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Espiã trabalhou por 10 anos em embaixada dos EUA em Moscou, diz jornal

Russa participou de reuniões regulares e não autorizadas com funcionários da inteligência do Kremlin

A contrainteligência dos Estados Unidos descobriu que uma possível espiã russa trabalhou por mais de uma década na embaixada americana em Moscou, segundo revelou o jornal britânico The Guardian.

A russa foi contratada pelo Serviço Secreto americano e tinha acesso à intranet e ao sistema de e-mails da agência. Segundo as investigações, ela pode ter acessado materiais altamente confidenciais, incluindo as agendas do presidente e vice-presidente dos Estados Unidos.

As autoridades americanas também descobriram que a mulher participou de reuniões regulares e não autorizadas com funcionários da agência de inteligência da Rússia, a FSB, durante seus anos de serviço.

Ela trabalhou para o Serviço Secreto por anos antes de despertar as suspeitas das autoridades americanas durante uma revisão de rotina do escritório de segurança regional do Departamento de Estado na Rússia em 2016.

Porém, segundo o Guardian, ela só foi retirada de seu cargo em julho de 2017. A demissão foi feita pouco antes da expulsão de uma série de funcionários consulares americanos pelo Kremlin, após a imposição de sanções pelos Estados Unidos.

A demora provavelmente foi esquematizada pelas autoridades americanas para conter qualquer escândalo.

Questionado sobre o caso, o Serviço Secreto tentou minimizar a importância do ocorrido, mas em nenhum momento negou que a russa pudesse ser uma espiã.

Em um comunicado enviado ao Guardian, a agência reconheceu que todos os funcionários estrangeiros que trabalham em missões consulares americanas “podem ser submetidos à influência de inteligência estrangeira”, particularmente na Rússia. Porém, garantiu que em nenhum momento os estrangeiros tiveram acesso a informações de segurança nacional.

O Serviço Secreto é uma agência federal comandada pelo Departamento de Segurança Nacional, cujo principal papel é proteger o presidente dos Estados Unidos e outros “líderes da nação”.

Fonte:  Portal Veja

 

Publicação: Redação Brasil (m)

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