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Boris Johnson sofre nova derrota e Brexit está perto de acabar sem acordo

O parlamento britânico está suspenso a partir desta terça-feira (10) pelas próximas cinco semanas como parte da polêmica manobra do primeiro-ministro para tentar entregar o Brexit.  A última sessão da Câmara dos Comuns, no entanto, foi marcada por bate bocas, trocas de ofensas e um clima de tensão pouco comum por aqui.

Boris Johnson sofreu sua sexta derrota consecutiva na casa e não conseguiu aprovar a eleição antecipada que ele queria. Na prática, o primeiro-ministro não comanda mais nada. A maioria herdada de Theresa May, que era de apenas uma cadeira, agora é de menos 43. Ou seja, aconteça o que acontecer, os britânicos vão ter que voltar às urnas ainda neste ano porque o país está literalmente ingovernável.

A oposição, no entanto, diz que a eleição geral só poderá ocorrer depois que a lei impedindo o Brexit sem acordo for implementada. Ainda assim, o primeiro-ministro repetiu na segunda (9) que não vai pedir uma nova prorrogação da data de separação marcada para 31 de outubro.

Ao menos que ele consiga um acordo com a União Europeia até 19 do mês que vem, a lei aprovada pela rainha o obriga a fazer isso.

Porém, como o Reino Unido está cada vez mais parecido com repúblicas tropicais, a lei está sendo tratada como uma sugestão. Integrantes do governo afirmam que existem brechas no texto e que Boris Johnson pode encontrar alternativas jurídicas para seguir com seu plano. Seria como judicializar o Brexit – levar a separação da União Europeia para os tribunais em mais um ato de degradação constitucional do país.

Há esperança de que um acordo com os europeus saia em cima da hora, restringindo a questão do seguro para a fronteira entre as Irlandas apenas a Irlanda do Norte. Uma saída que na prática seria como implementar uma fronteira dentro do próprio Reino Unido colocando em risco a Grã Bretanha como conhecemos hoje.

Apesar dos poucos dias que restam no calendário para a data final da separação, está claro que o pesadelo chamado Brexit está longe de terminar. Ainda vem muita confusão pela frente.

Redação Brasil (m)

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