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Estes gráficos animados mostram como o coronavírus evoluiu no mundo

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Agora, pouco mais de um ano depois dos primeiros casos serem confirmados, o mundo já ultrapassou a marca de 77 milhões de casos

Coronavírus: doença já infectou mais de 77 milhões de pessoas (Andriy Onufriyenko/Getty Images).

Era um dia comum de dezembro de 2019 quando surgiram as primeiras notícias sobre a existência de um novo vírus mortal vindo da China: o novo coronavírus.

À época, ainda sem um nome, a doença parecia quase restrita a uma parte do mundo, com poucas chances de se espalhar em um rompante pandêmico — e o ocidente assistiu os casos chineses irem de um para dois, para mais de 11 mil em janeiro de 2020 e para valores superiores a 79 mil apenas um mês depois.

Em março deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a covid-19 uma pandemia. Não demorou para que os países mais afetados decretassem lockdowns e para que as atividades fossem reduzidas, bem como o cancelamento de diversos eventos que exigiam a presença de muitas pessoas em um local.

Agora, pouco mais de um ano depois dos primeiros casos serem confirmados, o mundo já ultrapassou a marca de 77 milhões de casos.

A pandemia, que antes parecia ter data marcada para acabar, está longe de um fim — e pular Carnaval em 2021 não será uma atividade segura como outrora foi.

Mudança de cenário

O cenário no fim do ano parece mais positivo do que no começo, uma vez que vacinas já tiveram sua eficácia comprovada e já estão sendo administradas na população geral, como é o caso da imunização desenvolvida pela farmacêutica americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech, utilizada no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Os esforços para barrar a pandemia não têm sido poucos: de acordo com o relatório da OMS do dia 17 de dezembro, 56 vacinas estão em fase de testes, 13 na última fase necessária para uma aprovação, enquanto outras 166 estão em desenvolvimento pré-clínicos.

A aprovação de uma vacina foi a mais rápida já vista nos últimos anos da humanidade moderna. Em média, uma vacina demora 10,7 anos para ser produzida. A mais rápida a passar por todas essas fases em um mundo pré-covid foi a do Ebola, que demorou cinco anos para ficar pronta e ser aprovada pela agência análoga à Anvisa nos Estados Unidos (a Foods and Drugs Administration, ou FDA) e pela Comissão Europeia, em 2019.

O novo epicentro do coronavírus

Atualmente, os Estados Unidos são o epicentro da doença no mundo, com mais de 18 milhões de infectados segundo dados da universidade americana Johns Hopkins — posto que ocupa desde fevereiro. Os EUA são responsáveis por 23,78% dos casos mundiais — e correm contra o tempo para resolver a situação.

Em segundo lugar está a Índia, com cerca de 10 milhões de doentes. Em seguida o Brasil, com mais de 7,2 milhões de casos confirmados.

Outros países, como a Nova Zelândia e a própria China, têm visto o número de casos cair ao longo dos meses, com estratégias de sucesso para barrar a circulação do vírus.

Para a professora Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da USP, isso se dá pelas medidas restritivas que ambos os países adotaram quando passaram por surtos de covid-19. “O aumento de casos está diretamente relacionado a como você convence a população a não sair de casa”, afirma.

Para Sabino, regras mais rígidas de controle de viajantes que chegam ao país, o distanciamento social e o uso de máscaras em locais públicos são essenciais para reduzir as infecções.

Os dados foram apurados no dia 21 de dezembro.

O Brasil em meio à pandemia

Até agosto o Brasil era o segundo país mais afetado pelo SARS-CoV no mundo todo. Em agosto, perdeu o posto para a Índia — mas, mesmo com a desaceleração dos casos, ainda não atingiu um platô no número de infectados.

De março até agora houve um aumento de quase 127.000% no número de infectados e 93.079% na quantidade de óbitos.

Do que são feitas as 13 vacinas em fase três de testes?

1. Sinovac Biotech — a vacina do laboratório Sinovac, conhecida como CoronaVac, tem como base o próprio vírus inativado criado em uma cultura dentro de um laboratório para ser aplicados nos pacientes. Conhecida como “vacina chinesa”, ela estimula a produção de anticorpos pelo corpo humano, o que ajuda a prevenir os sintomas graves da covid-19, que podem levar à morte.

