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Maia só vê inclusão de estados e municípios na Previdência com apoio da oposição

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (16) que para que os estados e municípios sejam incluídos na reforma da Previdência, será preciso do apoio da oposição. Já foi definido que, para que o texto-base da reforma não sofra alterações no Senado Federal e tenha de voltar para a Câmara, os senadores farão a reinclusão através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) paralela.

Caso se confirme a aprovação da PEC paralela, no entanto, ela precisará passar pela Câmara. Segundo o presidente da Casa, para que dessa vez os deputados não rejeitem a presença de estados e municípios na Previdência, a oposição vai ter que ajudar. “A única coisa que vai precisar acontecer quando voltar para a Câmara é que os partidos de todos os governadores colaborem, se não a gente vai ter dificuldade de aprovar. A gente vai precisar que o PT, PSB, PCdoB, possam ajudar a aprovar a PEC paralela”, disse.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a inclusão de todos os estados e municípios deve acontecer. “Muitos senadores têm essa defesa em relação à inclusão. Então nesse caso, se o relator da matéria, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), tem o desejo de incluir e se há um sentimento do senado como casa da federação, eu espero que possamos debater e incluir os estados e municípios na nova Previdência”, afirmou.

Tramitação do texto-base

Governistas acreditam em uma vitória tranquila da reforma da Previdência no Senado. De acordo com o líder do governo na Casa, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), a PEC deve alcançar de 54 a 60 votos favoráveis – são necessários no mínimo 49, em dois turnos. O objetivo é aprovar em cerca de um mês e meio, como aponta Bezerra Coelho.

“Como ela ficou de ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados até o dia 7, 8 de agosto, a nossa expectativa é que a gente possa concluir a votação em dois turnos no Senado Federal aproximadamente no dia 20 de setembro”, declarou.

Líderes partidários se reuniram também nesta terça (16) para traçar prognósticos para a votação em segundo turno, prevista para o dia 6 de agosto. Maia acredita que é difícil o texto sofrer novas desidratações. “Eu estava olhando todas as PECs que foram votadas no passado, não aconteceu essa surpresa. Eu espero que a gente não tenha essa surpresa negativa.”

A Câmara já fez duas das cinco sessões plenárias exigidas pelo regimento poder analisar a reforma da Previdência em segundo turno. A terceira é nesta quarta-feira (17), último dia antes do recesso, e as outras duas, no começo de agosto.

Redação Brasil (m)

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