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SA? no discurso: como as autoridades tratam a seguranAi??a no Rio em 14 frases

Na esteira da crise no sistema prisional no comeAi??o de 2017, o entA?o ministro da JustiAi??a Alexandre de Moraes anunciou a criaAi??A?o de um Plano Nacional deAi??SeguranAi??a. Na metade do ano, o Rio de Janeiro, sofrendo com a escala na violA?ncia no Estado, foi apresentado como projeto-piloto da proposta.

De lA? para cA?, pouco foi feito em relaAi??A?o Ai??Ai??concretizaAi??A?o do plano de fato e, mesmo com a presenAi??a das ForAi??as Armadas, os Ai??ndices deAi??seguranAi??aAi??no Estado seguiram piorando — em 2017, o Rio registrou o maior nA?mero de casos de letalidade violenta dos A?ltimos oito anos.

No discurso, as autoridades, tanto do governo federal quanto do Rio, patinam em explicaAi??Ai??es sobre a situaAi??A?o e o que antes era visto como a soluAi??A?o para a crise da seguranAi??a no Estado hoje Ai?? descrito como um dos passos para a mudanAi??a.

Sem apresentar detalhes nem orAi??amento, emAi??junhoAi??o presidente Michel Temer (MDB) prometeu um plano de seguranAi??a “organizado” e “nada pirotAi??cnico”.

NA?s vamos comeAi??ar [no Rio], digamos assim, uma espAi??cie de experimento muito sedimentado, que nA?o serA? nada pirotAi??cnico, mas algo muito sistematizado, muito organizado, planejado, para fazer operaAi??Ai??es inicialmente na cidade do Rio.

Michel Temer, presidente

O plano, no entanto, nA?o chegou a ser apresentado.

No comeAi??o deAi??julhoAi??, o presidente da CA?mara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse que o Estado havia perdido o controle sobre a situaAi??A?o da seguranAi??a e cobrou, por meio de seu perfil noAi??Facebook, uma soluAi??A?o.

NA?s perdemos completamente o controle da seguranAi??a pA?blica no Rio, ninguAi??m consegue mais se locomover com tranquilidade. Estamos cobrando diariamente do ministro [da Fazenda] Henrique Meirelles a assinatura do acordo de recuperaAi??A?o fiscal para que a gente comece a reorganizar o Estado.Ai??A gente precisa que o Plano Nacional de SeguranAi??a, que foi anunciado hA? algumas semanas, seja efetivamente implementado no Rio de Janeiro.

Rodrigo Maia, presidente da CA?mara

O governador Luiz Fernando PezA?o (PMDB) chegou a interromper a licenAi??a mAi??dica para ir a BrasAi??lia cobrar do presidente aaplicaAi??A?oAi??do plano.

Temer bateu o martelo e, no fim de julho, liberou, por meio de um decreto de GLO (Garantia de Lei e Ordem) a ida de cerca de 10 mil homens das ForAi??as Armadas para o Rio como forma de combater a violA?ncia no Estado. Em tese, esse seria o inAi??cio da aplicaAi??A?o doAi??planejamentoAi??de seguranAi??a para o Estado.

O ministro daAi??defesa, Raul Jungmann, prometeu “golpear o trA?fico” e falou em trabalho integrado com as polAi??cia Militar e Civil do Rio.

Na integraAi??A?o, trocamos informaAi??Ai??es, atuamos conjuntamente e, dessa forma, ampliamos a sinergia e a nossa capacidade de alcanAi??ar e golpear o crime organizado.

Raul Jungmann, ministro daAi??Defesa

A primeiraAi??aAi??A?oAi??integrada das ForAi??as Armadas com as forAi??as de seguranAi??a fluminenses reuniu cerca de 5.000 homens no comeAi??o deAi??agostoAi??e terminou sem que nem um fuzil tivesse sido apreendido, atuaAi??A?o vista como “razoA?vel” pelo ministro.

NA?o foi um resultado espetacular, foi um resultado que eu considero razoA?vel. Agora, existe uma coisa chamada curva de aprendizagem, e o que Ai?? importante Ai?? que nA?s vamos estar melhorando a cada operaAi??A?o que vai continuar se realizando.

Raul Jungmann, ministro da Defesa

AsAi??declaraAi??Ai??esAi??do secretA?rio de SeguranAi??a, Roberto SA?, no comeAi??o deAi??setembrodurante audiA?ncia na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) de que preferia que a UniA?o tivesse enviadoAi??dinheiroAi??em vez das ForAi??as Armadas geraram uma crise entre o Estado e os militares.

A vinda dessa forma (das ForAi??as Armadas) foi escolha do governo federal. Se fosse para eu escolher, escolheria a vinda de recursos financeiros para pagamento do Regime Adicional de ServiAi??o (RAS).

Roberto SA?, secretA?rio de SeguranAi??a

No fim de setembro, a disputa de traficantes pelo controle da Rocinha exacerbou a crise. A favela, na zona sul carioca, foi cercada por uma semana por mil militares. Desde entA?o, tA?m sido realizadas operaAi??Ai??es policiais quase diA?rias na comunidade.

O ministro Jungmann passou a defender que os militares tinham um papel auxiliar, focado em aAi??Ai??es de inteligA?ncia e no cerco de A?reas durante operaAi??Ai??es da polAi??cia, e abandou a ideia de que a UniA?o ajudaria a atacar o trA?fico.