Com a formação desses anticorpos, o organismo pode combater a doença de forma mais eficiente, sem causar grandes danos à saúde. A expectativa da companhia é produzir até 100 milhões de doses anuais da vacina. Cerca de 10 mil voluntários estão sendo testados no Brasil.

Na semana passada, o Instituto Butantan anunciou que começou as obras necessárias para a fabricação de cerca de 1 milhão de doses diárias da CoronaVac no Brasil. A obra deverá ser concluída somente no final do ano que vem. Outras 6 milhões de doses virão prontas da China.

2 e 3. Sinopharm (Wuhan e 3, Pequim) — menos comentada do que as outras, a vacina, também chinesa, “desencadeou uma reação imunológica” nos voluntários no início do mês de agosto. Os testes dela estão sendo realizados nos Emirados Árabes Unidos, onde deve recrutar cerca de 15 mil voluntários, e quer testar cerca de 60 brasileiros para a sua última fase de testes.

No México, a vacina da Sinopharm conseguiu ter “100% de eficácia em um voluntário no México” — uma base muito pequena para demonstrar a real eficácia da proteção. Cerca de 56 mil pessoas já receberam a dose da vacina do laboratório chinês, que tem como base o vírus inativado da covid-19, segundo a mídia local.

4. Oxford e AstraZeneca — a vacina britânica está sendo testada em diversos países, entre eles o Brasil. Os testes administrados são duplo-cegos, ou seja, nem os médicos e nem os pacientes sabem qual dose está sendo administrada e possui um grupo de placebo.

A vacina de Oxford é feita com base em adenovírus de chimpanzés (grupo de vírus que causam problemas respiratórios), e contém espículas do novo coronavírus. No Brasil, até o momento, aproximadamente 8.000 voluntários já tomaram as duas doses da proteção e outros 2.000 devem tomá-la até o final das pesquisas.

5. Moderna — mais uma americana na lista, a Moderna espera ter 20 milhões de doses disponíveis nos Estados Unidos, com cerca de 500 milhões de doses produzidas anualmente. A vacina, que tem como base o RNA do vírus, permanece estável em temperaturas entre 2 e 7 graus – semelhante a de uma geladeira doméstica – por até 30 dias — um bônus quando comparada com outras vacinas.

6. Pfizer e BioNTech — a empresa espera produzir até 100 milhões de doses até o fim do ano. Outras 1,3 bilhão de doses podem ser fabricadas no ano que vem. Apesar das boas notícias, a vacina da Pfizer pode ter um empecilho para a importação para outros países. Ela tem como base o RNA mensageiro, que tem como objetivo produzir as proteínas antivirais no corpo do indivíduo.

Com a injeção, o conteúdo é capaz de informar as células do corpo humano sobre como produzir as proteínas capazes de lutar contra o coronavírus. O problema é que as vacinas do tipo precisam ser armazenadas em temperaturas muito baixas, de cerca de -70ºC, enquanto vacinas de DNA podem ser guardadas em temperatura ambiente. Se a vacina da Pfizer for aprovada, transportá-la para outros países poderá ser um problema.

7. Instituto Gamaleya — a polêmica vacina russa Sputnik V foi a primeira a ser registrada no mundo todo, mesmo sem ter passado por todas as fases de testes e, em pouco tempo, foi colocada para uso comercial. Em setembro, em um estudo publicado na prestigiada revista científica The Lancet, o instituto afirmou que “a vacina foi capaz de induzir resposta imune nos voluntários e se mostrou segura nos testes de fase 1 e 2”. Mais tarde, cientistas questionaram a veracidade e a duplicidade de certas informações que constavam no documento.

A vacina teve duas fases pequenas de 42 dias — uma delas estudou uma formulação congelada e a outra uma versão desidratada da vacina. O que foi descoberto é que a vacina congelada é melhor para ser produzida em larga escala e preencher os estoques globais, enquanto a segunda opção é melhor para regiões de difícil alcance. Ela é baseada no adenovírus humano fundido com a espícula de proteína em formato de coroa que dá nome ao coronavírus.

É por meio dessa espícula de proteína que o vírus se prende às células humanas e injeta seu material genético para se replicar até causar a apoptose, a morte celular, e, então, partir para a próxima vítima. Na semana passada, segundo o ministério da Saúde russo, a vacina apresentou 92% de eficácia — resultado divulgado, novamente, sem provas científicas.

