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Covid-19 matou um policial civil a cada 60 horas neste ano em SP, diz sindicato

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No ano passado 11 agentes da Polícia Civil foram mortos, considerando os quatro óbitos em serviço e os cinco quando estavam de folga

Foto: Divulgação/Governo do Rio

Alfredo Henrique
São Paulo-SP

A Covid-19 matou ao menos um policial civil a cada dois dias e meio no estado de São Paulo entre janeiro e o último dia 10, segundo dados da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo). Foram 40 mortes no período, representando alta de 90% em relação aos 21 óbitos, decorrentes do novo coronavírus, entre março e dezembro de 2020.

Para se ter uma ideia, no ano passado 11 agentes da Polícia Civil foram mortos, considerando os quatro óbitos em serviço e os cinco quando estavam de folga computados pela SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB).

As 21 mortes de policiais civis provocadas pela Covid-19 só em março deste ano ultrapassam os 16 óbitos de policiais militares também ocorridos por causa do vírus durante todo o primeiro trimestre, de acordo com a própria PM.

Além das mortes, a associação também registrou o afastamento de 1.640 policiais civis no ano passado e ao menos 900 até 10 de abril deste ano. Um desses casos registrados em 2020 foi do delegado André Santos Pereira, 35 anos, ocorrido em junho.

Na ocasião, ele era plantonista da 8ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), na zona leste da capital paulista, onde vive há cerca de três anos, após se mudar de Pernambuco com a mulher, de 29 anos, e onde teve a primeira filha, atualmente com um ano.

“O trabalho da Polícia Civil lida diretamente com as pessoas. Houve casos em que colhemos depoimentos de suspeitos, exaltados e embriagados, que tiravam a máscara de proteção na sala, fechada, onde estávamos com ele. Testemunhas também acabam fazendo a mesma coisa e nos expondo a possíveis infecções”, argumentou o delegado.

Ele ainda acrescentou uma ocasião, ainda em 2020, em que precisou levar em sua viatura uma senhora ao hospital, vítima de violência doméstica, e que apresentava sinais da Covid-19 como falta de ar, suor constante e febre.

Não sei exatamente em qual circunstância peguei o vírus, pois ocorreram muitas em que isso pode ter acontecido. O que posso afirmar é que a infecção ocorreu no plantão, pois, além de mim, outros três delegados plantonistas, que compartilhavam a mesma sala em seus turnos, testaram positivo”, afirmou.

Entre março do ano passado, quando começou a pandemia, e dezembro foram instaurados 1.783 Inquéritos Policiais na 8º DDM, segundo a SSP.

O presidente da Adpesp, Gustavo Mesquita Galvão Bueno, afirmou que os casos de policiais civis mortos ou afastados por causa da Covid-19 é um “microcosmo” da realidade, em que o país vê os óbitos, infecções e internações baterem recordes diários por causa do vírus.

Desde o início da pandemia, a Polícia Civil não parou de trabalhar, indo a campo, tendo contato com as pessoas, atendendo ao público nas delegacias. Isso tudo somado a novas ocasiões, provocadas pelo novo coronavírus, como a fiscalização e repressão de festas clandestinas e aglomerações. Nossas atribuições não só se mantiveram como aumentaram na pandemia”, pontuou.

Apesar disso, Bueno acrescentou ter sentido que os policiais “foram esquecidos” pelas autoridades como profissionais da linha de frente, de serviços essenciais, usando como exemplo a demora para que os agentes começassem a ser vacinados -o início foi no último dia 5 em todo o estado de São Paulo.

“A situação dos policiais civis está perto do dramático. A polícia não parou nem quer parar, quer continuar trabalhando, mas para isso precisa de proteção por parte dos governantes. Ela não pode ter na morte uma consequência natural de seu trabalho. A instituição é feita de seres humanos, que devem ser protegidos para fazer o seu trabalho, que é proteger vidas”, afirmou.

Resposta A SSP, que não negou os dados da associação, afirmou ter adotado “todas as medidas necessárias” para resguardar seus agentes, com a aquisição de equipamentos de proteção como máscaras, luvas, aventais descartáveis, álcool em gel e escudo facial.

A pasta acrescentou que ambientes de trabalho e viaturas também são higienizados “permanentemente”. Entre o último dia 5 e a terça-feira (13), a SSP afirmou que 87% dos profissionais da segurança pública haviam sido vacinados contra a Covid-19 no estado.

No caso em que policiais morrem em decorrência do vírus, a pasta disse ainda pagar indenização por morte e contratar seguro de vida aos familiares. “Todo policial com suspeita ou diagnóstico da Covid-19 foi ou está devidamente afastado, conforme orientações do Comitê de Contingência do Coronavírus”, diz trecho de nota.
A SSP ainda afirmou que, desde o início da pandemia, 58 policiais civis morreram por causa da Covid-19, três casos a menos do que o divulgado pela associação dos delegados.

