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Banco Central explica gratuidade do Pix e divulga novas funcionalidades

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Representantes do BC explicaram que objetivo é manter Pix sempre gratuito para pessoas físicas e também falaram sobre novas funcionalidades do sistema

(Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Durante debate sobre o Pix no evento “Money Week”, na manhã desta terça-feira (24), Breno Lobo e Carlos Eduardo Brandt, chefe e chefe-adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, respectivamente, garantiram que o novo sistema de pagamentos continuará gratuito para Pessoas Físicas e também falaram sobre novos produtos e funções que o sistema disponibilizará a partir do ano que vem.

“O uso para envio de um Pix, em qualquer situação, é sempre gratuito. E essa política certamente vai continuar, uma política que tem como objetivo fazer com que as pessoas de fato utilizem o Pix, tenham acesso a esse instrumento eficiente, barato, e que elas possam utilizar o Pix de forma gratuita. Não existe a menor intenção do Banco Central em tarifar futuramente, certamente vai permanecer como está”, disse Brandt.

As dúvidas sobre eventuais cobranças do Pix são comuns, mas, desde a divulgação do novo sistema, o Banco Central faz questão de deixar claro sua gratuidade para Pessoas Físicas, ao mesmo tempo em que avisa que Pessoas Jurídicas serão tarifadas no futuro — inicialmente, empresas e estabelecimentos comerciais podem usar o sistema gratuitamente, mas a partir de 2021 haverá cobrança de taxas.

“As Pessoas Jurídicas são sujeitas à tarifação em alguns casos quando enviam um Pix, em outros casos quando recebem um Pix. Essa tarifação, esse preço que será cobrado das empresas, nós esperamos e vamos acompanhar com muita promixidade a dinâmica de formação de preços junto às empresas, proque um dos objetivos do BC é a redução de custos com operações de pagamentos. Então mesmo quando tarifados, a ideia é que seja mais barato do que o que acontece nos meios de pagamento utilizado atualmente. É objetivo do BC reduzir custos e criar um melhor ambiente de negócios e garantir uma melhor eficiência econômica”, prosseguiu.

Apesar de esclarecer as questões sobre gratuidade do uso do sistema, Brandt também falou sobre a possibilidade do governo criar tributos para transações feitas pelo Pix, deixando claro que essa decisão não tem relação com o sistema em si, mas com políticas econômicas do governo. Neste caso, afirma, a cobrança não seria do sistema, mas do governo.

“A questão dos tributos e impostos é uma política de governo, vem do Ministério da Economia, passa pelo Congresso. Nós estamos oferencendo uma nova forma de pagamento, que não tem vinculação nenhuma com a possibilidade de se cobrar um novo tributo. Eventualmente, se for definido que esse tributo será cobrado, que haverá taxação de transações eletrônicas, na TED, no DOC, nos cartões, no Pix, isso deverá ser realizado e teremos que implementar. Mas de maneira nenhuma este novo instrumento de pagamento foi desenvolvido pelo BC para viabilizar esse tipo de cobrança. Não há relação entre as coisas. O Pix começou a ser desenhado em 2017, 2018, não havia discussão sobre criação de novos tributos”, disse.

No debate, Brandt e Breno Lobo também falaram sobre as novas funcionalidades que o Pix pretende oferecer futuramente.

“A primeira é o Saque Pix, que vai permitir ao usuário retirar dinheiro físico no comércio, junto com sua compra. É uma conveniência para o consumidor e é interessante para o etabelecimento comercial, porque reduz o custo com gestão e segurança do numerário. Esse estabelecimento vai acumular menos dinheiro físico ao longo do dia, o que o deixa menos suscetível a assaltos e diminui necessidade de contratar transporte para esse dinheiro, por exemplo”, explicou Brandt.

“Outras funcionalidades muito interessantes são o QR Code Offline, que vai permitir que uma pessoa inicie um pagamento mesmo sem estar conectada à internet. O recebedor inicia e roteia a operação, o que é importante porque às vezes o consumidor não tem planos de dados ou por algum motivo não está conectado. E também o Pix Garantido, que é uma associação do Pix Agendado com a garantia de recebimento, a garantia de que o recebedor vai receber o valor na data acordada mesmo que o pagador não tenha o dinheiro em conta ou cancele a operação, e essa garantia é dada pela instituição financeira usada pelo pagador para fazer a operação”.