8. Cansino — mais uma chinesa para a lista, a proteção do laboratório teve a primeira patente concedida no país. A Ad5-nCOV, como é chamada, também é baseada no vetor de adenovírus recombinante, e começou a ser testada em militares chineses no dia 25 de junho — essa fase de testes deve durar um ano.

As fases 1 e 2 da vacina mostraram que ela tem “o potencial necessário para prevenir as doenças causadas pelo coronavírus”, mas o sucesso comercial dela ainda não pode ser garantido, afirmou a companhia mais cedo neste ano

9. Janssen e Johnson & Johnson — com a ideia de testar 60 mil pessoas em três continentes, a vacina da companhia americana terá apenas uma dose e será testada nos Estados Unidos, Brasil e África do Sul, entre outros.

A ideia da companhia é ter resultados dos testes já no começo do próximo ano — se forem positivos, podem levar a uma autorização emergencial dos governos ao redor do mundo. Resultados preliminares da última fase, no entanto, não devem ser esperados pelos próximos dois meses.

A vacina da Johnson & Johnson (em parceria com a farmacêutica belga Janssen Pharmaceuticals) utiliza um adenovírus (que causa a gripe comum) modificado a fim de induzir o sistema imune humano a se proteger contra o SARS-CoV-2.

Segundo as empresas, a proteção será “produzida em larga escala” e até 1 bilhão de doses serão produzidas e distribuídas mundialmente em 2021, após uma eventual aprovação.

10. Novavax — outra empresa americana que está no páreo para a produção de uma vacina da covid-19 é a Novavax, que nunca produziu uma vacina em mais de três décadas de existência. A fórmula da vacina usa proteínas do próprio vírus para ativar uma resposta imune. A fase três de testes da imunização da Novavax incluirá idosos (cerca de 25% dos voluntários deve ter mais de 65 anos) e ocorrerá no Reino Unido, em parceria com o governo. 10 mil voluntários devem receber as doses da vacina experimental.

11. Bharat Biotech — a novata na lista das vacinas em fase três de testes é a COVAXIN, imunização que tem como base o vírus inativado da covid-19. O teste será realizado em 25 mil voluntários na Índia, inicialmente, com idades acima dos 18 anos em 25 centros no país.

A empresa afirmou que irá monitorar os voluntários por um ano para estudar a ocorrência de casos ativos de coronavírus. Os voluntários da fase três receberão duas injeções intramusculares com uma diferença de 28 dias entre elas, de forma randomizada e duplo-cega, com um grupo de placebo.

12. Academia Chinesa de Ciências — a vacina é feita com o vírus inativado da covid-19 e pretende testar 29.000 pessoas na China.

13. Medicago — a companhia canadense irá testar cerca de 30.600 voluntários, e sua vacina é feita com um vírus-como a partícula baseado em plantas. A imunização também tem duas doses e resultados preliminares de sua eficácia devem ser divulgados depois de 31 de dezembro.

As fases para a aprovação de uma vacina

Para uma vacina ser aprovada, ela precisa passar por diversas fases de testes clínicos prévios e em humanos. Primeiro, ela passa por fases pré-clínicos, que incluem testes em animais como ratos ou macacos para identificar se a proteção produz resposta imunológica.

A fase 1 é a inicial, quando os laboratórios tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina ou o remédio produz imunidade contra um vírus. Já a fase 3 é a última do estudo e tenta demonstrar a eficácia da imunização.

Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando essa fase é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário.Por fim, na fase 4, a vacina ou o remédio é disponibilizado para a população. Para chegar mais rápido ao destino, muitas opções contra a covid-19 nem passaram pela fase pré-clínica e outras estão fazendo fases combinadas, como a 1 e a 2 ao mesmo tempo.

 

 

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Vacina contra Covid-19: DF chega a 100 mil imunizados com segunda dose

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Ao todo, 326.408 pessoas tomaram pelo menos uma dose na capital; no domingo (11), foram 166. Novas vagas para profissionais de saúde serão abertas nesta segunda (12).

Profissional prepara dose de vacina contra Covid-19, no DF — Foto: Breno Esaki/ Agência Saúde

O Distrito Federal chegou à marca de 100.248 pessoas que receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19. No domingo (11), foram mais 287 imunizados.

