produzido pela Johnson & Johnson, também usado no país, apenas uma.
Nos EUA, a covid-19 já matou mais de 500 mil pessoas, o que coloca o país no topo do ranking de óbitos devido à doença. O Brasil vem em segundo lugar.
Na semana passada, Biden já havia informado que 90% dos adultos estariam aptos para a imunização antes do fim do mês. Com os Estados expandindo a vacinação ou planejando fazê-lo, no entanto, houve um entendimento de que será possível contemplar todas as pessoas menores de idade na nova data.
Aumento de casos
A aceleração da vacinação no país, que aplicou mais de 4 milhões de doses no sábado, 3, coincide com um aumento dos diagnósticos de covid-19 em território nacional, após os casos despencarem quase 80% entre o meio de janeiro e o fim de março.
O controle coincidiu com a posse de Biden, que foi na direção contrária de seu antecessor, Donald Trump, centralizando o combate à pandemia, recomendando o uso obrigatório de máscaras em espaços públicos, o distanciamento social e a testagem, por exemplo.
Agora, com o alívio de várias restrições, a retomada de atividades pré-pandêmicas e o otimismo diante da vacina, vários Estados veem um novo aumento dos casos. A situação é mais aguda onde a variante britânica B.1.1.7, mais contagiosa e letal, circula livremente.
As vacinas usadas nos EUA são eficientes contra a cepa britânica. Segundo especialistas, no entanto, é necessário que entre 70% e 90% da população tenha anticorpos para o vírus até que haja uma queda significativa da transmissão. Cerca 32% da população americana recebeu ao menos uma dose da vacina até o momento, e apenas 19% foi totalmente inoculada.
Em pronunciamento na Casa Branca, Biden deve ressaltar ainda que, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, mais de 75% das pessoas com mais de 65 anos foram vacinadas nos país – 55% delas totalmente imunizadas – número que era de 8% quando ele tomou posse. (Com agências internacionais).
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Agência europeia diz ‘ainda não ter conclusão’ sobre vacina da AstraZeneca

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Após publicação de jornal italiano, reproduzida pela agência AFP, a EMA disse nesta terça-feira que não foi possível ainda encontrar relação entre casos de coágulo e a vacina da AstraZeneca

AstraZeneca: como precaução, vários países determinaram a aplicação desta vacina a algumas faixas etárias, como França, Alemanha e Canadá (Massimo Pinca/Reuters)

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) declarou, nesta terça-feira (6), que continua avaliando se a vacina da AstraZeneca contra o coronavírus tem relação com a formação de coágulos sanguíneos.

Anteriormente, agência AFP relatou que autoridade da Agência Europeia de Medicamentos havia confirmado o vínculo entre a vacina e os casos registrados da doença

Em nota à AFP, o comitê de segurança da agência afirma “ainda não ter chegado a uma conclusão e o exame está em curso”.

O comunicado acrescenta que uma decisão a esse respeito deve ser anunciada “amanhã (quarta, 7 de abril), ou na quinta-feira (8 de abril)”.

A reação da EMA é uma resposta à entrevista dada pelo diretor de estratégia de vacinas desta agência, Marco Cavaleri, ao jornal italiano Il Messaggero. Nela, o especialista confirmou uma “ligação” entre a vacina da AstraZeneca e os casos de trombose registrados nas pessoas que receberam esse imunizante.

“Agora podemos dizer, está claro que há uma ligação com a vacina, que provoca essa reação. Porém, ainda não sabemos o porquê (…) Resumindo, nas próximas horas vamos dizer que existe uma ligação, mas ainda temos que entender por que isso acontece”, diz Cavaleri a Il Messaggero.

Há várias semanas, surgiram suspeitas de possíveis efeitos colaterais graves, ainda que raros, entre pessoas vacinadas com a AstraZeneca. Seriam casos de trombose atípica. Alguns deles já causaram mortes.

No Reino Unido, houve 30 casos e sete óbitos de um total de 18,1 milhões de doses administradas até 24 de março.

Para a AstraZeneca, os benefícios do antídoto do laboratório anglo-sueco na prevenção da covid-19 superam os riscos de efeitos colaterais. No sábado (3), o grupo garantiu que a “segurança do paciente” é sua “maior prioridade”.

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