Os representantes do Banco Central também falaram sobre outras funções no radar da instituição para o Pix, como o débito automático, o pagamento por aproximação, com uso de tecnologias como bluetooth ou NFC, e a Requisição de Pagamento, que, segundo Breno Lobo, será uma “versão do atual DDA (Débito Direto Autorizado) no Pix”.

“Vamos começar a estudar o desenvolvimento dessas funcionalidade no início de 2021, para colocá-las em prática nos meses seguintes”, disse Breno Lobo, deixando claro que não existe data definida ou sequer um prazo estabelecido para que essas funções seja disponibilizadas.

O Pix está em funcionamento desde o último dia 16 de novembro, depois de quase duas semanas em fase de testes. Até agora, o sistema já cadastrou quase 84 milhões de chaves para 34,4 milhões de usuários Pessoas Físicas e 2,1 milhões de Pessoas Jurídicas. Até agora, já foram movimentados mais de 10 bilhões de reais pelo novo sistema de pagamentos.

 

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Áudios do WhatsApp são aceitos como prova na Justiça do Trabalho?

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Confira a explicação do advogado sobre os tipos de prova que a Justiça aceita em processos

WhatsApp: o “print de uma conversa pode ser uma prova? (llustration by Chesnot/Getty Images/Getty Images)

A utilização na Justiça do Trabalho de provas produzidas a partir de algum instrumento tecnológico não é novidade. Um exemplo são as ligações telefônicas. Há muito tempo que a gravação de chamadas telefônicas ou simplesmente a captura de uma conversa presencial mediante um gravador é admitida como prova.

O que não é permitida é a interceptação telefônica ou a gravação clandestina. Nesse caso, a pessoa que coleta a informação o faz de forma oculta, sem participar da conversa e sem autorização e conhecimento daqueles que participam. Esse tipo de interceptação apenas é possível mediante autorização judicial.

Já na hipótese de a pessoa que realiza a gravação ser uma das participantes da conversa, não há nenhum impedimento para que isso seja utilizado como prova.

O mesmo princípio é aplicado para formas mais modernas de comunicação, como o e-mail ou o WhatsApp. Ou seja, a pessoa que participa da conversa pode usá-la como prova na Justiça do Trabalho, que tem se mostrado aberta a essas novas tecnologias.

Observa-se, inclusive, que alguns poucos Tribunais já vinham autorizando o uso do WhatsApp até mesmo para a prática de atos processuais como citações e intimações e com a atual pandemia essa medida passou a ser adotada por diversos Tribunais.

Um aspecto importante, porém, que deve ser considerado por quem pretende utilizar esse meio de prova diz respeito à autenticidade do documento apresentado no processo. No caso de uma conversa pelo WhatsApp, por exemplo, a parte contrária pode impugnar a autenticidade do “print” apresentado, alegando que ele não confere com a real conversa ou que foi adulterado.

Para que isso não ocorra, quem tem interesse em utilizar esse tipo de prova pode comparecer ao Cartório de Notas e solicitar uma Ata Notarial. Por meio dela, o tabelião certifica que o conteúdo do documento corresponde ao original e, dessa forma, comprova sua autenticidade.

Outra questão importante diz respeito à privacidade e à intimidade das pessoas envolvidas. Embora isso não impeça a utilização das conversas em um processo judicial, a depender do caso, pode exigir que o processo corra em segredo de justiça.

Por fim, também cabe mencionar a recente Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que autoriza a utilização dos dados pessoais em processo judicial quando necessário para o exercício de um direito.

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Realme traz seu primeiro smartphone com internet 5G para o Brasil

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O novo dispositivo é chamado Realme 7 5G e chega para democratizar o acesso à internet 5G, já oferecida por operadoras brasileiras no formato DSS

Realme: smartphone chamado Realme 7 5G vem com sistema Android 10 e promessa de atualização para a versão 11 (Realme/Divulgação)

A fabricante chinesa Realme, que chegou ao mercado brasileiro no começo deste ano, traz agora seu primeiro smartphone compatível com a rede de internet 5G ao Brasil. O aparelho em questão é chamado Realme 7 5G. O produto funciona com a rede 5G DSS, única atualmente oferecida no Brasil pelas operadoras — ao menos até o leilão das frequências de 5G — previsto para acontecer até o final deste ano. O celular vem equipado com o processador MediaTek Dimensity 800U 5G. A MediaTek é uma empresa taiwanesa de design chips que está comprometida com a oferta de processadores para democratizar a tecnologia 5G no mundo, especialmente com componentes para celulares de gama intermediária, com preços até 2.000 reais.