Ao todo, segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), 326.408 pessoas já tomaram a primeira dose da vacina. A pasta afirma que, no domingo, 166 receberam a etapa inicial.

A campanha continua ao longo desta semana para idosos com 66 anos ou mais. Além disso, às 10h desta segunda (12), a SES-DF vai disponibilizar mais 4,5 mil vagas para imunização de profissionais de saúde de consultórios, clínicas, laboratórios, farmácias, funerárias e do Instituto Médico Legal (IML).

Profissionais de saúde

Os trabalhadores precisam agendar a aplicação da dose pelo site. A imunização vai ocorrer entre os dias 13 e 15 de abril, para quem tiver horário marcado, nos seguintes postos drive-thru:

  • Shopping Iguatemi
  • Parque da Cidade
  • Taguaparque
  • UBS nº5 de Ceilândia

No local de vacinação, é necessário levar documento de identificação com foto, registro profissional, comprovante de agendamento e o cartão de vacina. Caso não tenha o cartão de vacina, um novo será feito no local.

Caso o CPF do profissional não seja reconhecido durante o agendamento, ele deverá procurar o órgão que representa a categoria para atualização cadastral com a Secretaria de Saúde.

A SES-DF afirma que quem não conseguir vaga para receber a vacina deve aguardar a abertura de mais oportunidades, após a chegada de novos lotes de imunizantes.

Estoque

De acordo com a Secretaria de Saúde, das 632.340 doses recebidas do Ministério da Saúde, 485.960 tinham sido distribuídas até domingo. Ao todo, a capital recebeu:

  • 501.590 doses da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com farmacêutica chinesa Sinovac
  • 130.750 doses da vacina Covishield, produzida pela universidade inglesa de Oxford, com a farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca

Ambas as vacinas são aplicadas em duas doses. No caso da CoronaVac, o prazo entre uma dose e outra varia de 14 a 28 dias. Já para a vacina AstraZeneca/Oxford, o intervalo é de até 90 dias.

Balanço da 1ª dose

  • Região de Saúde Central: Asas Sul e Norte, lagos Sul e Norte, vilas Planalto e Telebrasília, Sudoeste/Octogonal, Cruzeiro e Noroeste – 107 mil pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Sudoeste: Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Águas Claras, Arniqueira e Vicente Pires –59.650 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Oeste: Ceilândia, Brazlândia e Sol Nascente/Pôr do Sol – 44.590 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Centro-Sul: Guará, Cidade Estrutural, SIA, SCIA, Candangolândia, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I e Riacho Fundo II – 44.480 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Sul: Gama e Santa Maria – 33.110 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Norte: Sobradinho, Sobradinho II, Planaltina e Fercal – 30.540 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Leste: Paranoá, Itapoã, Jardim Botânico e São Sebastião – 25.380 pessoas vacinadas

Total de doses aplicadas: 326.408

Doses distribuídas: 344.750

Balanço da 2ª dose

  • Região de Saúde Central: 33.980 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Sudoeste: 27.640 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Oeste: 18.580 pessoas vacinadas
  • Região Centro-Sul: 25,7 mil pessoas vacinadas
  • Região Norte: 13.120 pessoas vacinadas
  • Região Sul: 14.620 pessoas vacinadas
  • Região de Saúde Leste: 7.570 pessoas vacinadas

Total de doses aplicadas: 100.248

Doses distribuídas: 141.210

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Hospitais públicos do RS têm lotação de 90% nas UTIs; taxa nas instituições privadas é de 110%

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Com 3.263 pacientes em 3.410 leitos disponíveis, taxa geral de ocupação no estado é de 95,6%. Seis regiões atendem mais pessoas do que a capacidade hospitalar.

CTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre — Foto: HMV/Divulgação

A ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) destinados a adultos no Rio Grande do Sul apresenta uma diferença entre hospitais públicos e privados. Na tarde desta quarta-feira (7), as instituições que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) registravam 90% de ocupação. Por outro lado, as unidades privadas observavam taxa de 110% de lotação (veja tabela abaixo).