As informações são da Folhapress

 

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O pior da pandemia está longe de acabar para o Brasil, alerta ONU

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Em relatório econômico, a Organização das Nações Unidas projeta um crescimento maior da economia mundial em 2021, apesar de expectativa mais pessimista para países da América Latina

Com uma situação pior em abril deste ano do que no fim de 2020, que acomete boa parte dos países emergentes, inclusive o Brasil, países emergentes podem enfrentar perspectiva de década perdida, aponta a ONU (Michael Dantas/AFP/Getty Images)

O pior momento da pandemia está longe de acabar para o Brasil e países da América Latina como a Argentina, Peru e Colômbia, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório sobre a perspectiva de crescimento global no segundo semestre de 2021, publicado nesta terça-feira, 11.

Com uma situação pior em abril deste ano do que no fim de 2020, que acomete boa parte dos países emergentes, inclusive o Brasil, de contaminações do coronavírus, e em meio a um espaço fiscal insuficiente para estímulos, muitos desses países enfrentarão crescimento baixo ou estagnado e a perspectiva de uma década perdida economicamente, apontam as Nações Unidas.

Segundo o relatório, a maioria dos países emergentes ficarão com índices econômicos abaixo dos registrados em 2019 pela maior parte do ano de 2021.

Apesar da notícia negativa para as nações menos desenvolvidas, a ONU melhorou no relatório de hoje sua projeção para o crescimento global, e agora estima que a economia mundial crescerá 5,4% em 2021. Em janeiro, a organização havia previsto um crescimento de 4,7%. A melhora ocorreu pela expectativa de crescimento mais forte dos Estados Unidos, cuja economia deve expandir 6,2% no ano, e da China, que deve ter alta de 8,2% em seu PIB.

Para o Brasil, o órgão internacional reduziu ligeiramente a expectativa do crescimento de 3,2% previstos em janeiro para 3%. Já para a região da América Latina e Caribe, a organização espera crescimento de 4,3% neste ano depois da retração de 7,3% em 2020.

O cenário base prevê que a atividade econômica em setores de serviços onde há contato intensivo entre pessoas deve aumentar gradualmente à medida que a vacinação progride na região, o que pode apoiar uma leve recuperação do mercado de trabalho. No Brasil, no entanto, o aumento da inflação devido aos preços mais altos das commodities e pressões cambiais podem levar a aperto monetário e prejudicar ou atrasar a recuperação.

Fatores determinantes ao crescimento

Além da vacinação, o que determinará o ritmo de recuperação dos países, segundo o relatório, é a estrutura econômica e a dependência das economias de certos setores.

Economias dependentes do turismo, por exemplo, tiveram contração mais acentuada em 2020. As que dependem de commodities também enfrentaram dificuldade similar. Apesar da perspectiva de melhora neste ano, esses países ainda devem ter uma recuperação mais lenta em relação às dependentes de setores de manufatura.

O tamanho dos estímulos e sua eficácia também ditarão o ritmo de recuperação nas economias, segundo o relatório, que aponta que em março de 2021, os governos de todo o mundo comprometeram 16 trilhões de dólares em estímulos fiscais, o equivalente a cerca de 19% do produto bruto mundial em 2020.

“Países que introduziram políticas em larga escala para apoiar os mercados de trabalho e as empresas foram capazes de minimizar as perdas de emprego e renda”, diz a análise.

Aumento da desigualdade e pobreza

O relatório ressalta que a pandemia exacerbou fragilidades socioeconômicas e gargalos estruturais da América Latina. A perda de empregos afetou desproporcionalmente os trabalhadores informais e grupos vulneráveis, agravando as desigualdades de renda, aponta. A crise educacional causada pelo fechamento de escolas na região, segundo o órgão, também pode impedir a formação de capital humano e o crescimento futuro da produtividade nos países.

No mundo, o impacto econômico da pandemia piorou a pobreza e a desigualdade nos países. A queda do PIB per capita em 2020, de 4,6%, se concentrou nas camadas mais baixas de renda.

A pobreza extrema atingiu uma estimativa de 114,4 milhões de pessoas a mais em 2020, das quais 57,8 milhões são mulheres e meninas. “A crise teve forte efeito adverso em mulheres e meninas em diversas partes do mundo, que sofreram perdas significativas de emprego e renda, contribuindo para o agravamento das disparidades de gênero em relação à pobreza”, diz o relatório.