A Realme afirma que o seu novo smartphone é o aparelho com 5G mais acessível do Brasil na atualidade. Para tornar a afirmação verdadeira, a companhia anunciou preço sugerido de 2.599 reais, mas que chega com uma promoção de lançamento de 1.899 reais (preço válido de 6 a 12 de abril). O principal concorrente é o Moto G 5G, vendido com preço sugerido de 2.199 reais, ou 1.979,19 no pagamento à vista. Ou seja, após a promoção, a Motorola terá o smartphone com 5G mais acessível do Brasil

Seguindo a tendência de mercado em 2021, o Realme 7 5G tem tela com taxa de atualização de imagem de 120 Hz, o que suaviza movimentos em cenas de ação ou jogos. A tela tem 6,5 polegadas e resolução Full HD. Por dentro, o Realme 7 5G tem 8 GB de RAM e 128 GB de memória para armazenamento. Para desbloqueio de tela, o dispositivo conta com sensor de impressões digitais na lateral do produto, assim como o Moto G 100, da concorrente Motorola, um aparelho que também é compatível com a internet 5G. Em 65 minutos, a bateria de 5.000 mAh é completamente recarregada. O carregador de 30W vem com o produto dentro da caixa, indo na contramão da tendência de mercado puxada pela Apple no iPhone 12. O aparelho também tem a capacidade de funcionar como uma bateria portátil para transferir energia para outros aparelhos.

Nas câmeras, o conjunto traseiro tem quatro câmeras com a principal tendo sensor para registrar imagens de até 48 megapixels, enquanto os demais são para profundidade (desfoque do fundo de cenas) e ultra grande angular, como em uma câmera de ação GoPro. Padrão de mercado, o modo noturno também está presente no Realme 7 5G. A câmera dianteira tem 16 megapixels e possui tanto o recurso de desfoque do fundo de retratos quanto o modo noturno.

O aparelho chega com sistema operacional Android 10 e a fabricante garante que a atualização para o Android 11 estará disponível em breve. O dispositivo não possui resistência à água.

Fone de ouvido

A empresa também anuncia a chega dos fones de ouvido sem fio chamados Realme Buds Air Pro, que possuem tecnologia de cancelamento de ruído para evitar a reprodução de áudio em altos volumes. Com microfones que identificam as frequências de sons externos para realizar o cancelamento, os fones também são capazes de, automaticamente, identificar sons do ambiente em situações com risco em potencial, por exemplo, durante um passeio de bicicleta. Este último recurso é chamado de “Modo Transparente”.

A autonomia de bateria total dos fones, considerando a carga oferecida pela caixa, que atua como bateria portátil, é de 25 horas. O preço promocional é de 699 reais e, depois de 12 de abril, ele vai para 899 reais. As vendas dos dois produtos novos da Realme serão realizadas no e-commerce brasileiro, chegando inicialmente a lojas online da B2W, como Submarino e Americanas.com.

Meta: chegar ao top 3 do mercado brasileiro em cinco anos

A Realme foi criada em 2018 e hoje ocupa a sétima posição no mercado global de smartphones, segundo a consultoria chinesa Counterpoint Research. A empresa foi a mais rápida do mercado a atingir 50 milhões de smartphones vendidos, em apenas nove trimestres, algo que levou 13 trimestres para a Apple. A Realme está atualmente em 61 países e ocupa o top 5 em 14 mercados, segundo dados da própria companhia. No Brasil, a empresa quer estar entre as três empresas que mais vendem smartphones no prazo de cinco anos, ou seja, em 2026.

“Precisaremos suar muito para atingir essa meta. Sabemos que o Brasil tem muitas peculiaridades. Teremos um plano de mídia muito agressivo, de curto, médio e longo prazo. Traremos produtos realmente diferenciados para o mercado brasileiro. Vamos trabalhar a nossa marca e ter um portfólio competitivo, tanto em ficha técnica quanto em preços”, afirmou Marcelo Sato, gerente de vendas da Realme no Brasil, ao responder questionamento entrevista  realizada antes do lançamento oficial do produto nesta terça.

Segundo dados da consultoria americana IDC, Samsung (50%) e Motorola (25%) foram as líderes do mercado brasileiro de smartphones em 2020. Para Renato Murari, analista sênior da IDC, há um desafio para novas empresas de smartphones. “No Brasil, as quatro primeiras colocadas detêm mais de 90% do mercado”, disse Murari. No entanto, a saída recente da LG do mercado mundial de celulares abre espaço para o crescimento da companhia chinesa.