Ao todo, o estado atende 3.263 pacientes em 3.410 vagas disponíveis em 300 hospitais. A taxa de ocupação geral de leitos críticos é de 95,6%. É o sétimo dia seguido de lotação abaixo de 100%, mas ainda dentro da zona de alerta crítico da Fiocruz, quando o índice é superior a 80%.

O atendimento de mais pacientes do que a capacidade, caso dos hospitais privados, é previsto pela SES, que autoriza o uso de leitos adaptados, como salas de recuperação e centros cirúrgicos, para a terapia intensiva.

Ocupação de leitos de UTI no RS

Geral SUS Privados
Leitos 3.410 2.464 946
Pacientes 3.263 2.219 1.044
Taxa 95,6% 90,1% 110,4%

Outros indicadores

Do total de internados em UTIs, 2.310 pessoas estão com coronavírus e outras 101 estão com suspeita da doença. O número de pacientes com outras enfermidades em leitos de terapia intensiva aumentou em relação ao dia anterior, sendo 852 hospitalizados nesta quarta. Com 11 leitos a mais entre terça (6) e quarta, o estado registra 147 vagas em aberto no sistema de saúde (veja gráfico abaixo).

Ocupação de leitos de UTI no RS
Deslize o cursor para ver os números de cada data. Você pode clicar nas legendas e ver apenas as linhas selecionadas
LeitosLivresOutras doençasOcupados por pacientes com suspeita de CovidOcupados por pacientes com Covid
TotalOcupados
● Ocupados por pacientes com Covid: 580
Fonte: SES

Conforme a SES, 2.459 estão intubados em respiradores. O número representa 72% do total de internados em UTIs. Além disso, há 3.624 pacientes com coronavírus em quase 8,1 mil leitos clínicos.

Somando adultos e crianças em atendimento crítico e clínico, o RS totaliza 6.124 pessoas internadas com Covid-19 ou suspeita da doença.

Cidades e regiões

De acordo com a SES, os 21 hospitais do município de Porto Alegre têm 1.104 pacientes internados em 1.113 vagas de UTI, ou seja, 99,1% da capacidade. O cenário de instituições públicas e privadas é semelhante ao visto no estado, com taxas de 94% e 108%, respectivamente.

No controle da Secretaria Municipal da Saúde da Capital, há o registro de 119 pessoas aguardando transferência para um leito crítico. São 89 pacientes com coronavírus e 30 com outras enfermidades. Os dados são referentes a 17 dos 18 hospitais monitorados.

No interior do estado, a região de Cachoeira do Sul, no Centro do RS, segue a com maior taxa de ocupação de UTIs. A lotação é de 150%, com 30 pacientes em 20 leitos. As regiões de Uruguaiana, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Palmeira das Missões e Passo Fundo também atendem mais pessoas do que a capacidade operacional.

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Vacinação dos profissionais da segurança pública de MT começa nesta quinta-feira

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Em Cuiabá, a vacinação será no Senai, localizado na Avenida 15 de Novembro, das 9h às 18h. A previsão é vacinar 800 profissionais na quinta e 801 na sexta-feira (9).

Vacina contra Covid — Foto: Getty Images/BBC-

Os profissionais da segurança pública de Mato Grosso começam a receber as primeiras 3,2 mil doses da vacina contra a Covid-19 nesta quinta-feira (8). Serão contemplados os servidores que estão na linha de frente e o critério será dos mais antigos ao mais jovem que estão na ativa.

Em Cuiabá, a vacinação será no Senai, localizado na Avenida 15 de Novembro, das 9h às 18h. A previsão é vacinar 800 profissionais na quinta e 801 na sexta-feira (9).

Ao todo, são 1.601 doses em Cuiabá e 182 doses aos profissionais de Várzea Grande. Na cidade industrial, o local de vacinação será ou no Fiotão ou na Univag.

Na capital, quem vai realizar a aplicação das doses são os profissionais da saúde da própria segurança, sob orientação e capacitação da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

As demais doses serão encaminhadas para o interior.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) deve publicar uma resolução de pactuação com as Secretarias Municipais de Saúde com as orientações sobre a vacinação aos profissionais da segurança pública. A dose e a lista com os nomes serão encaminhadas aos municípios.

Serão contemplados servidores lotados no Sistema Penitenciário, Polícia Militar, Polícia Civil, Detran, Corpo de Bombeiros, Politec, Fundação Nova Chance, Socioeducativo, além das forças federais como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e as Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica.