O que estA? acontecendo com o Rio de Janeiro Ai?? preocupante e temos que ter cuidado para que o Rio nA?o seja o Brasil amanhA?. A crise de seguranAi??a aqui Ai?? muito crAi??tica. Costumo dizer que aqui tivemos a falA?ncia mA?ltipla dos A?rgA?os, ou seja, das instituiAi??Ai??es do Rio, vocA? tem uma falA?ncia fiscal, falA?ncia em termos de governanAi??a, de seguranAi??a, econA?mica, e isso tem feito com que os indicadores da violA?ncia explodam.

Raul Jungmann, ministro da Defesa

Na Ai??poca, SA?Ai??negou que o Rio estivesse fora de controle e disse que situaAi??A?o do Estado ecoava o que ocorre no resto do paAi??s.

O Rio nA?o estA? em guerra. O Rio tem uma situaAi??A?o de violA?ncia urbana difAi??cil como no resto do Brasil.

Roberto SA?, secretA?rio de SeguranAi??a

No fim deAi??outubroAi??, o atualAi??ministro da JustiAi??a, Torquato Jardim, causou furor ao afirmar emAi??entrevista aoAi??BlogAi??do JosiasAi??que o comando da PolAi??cia MilitarAi??fluminensedecorre de “acerto com deputadoAi??estadualAi??e o crime organizado”. O ministro disse ainda que “comandantes de batalhA?o sA?o sA?cios do crime organizado” –todas as acusaAi??Ai??es foram negadas pelas autoridades fluminenses.

O governo do Estado e o comando da PolAi??cia Militar nA?o negociam com criminosos.

Luiz Fernando PezA?o, governador do Rio

O Estado chegou ao fim do ano ainda sem um plano de seguranAi??a claro apresentado Ai?? sociedade e sem grandes alteraAi??Ai??es nos Ai??ndices de criminalidade. SA? reconheceu a mA? situaAi??A?o e falou em recuperaAi??A?o.

Eu sou o gestor de uma massa falida, mas nA?s vamos recuperar essa empresa.

Roberto de SA?, secretA?rio de SeguranAi??a

No fim deAi??dezembroAi??, aoAi??renovarAi??a presenAi??a dos militares no Rio atAi?? o fim de 2018, Jungmann reclamou do que vA? como uma “expectativa salvacionista” em relaAi??A?o Ai?? atuaAi??A?o dos militares.

HA? uma expectativa salvacionista em torno das ForAi??as Armadas. As forAi??as se dispuseram a ser auxiliares e nA?o falharam em nada. NA?o Ai?? uma intervenAi??A?o. A lideranAi??a nA?o Ai?? nossa.

Raul Jungmann, ministro da Defesa

Em reuniA?o no comeAi??o deAi??fevereiroAi??, o ministro voltou a falar no plano de seguranAi??a. Disse que um plano fora apresentado a PezA?o, com propostas e metas.

Questionado por jornalistas, o governador do Rio comentou que nA?o havia lido oAi??material.

Tive que ir ontem [segunda, dia 5] para BrasAi??lia. EntA?o nA?o vi o documento. Passei para minha A?rea de seguranAi??a.

Luiz Fernando PezA?o, governador

O secretA?rio de SeguranAi??a, por sua vez, disse que nA?o haviaAi??novidadeAi??alguma no plano, tratando-se apenas de aAi??Ai??es jA? emAi??cursoAi??no Estado.

SA?o aAi??Ai??es jA? em curso, isso Ai?? uma formalizaAi??A?o do que jA? estA? sendo feito.

Roberto SA?, secretA?rio de SeguranAi??a

No entanto, quando falou do plano, o ministro da Defesa nA?o tratou de algo que estavaAi??curso, mas de uma aAi??A?oAi??capaz de darAi??”um rumo para a seguranAi??a do Rio”. Jungmann, inclusive, enfatizou que um dos aspectos mais importantes do plano era que, por estabelecer compromissos claros, poderia ser monitorado pela sociedade.

Na medida em que o plano avance e tenha resultados palpA?veis, evidentemente, caberA? Ai?? sociedade defender as conquistas e fazer com que ele continue e seja aprofundado em outros governos.

Raul Jungmann, ministro da Defesa

Questionado sobre a pouca efetividade das aAi??Ai??es das ForAi??as Armadas no Estado e sobre como a pasta via os tiroteios recentes em algumas das principais vias do Rio, o ministro falou ainda em “masoquismo” por parte da imprensa na divulgaAi??A?o dosAi??dadosde seguranAi??a, o que afetaria a percepAi??A?o de inseguranAi??a no Rio.

Levamos dezenas de anos para construir essa tragAi??dia [no Rio] e vocA?s nos cobram que isso seja revertido em sete meses… Hoje tenho a sensaAi??A?o de que o crime se tornou central na vida do carioca. Que ele passa a decidir a vida dele em funAi??A?o do evitamento do crime.

Nesta semana, PezA?o e SA? anunciaram, entre queAi??outras medidas, que o aumento na arrecadaAi??A?o permitirA? oAi??pagamentoAi??mensal de R$ 9 milhAi??es emAi??horasAi??extras a policiais militares e civis, o que deveAi??aumentar o patrulhamento ostensivo em 2.000 policiais por diaAi??. Entretanto, um plano de seguranAi??a com metas e datas estipuladas ainda nA?o foi apresentado Ai?? sociedade.

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Publicação: Redação Brasil (m)

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