No mundo, a Realme foi a fabricante que mais cresceu em relação a 2019, subindo 73%, e hoje ocupa a oitava posição global. A empresa pertence ao grupo BBK, dona das marcas Oppo, vivo e OnePlus. Somando os números das quatro marcas da BBK, a empresa pode ser considerada líder global de vendas de smartphones.

 

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Procon notifica Facebook sobre megavazamento de dados de usuários

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Na notificação, é solicitado que a empresa detalhe qual a finalidade e a base legal para o tratamento de dados pessoais de cidadãos brasileiros

(NurPhoto/Getty Images)

O Procon-SP informou nesta terça-feira, 6, ter notificado o Facebooka respeito da notícia de que milhões de contas da rede social tiveram informações vazadas. “A empresa deverá confirmar se houve o incidente e, em caso positivo, explicar os motivos que o desencadearam”, afirma a instituição. O Procon-SP determina ainda que, se confirmado o incidente, o Facebook esclareça quais medidas tomou e o que pretende fazer para reparar os danos decorrentes e evitar que a falha aconteça novamente.De acordo com a empresa de serviço de proteção aos direitos do consumidor, dados como números de telefone, nomes, datas de nascimento e e-mails de mais de 500 milhões de contas do Facebook foram publicados em fórum de hackers, segundo a notícia.

Na notificação, é solicitado que a empresa detalhe qual a finalidade e a base legal para o tratamento de dados pessoais de cidadãos brasileiros.

“No caso de necessidade de consentimento, que explique como esse foi obtido e informe sobre as medidas adotadas para o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados, sobre a política de descarte de dados e de tempo de armazenamento”, afirma o Procon-SP.

O Facebook tem até dia 9 de abril para responder.

O Procon-SP lembra que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro do ano passado, disciplina as regras sobre o tratamento e armazenamento de dados pessoais e protege os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade.

O Código de Defesa do Consumidor — Lei Federal nº 8.078/90 — dá garantias ao consumidor e prevê sanções para empresas que desrespeitem a legislação.

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Novas versões do Fiat 500 têm a cara do Google – e isso foi proposital

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Montadora italiana e gigante da tecnologia firmaram parceria para na fabricação de três novas versões do compacto

Fiat 500: novas versões contam com mais tecnologia embarcada (Fiat/Divulgação)

Fiat e Google se uniram para lançar novas versões para um dos veículos mais icônicos da fabricante italiana: o 500 (leia-se “Cinquecento”). O automóvel ganhou três novos modelos: 500, 500X crossover e 500L MPV e todas são recheadas de atributos e logomarcas da gigante de tecnologia. E, desta vez, as novidades não ficam apenas no tradicional painel multimídia.

O novo veículo exibe as cores e a logomarca do Google – mais especificamente o mote “Hey Google” (usado para ativar o comando de voz Google Assistente) – em diferentes áreas do carro: seja no estofamento dos assentos e até na roda dianteira. É a primeira vez que uma empresa de tecnologia expõe sua marca de forma tão visível no interior de um automóvel.

Em comunicado à imprensa, a montadora italiana informou que os veículos demonstram “onde a tecnologia do Google encontra o ‘coolness’ e ofertam “a combinação perfeita de design icônico, frescor e ‘coolness’“. Esta palavra destacada duas vezes – e tão enfatizada – se traduz livremente para algo que seria atrativo ou impressionante do ponto de vista estético.

E a tecnologia?

No ponto que pode interessar quem espera um veículo mais conectado, os novos 500 contam com telas touchscreen de 7 polegadas e munidas com o assistente de voz da companhia de Mountain View e integradas ao serviço de assistência pós-venda Mopar para a resolução de eventuais problemas com o automóvel.

As empresas também informaram que alguns aspectos do veículo poderão ser controlados de forma remota, com o uso do smartphone ou do Google Nest Hub. Será possível, por exemplo, verificar o nível de combustível, checar se o carro está trancado, acender luzes de emergência e até encontrar os postos de combustível mais próximos.Para usufruir de todas essas funcionalidades, a Fiat e o Google darão alguns “brindes” para quem adquirir uma das três novas versões do 500. As empresas ainda não confirmaram, mas a consultoria Motoring Research aponta que os novos proprietários devem ganhar kits com Google Hub. Uma mala e um chaveiro, também com a logomarca da empresa de tecnologia, devem vir junto.