Nos países emergentes, as mulheres também sofreram mais com o desemprego e tiveram quedas maiores de participação na força de trabalho do que homens. “Na América Latina, por exemplo, o progresso de uma década das taxas de participação de mulheres no mercado de trabalho foi perdida”, lembra.

O Brasil foi um dos países em que a renda de mulheres, considerando os ganhos advindos de trabalho e políticas de transferência de renda, caiu mais do que a de homens durante a pandemia, aponta a organização.

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Governo anuncia R$ 909 milhões para combater a covid-19 no Brasil

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O valor será destinado às administrações municipais e dividido em quatro eixos principais

Hospital de campanha em Santo André. (Miguel Schincariol/AFP)

O Ministério da Saúde anunciou durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira, 11, em Brasília, a liberação de R$ 909 milhões destinados ao combate da pandemia de coronavírus no País. A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, que não se pronunciou durante o evento, e do ministro da Pasta, Marcelo Queiroga.

O valor será destinado às administrações municipais e dividido em quatro eixos principais: R$ 395 milhões serão para a atenção primária à Saúde; R$ 120 milhões para o apoio e cuidado de pessoas idosas; R$ 345 milhões de incentivo financeiro para garantir a segurança alimentar e prevenir a má nutrição em crianças menores de sete anos e gestantes com perfil no Bolsa Família; e fortalecimento das equipes de assistência aos povos e comunidades tradicionais, como quilombolas e indígenas, no valor de R$ 48 milhões.

Durante a cerimônia, que durou cerca de 20 minutos, Queiroga frisou que a capacidade de vacinação no país é superior a dois milhões de doses administradas por dia.

Ele também voltou a afirmar que o governo federal liberou a compra de 100 milhões de doses do imunizante produzido pela Pfizer.

A previsão de entrega, de acordo com o ministro, é que o primeiro lote com 30 milhões de doses da vacina produzida pela Pfizer chegue ao Brasil até o final de setembro e os outros 70 milhões até dezembro.

Na segunda-feira, 10, o Brasil aplicou pouco mais de 900 mil doses de vacina em todo o território nacional. O principal empecilho para atingir a quantidade mencionada pelo ministro Queiroga continua sendo a falta de imunizantes.

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Queiroga diz que governo assinou novo contrato de 100 milhões de doses com Pfizer

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Com o novo acordo para aquisição de mais doses do imunizante contra a covid-19, o ministro da Saúde reafirmou que há uma expectativa real para vacinar toda a população brasileira vacinável ate o fim do ano

(crédito: Ailton de Freitas/MS)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta terça-feira (11/5) que assinou o novo contrato com a Pfizer para a compra de mais 100 milhões de doses da vacina Comirnaty, desenvolvida pela farmacêutica. O anúncio foi feito durante a audiência pública da Comissão do Esporte, da Câmara dos Deputados, na qual Queiroga falava sobre a vacinação dos atletas olímpicos.

“Ontem, já assinamos com a Pfizer, e eu tenho satisfação de informar a comissão que contratamos mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer”, disse enquanto respondia os questionamentos dos deputados.

Com o novo acordo, a pasta contratou ao todo 200 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech. Os 100 milhões de doses estão previstos para chegarem ao Brasil ainda neste ano. Segundo Queiroga, 30 milhões de doses chegariam em setembro e os 70 milhões restantes, até dezembro.

“Creio que com esse reforço desses 100 milhões de doses tem uma expectativa real que a população brasileira vacinável esteja vacinada até o final do ano”, disse o ministro, reafirmando a previsão que vem dando desde a última semana.

Primeiro contrato

Os primeiros 100 milhões de doses contratados pela pasta em março já começaram a ser entregues ao Brasil. O primeiro lote com 1 milhão de unidades chegou em abril e outra entrega, de 628 mil doses, foi feita em maio, mês que deve receber no total 2,5 milhão de vacinas.

Em junho, mais 12 milhões de doses serão enviadas ao país, segundo a previsão da pasta. Os 84,4 milhões de vacinas restantes do primeiro contrato com a pasta estão previstos para chegarem ao Brasil no 3º trimestre, ou seja, em julho, agosto e setembro.

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Senado aprova projeto que torna Pronampe permanente; texto vai a sanção

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Aprovada de maneira simbólica com pequenas alterações de redação, a matéria segue a sanção de Bolsonaro

Plenário do Senado Federal, em Brasília (Adriano Machado/Reuters)

O Senado aprovou nesta terça-feira projeto que torna permanente o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), como uma nova política oficial de crédito a esse setor.

Aprovada de maneira simbólica com pequenas alterações de redação, a matéria segue a sanção presidencial.

