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MissA?o Rosetta: oxigA?nio descoberto em cometa desafia teorias de formaA�A?o do Sistema Solar

De acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (28) na revista ‘Nature’, o oxigA?nio (mesmo gA?s que respiramos) A� abundante na “atmosfera” do cometa 67P. A revelaA�A?o “surpreendente”, de acordo com os cientistas, A� importante para a compreensA?o das origens do Sistema Solar

A sonda espacial Rosetta encontrou oxigA?nio entre os gases que cercam o cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, uma descoberta importante para compreender as origens do Sistema Solar, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (28) na revista Nature. De acordo com os cientistas, essa A� a descoberta mais surpreendente sobre o cometa que recebeu, em novembro do ano passado, o robA? Philae, entregue por Rosetta, em um evento histA?rico. A existA?ncia do gA?s ao redor de todo o cometa pode sugerir que o Sistema Solar se formou de maneira “suave” e nA?o violenta, como preveem as atuais teorias.

A� a primeira vez que gA?s oxigA?nio (o mesmo que respiramos) A� encontrado em um cometa. Ele A� o quarto gA?s mais abundante da nuvem que recobre o cometa, depois de vapor d’A?gua, monA?xido e diA?xido de carbono. A substA?ncia foi detectada pelo espectrA?metro de massa da sonda Rosetta, que acompanha o cometa 67P em sua viagem ao redor do Sol.

“Foi muito surpreendente”, disse AndrA� Bieler, pesquisador da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo. “NA?o esperA?vamos encontrar oxigA?nio.”

OxigA?nio primordial – Apesar de ter sido detectado em outros corpos celestes que contA?m gelo – como, por exemplo, as luas de JA?piter e Saturno – atA� o momento era desconhecida a presenA�a de oxigA?nio em um cometa. Para os astrA?nomos, a apariA�A?o do gA?s na nuvem que rodeia o 67P A� intrigante, pois a molA�cula A� altamente reativa e tende a se combinar com outras substA?ncias. Os cientistas nA?o esperavam que o oxigA?nio se mantivesse “solitA?rio” por tanto tempo no cometa.

AlA�m disso, as mediA�A�es mostram uma relaA�A?o de 3,8% em relaA�A?o A� quantidade de A?gua do cometa. Essa razA?o demonstra que o oxigA?nio e a A?gua presentes no cometa tA?m a mesma origem.

Somado ao fato de que a molA�cula foi identificada ao redor de todo o cometa isso indicaria, de acordo com os astrA?nomos, que o oxigA?nio detectado A� “primordial”, ou seja, teria sido incorporado ao cometa durante sua formaA�A?o junto ao Sistema Solar, hA? 4,5 bilhA�es de anos. No entanto, os modelos atuais nA?o preveem condiA�A�es para que isso ocorra. Uma das possibilidades, levantadas pelos cientistas na Nature, A� que, na origem do Sistema Solar, partA�culas de alta energia viajando pelo espaA�o tenham esbarrado em gelo e quebrado as ligaA�A�es das molA�culas de A?gua, liberando o oxigA?nio que, em seguida, ficou preso em vazios gelados. Ao longo de bilhA�es de anos, esse gelo foi incorporado aos cometas, que tiveram origem bem longe do Sol – do contrA?rio, o calor do astro teria liberado esse oxigA?nio no cosmo.

Essa possibilidade condiz com as teorias de que os cometas sA?o relA�quias da formaA�A?o do Sistema Solar, mas desafia outras, como as que sugerem um processo violento de aquecimento dos materiais primitivos durante a formaA�A?o do nosso sistema planetA?rio – nessas circunstA?ncias, o oxigA?nio teria reagido com outros elementos e jamais permaneceria em sua forma gasosa.

“Todos os modelos afirmam que o oxigA?nio nA?o deveria ter sobrevivido por tanto tempo, o que nos diz algo sobre a formaA�A?o do Sistema Solar: ele deve ter sido muito suave”, afirma Bieler.

Origens cA?smicas – Rosetta vai continuar a monitorar a presenA�a de oxigA?nio para tentar entender o que isso significa, bem como as transformaA�A�es que aconteceram no cometa 67P depois que ele passou, em agosto, pelo periA�lio, o ponto mais prA?ximo em sua A?rbita elA�ptica ao Sol.

Com seus 11 instrumentos, a sonda faz A?rbitas irregulares ao redor do cometa, que estA? a 270 milhA�es de quilA?metros da Terra. Sobre ele estA? o robA?-laboratA?rio Philae, que nA?o mostra nenhum sinal de vida desde 9 de julho. Suas baterias sA?o carregadas com dificuldade porque estA? em uma A?rea montanhosa com pouca exposiA�A?o A� luz solar.

Diversas revelaA�A�es jA? foram feitas pelos instrumentos da missA?o, que deve se estender atA� 2016. No final de julho, uma sA�rie de estudos publicados na revista Science revelou que o 67P/Churyumov-Gerasimenko A� uma “sopa orgA?nica congelada”, composto de molA�culas que podem ser consideradas precursoras da vida na Terra. Um planeta com condiA�A�es favorA?veis A� vida que recebesse o cometa poderia provocar a multiplicaA�A?o desses compostos que, no futuro, talvez gerassem algum processo vital.
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Redação Brasil (m)

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