Quanto custa?

De acordo com o que foi divulgado pela Fiat, o novo automóvel chega inicialmente para 10 países europeus: Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, Itália, Áustria, Suíça, Bélgica, Holanda e Polônia. A companhia ainda não divulgou preços, mas a AutoExpress informa que o veículo vai custar entre 16.005 e 18.655 libras – algo próximo de 126.000 e 147.450 reais na conversão direta)

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Pagamentos pelo WhatsApp: como eles vão funcionar?

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Anunciado no ano passado, serviço tinha taxas para empresas e limitações de quantia para usuários. Veja os detalhes.

WhatsApp: aplicativo afirmou que disponibilizará mais informações no lançamento, ainda sem data definida (Chesnot/Getty Images)

Aprovado pela Banco Central na terça-feira, 30, o sistema de pagamentos via WhatsApp pode ser diferencial para pequenos negócios. Durante a pandemia, muitos deles transformaram o aplicativo em cardápios, atendimento a clientes e central de vendas, utilizando as ferramentas já disponíveis para negócios. O sistema de pagamentos vem para solidificar essa relaçã

São 160 milhões de brasileiros utilizando o aplicativo e 5 milhões de contas no serviço corporativo WhatsApp Business. Segundo uma pesquisa da consultoria Accenture, feita no ano passado, 83% dos brasileiros já utilizam o WhatsApp para fazer compras — e 37% deles consomem produtos de grandes empresas. Nos negócios de pequeno porte, a prevalência é ainda maior: 64%Mas como vai funcionar o serviço? Quando foi anunciado, em junho do ano passado, o Pagamentos pelo WhatsApp era um serviço novo, que havia passado por um breve piloto na Índia e que seria colocado para testes efetivos no Brasil.

Questionado  a empresa afirmou em nota que o serviço será primeiro lançado para transações entre pessoas físicas, com funções para pessoas jurídicas em um segundo momento.

De acordo com o WhatsApp, a empresa está trabalhando nos ajustes finais necessários e irá disponibilizar o serviço assim que possível. Uma data não foi divulgada.

Com a liberação, veja o que se sabe sobre o pagamento via WhatsApp, de acordo com informações divulgadas no ano passado:

Como funciona a criação de conta para pagar pelo WhatsApp?

A função para pagamento aparecerá numa conversa no mesmo menu em que hoje podemos compartilhar um arquivo ou uma imagem. Quando clicar, o usuário será direcionado para uma tela de criação de conta.

Lá será necessário aceitar os termos de uso da modalidade de pagamentos e criar uma senha numérica, de 6 dígitos, que é diferente da senha usada para autenticar o WhatsApp em dois fatores. Essa senha será necessária todas as vezes que o usuário fizer transações dentro do aplicativo.

Depois, será necessário dar o nome, CPF e um cartão de débito, combo ou pré-pago emitido pelos bancos parceiros. O banco em questão irá verificar o cartão junto ao usuário, enviando um código via SMS, e-mail ou aplicativo do próprio banco.

Pagamentos no WhatsApp

Pagamentos no WhatsApp: serviço será gratuito para pessoas físicas, mas há taxa para empreendedores (WhatsApp/Divulgação)

Precisa ter conta em banco?

Sim. Quando foi anunciado era requerimento que os usuários tivessem um cartão de débito, ou de débito e crédito, Visa ou Mastercard, emitido por um dos bancos parceiros, Nubank, Sicredi e Banco do Brasil.

Para ter uma conta comercial e receber pagamentos em um CNPJ pelo aplicativo é necessário criar uma conta Cielo, que permite oferecer reembolsos, solicitar e receber pagamentos ilimitados e ter acesso ao suporte técnico.

O WhatsApp afirmou que pretende lançar o serviço com mais parceiros e expandir a cobertura no Brasil e que se pretende uma plataforma aberta à participação de empresas que cumpram os requisitos.

Existem limites para as transações?

Inicialmente, sim. Segundo anunciado no ano passado, a transação limite será de 1.000 reais por transação e 5.000 reais por mês, com até 20 transações por dia. Em contas comerciais não há limites para pagar ou receber. O WhatsApp afirma que mais detalhes serão dados no lançamento do produto.

Quem intermedia os pagamentos e quais os custos?