Segundo a relatora, senadora Katia Abreu (PP-TO), o projeto que torna permanente o Pronampe “inova ao prover garantias aos pequenos negócios e atrair instituições financeiras a ofertarem crédito a esse segmento”.

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Bolsonaro efetiva Carlos Horbach como ministro titular do TSE

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Horbach, que já era ministro substituto no tribunal, assume agora uma cadeira de titular na corte. Nas eleições de 2018, ele chegou a mandar Bolsonaro, ainda candidato, apagar publicações sobre o chamado “kit gay”

(crédito: TSE/ reprodução )

O presidente Jair Bolsonaro decidiu nomear o advogado e professor de Direito Carlos Horbach para a vaga aberta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o fim do mandato do ministro Tarcisio Vieira, que não poderia ser novamente reconduzido ao cargo. A escolha foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 11.
Horbach, que já era ministro substituto no tribunal, assume agora uma cadeira de titular na corte. Nas eleições de 2018, ele chegou a mandar Bolsonaro, ainda candidato, apagar publicações sobre o chamado “kit gay” e vetou uma aparição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha petista.
O TSE é um tribunal híbrido, formado por sete integrantes titulares: três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outros dois advogados escolhidos pelo presidente a partir de listas tríplices aprovadas pelos ministros do STF e encaminhadas ao Planalto. Os novos indicados de Bolsonaro podem acabar julgando ações relacionadas à campanha bolsonarista em 2018 – possivelmente beneficiada por disparos em massa de mensagens com conteúdos falsos, e às eleições de 2022.
Defensor do voto impresso, o presidente já entrou em rota de colisão com membros do TSE por colocar em dúvida a segurança do sistema eletrônico de votação no País e levantar teses de fraude eleitoral, sem apresentar provas. Em um dos episódios mais recentes, após a invasão ao Capitólio por extremistas inconformados com a derrota de Donald Trump nos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que, se não houver voto impresso em 2022, o Brasil pode ter um “problema pior”.
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Governadores pedem à Anvisa nova análise da Sputnik V

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No dia 26 de abril,  a Anvisa negou a autorização para a importação e o uso emergencial do imunizante russo

(Reuters/Agência Brasil)

A diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Meiruze Freitas minimizou hoje (7), em Brasília, o conflito entre a agência e governadores de estados que já adquiriram mais de 66 milhões de doses da vacina Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. No dia 26 de abril,  a Anvisa negou a autorização para a importação e o uso emergencial do imunizante russo.

“A Anvisa está sempre aberta ao diálogo. Ainda há processos em discussão, inclusive, com os importadores”, disse Meiruze em audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, que debateu a aquisição de vacinas pelo Brasil.

Aos senadores, o relator da matéria sobre a importação da Sputnik V na Anvisa, Alex Campos, lembrou que a agência trabalha com modalidade regulatória excepcional para vacinas com um rito mais acelerado.

Apesar disso, especificamente sobre o imunizante russo, Campos destacou que não foi apresentado relatório técnico da vacina à Anvisa, que notificou todos os importadores, enviando expediente para 62 países que aprovaram o uso emergencial da Sputnik para saber os motivos das aprovações. A garantia da eficácia, segurança e qualidade, indispensáveis ao processo, também não foi  apresentada à agência.

Governadores

Durante a audiência, o representante do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias, atribuiu o não cumprimento do plano estratégico de vacinação, elaborado pelos estados em 2020, a não aprovação do imunizante pela agência. O plano previa que, em 30 de abril deste ano, pelo menos 25% da população brasileira estariam vacinados.

“Estou aqui tratando, em nome das 27 unidades da Federação. Nós trabalhamos um plano estratégico, e o fato é que o plano furou. E quando um plano fura, ele tem efeitos. No caso do Brasil, uma tragédia”, disse.

Novo pedido

Também convidado para a discussão, o representante da União Química, Fernando Marques, responsável pelo imunizante russo no país  e por enviar os dados de eficácia e segurança da vacina para a Anvisa, disse que a farmacêutica vai apresentar um novo pedido para uso emergencial de mais 10 milhões de doses da Sputnik V.

“Já que não perdemos esses 10 milhões [de doses] que não pudemos importar no primeiro trimestre, conseguimos 10 milhões com o governo russo embarcando de lá. Ao mesmo tempo, o nosso processo industrial está caminhando. Os nossos técnicos estiveram em Moscou, os técnicos russos estiveram aqui, tivemos reuniões no Ministério da Saúde com os executivos russos, lá com o Programa Nacional de Imunização (PIN), eles esclareceram, fizeram as exposições, e nós demos seguimento ao nosso processo industrial, com vistas a cumprir o nosso contrato com o fundo soberano russo de produção da vacina para o Brasil e para demais países da América Latina” afirmou.

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