Os servidores que atuam na área meio dentro da segurança pública – gestores governamentais, técnicos e analistas de desenvolvimento econômico e social, cargos comissionados – não serão contemplados com a vacinação.

Como se dará a vacinação?

A lista com os nomes dos servidores já foi encaminhada para as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande. Cada unidade setorial de gestão de pessoas ficará responsável de notificar os servidores informando que será contemplado com a vacina.

Em seguida, os servidores precisam fazer pré-cadastro no site prefeituras, com o Cartão SUS atualizado, além dos dados pessoais.

Assim que o município agendar a vacinação, informando a hora e o local, ele deve assinar o documento e entregar para a chefia imediata referendar, garantindo que haja respeito na fila da vacinação.

Em torno de 22 mil profissionais da carreira da Segurança Pública devem ser vacinados em Mato Grosso.

Vacinação na segurança

O governador Mauro Mendes conseguiu a aprovação, junto ao Ministério Público Estadual e ao Conselho dos Secretários Municipais de Saúde, para aumentar o percentual a ser disponibilizado para a vacinação das Forças de Segurança de Mato Grosso.

Em todos os lotes de vacina que vierem para Mato Grosso, 5% das doses para a imunização dos profissionais das Forças de Segurança.

Na última remessa de vacina, feita pelo Governo Federal, foi disponibilizado para Mato Grosso 896 doses para aplicar o imunizante nos integrantes da força de segurança no estado.

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Cientistas desvendam genoma do novo coronavírus enquanto vacinação avança

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Ciência acelera processos para frear disseminação do vírus e descobrir onde está localizado, há quanto tempo e com que velocidade se movimenta

(./Reprodução)

Da sofisticada pesquisa genética ao desenvolvimento de novos produtos de limpeza, a inovação teve grandes avanços desde a descoberta do novo coronavírus. A urgência para encontrar instrumentos de combate à Covid-19 acelerou muitos processos, como o de sequenciamento de genomas: uma parceria do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) e do Instituto Adolfo Lutz (IAL) com a Universidade de Oxford, por exemplo, permitiu que todas as etapas fossem concluídas em 48 horas, quando o tempo médio era de 15 dias.

Mapear o genoma de um vírus é fundamental para descobrir a região onde está localizado, há quanto tempo e com que velocidade se movimenta. Assim, é possível traçar estratégias para frear a disseminação. Também é crucial para pesquisas de vacinas e para a realização de testes de diagnóstico.

— Na pandemia, temos o exemplo clássico de como a ciência, com investimento e compartilhamento de informação, avança. Veja que as vacinas contra a Covid-19 geralmente têm os nomes atrelados de duas instituições, porque compartilharam informações. E os investimentos foram fundamentais para avançar nos testes (em humanos), especialmente na terceira etapa. A ciência se constrói dessa forma — diz Rafael Barreto Almada, presidente do Conselho Regional de Química – Terceira Região (Rio de Janeiro).

Professor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Almada lembra que, logo depois da chegada da doença ao país, várias universidades se mobilizaram para fabricar e doar álcool gel:

— No início o álcool gel sumiu do mercado, porque o principal produto que dá o aspecto gelatinoso, carbopol, é importado. O uso de outros polímeros foi estudado e aperfeiçoado. O mesmo aconteceu com o álcool líquido para as mãos, que passou a ter substâncias hidratantes. Antes só havia álcool líquido para superfície, que resseca a pele.

Outra frente que teve grandes avanços tecnológicos foi a produção de equipamentos de proteção, como face shields e óculos fabricados em impressoras 3D, e o desenvolvimento de tecidos para máscaras que neutralizam a ação do vírus. Também a criação de novos respiradores e oxímetros ajudou a aumentar a oferta e baratear os equipamentos. Na robótica, drones fizeram alertas à população, e máquinas distribuíram refeições aos infectados em hospitais. A telemedicina é mais um exemplo de prática que deu um grande salto.

— Pela longa duração da pandemia, acredito que os protocolos de proteção e o uso de novos equipamentos serão incorporados daqui para a frente — afirma Almada.