A transação é feita pela Cielo, que fechou parceria com o WhatsApp para prestar o serviço. Não há cobrança de taxas dos usuários pessoa física. Para pessoas jurídicas, com a conta Cielo, existe uma taxa fixa de 3,99% por transação.

Haverá integração com o Pix no WhatsApp?

Segundo o WhatsApp afirmou nesta segunda-feira , o aplicativo pretende trabalhar com o Banco Central para integrar o Pix à plataforma, pois acredita que o sistema é ajudará usuários a enviar e receber recursos.

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BIG Festival se une ao Discord para evento online de games único

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Festival terá portal de empregos, experimentação de jogos em nuvem, conversas com desenvolvedores e também área de negócios

BIG Festival, em 2019: este ano, a ideia é trazer experimentação de jogos, debates e rodadas de negócios para evento digital multiplataforma (BIG Festival/Divulgação)

Navegar em eventos online tem sido um desafio em um mundo onde realizá-los fisicamente se tornou impossível. A CES, maior feira de tecnologia do mundo, tradicionalmente realizada em Las Vegas, foi descrita como difícil de acompanhar, e cheia de apresentações e salas de conferência em vídeo e baixa integração.

Mas o BIG Festival, maior festival independente de games da América Latina, está disposto a tentar e tem um plano para fazer um evento online diferente de qualquer outro.

O festival, que acontece entre os dias 3 e 9 de maio, terá participação de desenvolvedoras nacionais e internacionais de jogos, plataformas e até uma parceria inédita no Brasil com o Discord, canal de comunicação bastante utilizado pela comunidade gamer. Todo o evento é gratuito, à exceção das rodadas de negócio, e o cadastro pode ser feito pelo site.

“Estamos redesenhando o evento do zero. Temos a experiência do evento físico, mas o desafio é como transportar os aspectos essenciais do BIG para o ambiente online”, afirma Gustavo Steinberg, idealizador do festival.

No ano passado, pega repentinamente pelo início da pandemia, a organização do evento optou por realizar apenas a área de interações comerciais, em que produtoras e desenvolvedoras de jogos poderiam fechar parcerias e acordos. A organização do festival transpôs as ferramentas de reuniões para o virtual e obteve sucesso com esse aspecto do evento. Desde 2012, segundo estimativas da organização, o BIG já gerou 200 milhões de dólares em negócios durante o evento.

Em 2021, a ideia é repetir esse processo, mas também trazer a área de usuários e gamers, que teve de ser deixada de lado no ano passado. Para isso, os organizadores pesquisaram o que deveria ser apresentado e como fazer isso.

O BIG este ano contará com área de palestras, rodadas de negócios, campeonatos amadores de e-sports e até um portal de empregos para permitir que os participantes possam buscar por oportunidades na área de forma organizada, não só pelos contatos durante o festival. Os estúdios de jogos deixarão os games disponíveis para ser experimentados em plataformas digitais em nuvem, à demanda dos participantes do evento.

No Discord, a ideia é simular os estandes virtuais. Gostou do jogo? Clique no botão para falar com o desenvolvedor. O usuário será direcionado, então, para o aplicativo e poderá entrar numa sala para conversar com quem fez aquele game.

“O mais importante é o conteúdo, as pessoas querem chegar no jogo. Quando selecionamos o jogo para um evento presencial o estúdio precisar levar um computador e precisa estar lá para mostrar o jogo e conversar. No festival online é a mesma coisa, é preciso estar disponível para falar no nosso servidor no Discord”, afirma Steinberg.

O mercado de games, a exemplo de outros setores que se beneficiaram de as pessoas passarem mais tempo em casa, vive um momento de crescimento. A indústria terminou o ano passado avaliada em 179 bilhões de dólares, segundo dados da consultoria IDC, com alta de 20%. É esperado que o número de pessoas jogando passe de 3 bilhões nos próximos dois anos.

De acordo com Steinberg, esse crescimento e as dinâmicas do mercado se refletem no festival, que frequentemente aborda novidades, tendências e discussões correntes no setor. Este ano, as palestras devem continuar discutindo os principais temas, como rentabilidade do mercado, games mobile, entre outros — a programação será divulgada nos próximos dias.

Steinberg, no entanto, deixa claro: o BIG Festival não é só voltado para a indústria. “Acredito que muita gente ainda não conhece o BIG ou pensa que é algo para a indústria, e não é. É um lugar para aprender sobre jogos, e tem muitas pessoas procurando isso”, disse.

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