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Medicina de precisão: a bola de cristal da ciência

Algumas doenças, como fibrose cística e câncer de pulmão, estudos genéticos já têm sido rotineiramente empregados para a escolha do melhor tratamento

Enquanto muita gente ainda recorre à leitura das mãos, cartas, búzios ou bolas de cristal para prever o futuro, cientistas trabalham sem descanso no estudo de genes e biomarcadores para desvendar os horizontes da saúde de cada pessoa. A genética e o ambiente são os macro-fatores que se interagem para determinar a preservação da saúde ou a ocorrência de doenças. Os agentes ligados ao ambiente são mais facilmente identificados, como o estilo de vida, a poluição, os microrganismos e tudo aquilo que nos cerca.

Desvendar os mecanismos genéticos, por outro lado, tem sido o maior desafio da ciência, desde 1865, quando Mendel estabeleceu as bases da hereditariedade ao fazer cruzamentos de ervilhas, mas principalmente depois 1953, com a descrição da dupla hélice do DNA, por Watson e Click.

A “medicina de precisão” nasceu da necessidade de se determinar a predisposição, suscetibilidade ou resistência às diferentes doenças. Medicina personalizada, individualizada, farmacogenômica, farmacogenética, ou mesmo as ciências que englobam o conhecimento do genoma humano e suas interrelações com o ambiente – conhecidas como  “ômicas” (epigenômica, farmacogenômica, nutrigenômica, microbiômica, metabolômica etc), são algumas das muitas faces e denominações dessa nova fronteira científica.

Tecnologia genética

Embora ainda não possamos nomear o DNA como um mapa da saúde de cada cidadão, surgem a cada dia mais pistas genéticas e biomarcadores. Em doenças como a hepatite C, na fibrose cística, leucemia mielóide crônica, cânceres de pulmão e de mama, por exemplo, os estudos genéticos têm sido rotineiramente empregados para a escolha do melhor tratamento.

Publicação: Redação Brasil (m)

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