Vacina traz esperança

Países se mobilizaram e conseguiram em tempo recorde produzir e aplicar os imunizantes, única saída para frear o avanço da Covid-19. No Brasil, imagens das pessoas vacinadas tomam conta das redes sociais

Os números de vítimas da Covid-19 continuam a ser monitorados com angústia no mundo inteiro, mas, desde o início de 2021, vêm acompanhados de uma estatística que traz esperança: os crescentes índices de vacinação.

Apesar do ritmo ainda lento no Brasil, as imagens de idosos e profissionais de saúde sendo vacinados tomam conta das redes sociais e são um alívio no momento mais grave da pandemia. A população percebeu que ciência e saúde caminham juntas e não há saída milagrosa: somente a imunização é capaz de frear o avanço da doença.

— Vacinar o mais rápido possível o maior número de pessoas, especialmente as do grupo de risco, reduzir hospitalização e mortes: esse é o objetivo da campanha — afirma o pediatra Renato Kfouri, primeiro-secretário e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

— A Covid-19 é uma doença viral, que se transmite muito facilmente. Não há uma droga que mate o vírus, não há tratamento precoce. Para essas doenças, as vacinas assumem um papel crucial. Assim foi com o sarampo, a paralisia infantil, a varíola, a febre amarela.

A agilidade no desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 surpreendeu a comunidade internacional, destaca o médico:

— Nem o mais otimista investigador imaginava que, em menos de um ano do sequenciamento genômico, do vírus descoberto, nós tivéssemos não uma, mas meia dúzia de vacinas aprovadas, licenciadas, aplicadas, seguras, de alta eficácia. Claro que se partiu de plataformas já desenvolvidas em vacinas para outros coronavírus, para ebola, não começamos do zero. Tivemos um desenvolvimento tecnológico muito acelerado na questão dos genomas e nunca tivemos tanto recurso investido. Praticamente todas as vacinas iniciaram sua produção antes do fim do estudo. No momento em que a vacina foi licenciada, no dia seguinte começou a aplicação.

O Brasil tem acordos de transferência de tecnologia e até o fim do ano produzirá 100% das vacinas Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac) e AstraZeneca (Fiocruz/Oxford). Atualmente são as duas vacinas aplicadas nos brasileiros, com parte dos insumos importada. O Butantan pedirá à Anvisa autorização para testes clínicos em humanos da Butanvac. Se aprovada, será a primeira vacina desenvolvida e produzida no país.

O acompanhamento dos indivíduos vacinados é fundamental para observar o comportamento dos imunizantes, a duração da proteção da vacina e a eficácia em novas variantes. Outro aspecto importante é que as vacinas são muito eficazes para prevenir as formas graves da Covid-19, diminuindo as internações e as mortes. Mas, nesta etapa da vacinação, mesmo os imunizados devem manter as medidas de proteção, para evitar as formas mais leves da doença e a transmissão.

— A pessoa deve continuar se protegendo para não adoecer. Mesmo que o indivíduo vacinado não fique doente, pode ter contato com o vírus e transmitir para outros, não vacinados. É também uma questão de respeito ao próximo. É preciso participar desse pacto coletivo de uso de máscara, manutenção do distanciamento, das regras do convício social e da empatia pelos outros — afirma Kfouri.

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Vacinação de pessoas de 67 anos começa no dia 14 de abril em São Paulo

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De acordo com o governo paulista, pessoas com 67 anos começam a ser imunizadas no dia 14 de abril; já os que têm 65 e 66 anos poderão tomar a vacina a partir de 21 de abril

Brasil recebe novas doses de vacina (Jonne Roriz/Bloomberg/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na tarde desta quarta-feira, 7, as datas para o início da vacinação de idosos entre 65 e 67 anos contra a covid-19. De acordo com o governo paulista, pessoas com 67 anos começam a ser imunizadas no dia 14 de abril; já os que têm 65 e 66 anos poderão tomar a vacina a partir de 21 de abril.

O governador também anunciou a compra de 2 mil cilindros de oxigênio e mil concentradores do insumo, aparelhos que funcionam como pequenas usinas do gás. Os equipamentos já começaram a ser entregues. A distribuição deve ser finalizada até o fim de abril.

Doria também anunciou a criação de um novo programa de auxílio financeiro, chamado de Bolsa do Povo. Ele unificará programas já existentes, como o Renda Cidadão e o Bolsa Trabalho, ampliará o valor investido e criará programas novos.

“Estamos ampliando o valor investido nos programas sociais para R$ 1 bilhão. Para isso, precisaremos de um crédito aberto na Assembleia Legislativa”, explicou o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia.

O novo programa que fará parte do Bolsa do Povo prevê a contratação de até 20 mil pais e mães de alunos da rede estadual para trabalhar nas unidades de ensino onde os filhos estudam. “O Bolsa do Povo vai beneficiar meio milhão de pessoas direta ou indiretamente com repasses de até R$ 500 por pessoa”, afirmou Doria.

Vacinação

Segundo ferramenta de acompanhamento, até as 12h50 desta quarta, o governo estadual havia aplicado 7.026.583 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Ao todo, 3.289.825 pessoas receberam apenas a primeira dose e 1.868.379 receberam ambas as doses necessárias.

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Vacina contra Covid-19: servidores do Detran-DF denunciam lista de imunização de aposentados e funcionários administrativos

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Apesar da indicação, prioridade é para quem está na linha de frente; nesta terça-feira (6), 80 funcionários do departamento serão imunizados. Segundo órgão, lista era apenas ‘levantamento preliminar’.

Servidores do Detran-DF denunciam lista de vacinação contra Covid-19 com funcionários aposentados e de cargos administrativos — Foto: TV Globo/Reprodução

Uma lista com nomes de servidores do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) escalados para receber a vacina contra Covid-19 causou polêmica no órgão nesta segunda-feira (5). Funcionários denunciaram que entre os escolhidos havia servidores aposentados e de cargos administrativos que, portanto, não estariam na linha de frente e no atendimento à população.

Nesta terça-feira (6), 80 servidores do departamento serão vacinados, a partir das 10h, na Unidade Básica de Saúde (UBS) 4, no Guará. No site da transparência do governo do DF consta que entre os supostamente selecionados para a imunização estão uma servidora aposentada e dois funcionários de outros órgãos, cedidos ao Detran-DF.

Em nota, o Detran informou que a lista é apenas um “levantamento preliminar” e que, a partir do documento, foram selecionados os servidores que estão “de fato trabalhando com o público e mais expostos à Covid-19“.

O departamento disse ainda que vai excluir da lista de vacinação os servidores aposentados, os cedidos a outros órgãos e os que estão atuando por teletrabalho.

Servidores do Detran-DF denunciam lista de vacinação contra Covid-19 com funcionários aposentados e de cargos administrativos  — Foto: TV Globo/Reprodução

Servidores do Detran-DF denunciam lista de vacinação contra Covid-19 com funcionários aposentados e de cargos administrativos — Foto: TV Globo/Reprodução.

De acordo com as denúncias, a lista do Detran não cumpriu a determinação da nota técnica, que deveria avaliar requisitos como de servidores em serviço externo e idade, mas que “o órgão criou o seu próprio critério“, para trabalho presencial e idade.

“Com isso, quem está realmente na linha de frente, foi deixado para trás”, disse um funcionário que preferiu não se identificar.

Outro servidor disse ainda que “nem o pessoal do balcão será vacinado”. “Os agraciados serão os que estão nas salas com ar-condicionado”, afirma.

 

Servidores do Detran-DF denunciam lista de vacinação contra Covid-19 com funcionários aposentados e de cargos administrativos  — Foto: TV Globo/Reprodução

Servidores do Detran-DF denunciam lista de vacinação contra Covid-19 com funcionários aposentados e de cargos administrativos — Foto: TV Globo/Reprodução

O Detran também informou que houve uma rechecagem dos nomes da lista, e alguns servidores que não se encaixavam nos critérios foram retirados. “O fotógrafo do departamento, por exemplo, apesar de ter direito, não será vacinado porque está em teletrabalho”.”Ninguém que não tem direito está sendo vacinado. Todos estão na linha de frente”, diz a assessoria do Detran-DF.

Vacinação dos profissionais de Segurança Pública

Os servidores do Detran fazem parte do grupo de profissionais da segurança pública do DF que será imunizado contra a Covid-19.

De acordo com a Secretaria de Saúde, foram separadas 2.237 doses para este grupo, e a escolha dos funcionários a serem contemplados ficou a cargo da direção de cada órgão, levando em conta critérios como idade ou maior exposição ao vírus.

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