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Em persa, Trump diz que Revolução Islâmica foi um ‘fracasso’ para o Irã

Em discurso de comemoração, presidente Hassan Rohani prometeu fracasso dos “planos diabólicos de seus inimigos”, sobretudo EUA e Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou nesta segunda-feira 11 que a Revolução Islâmica, ocorrida há quatro décadas, foi um “fracasso” para o Irã

“40 anos de corrupção. 40 anos de repressão. 40 anos de terror. O regime do Irã produziu apenas 40 anos de fracasso”, escreveu Trump no Twitter, no dia que o país comemorou o 40º aniversário do triunfo da Revolução Islâmica de 1979.

O presidente publicou o mesmo texto em inglês e persa, acompanhado da foto de uma mulher com o punho erguido e os cabelos e parte do rosto cobertos por um véu.

 

O tuíte de Trump foi postada três horas após o seu assessor de segurança nacional, John Bolton, publicar uma mensagem parecida sobre o mesmo assunto.

“Foram 40 anos de fracasso. Agora, depende do regime iraniano mudar o seu comportamento e, em último caso, depende do povo iraniano a questão de determinar a direção do seu país. Os EUA apoiarão a vontade do povo iraniano e os respaldará para assegurar que as suas vozes sejam ouvidas”, escreveu Bolton no Twitter.

‘Morte aos Estados Unidos’

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas do Irã nesta segunda-feira para demonstrar união nacional e apoio ao sistema teocrático no aniversário do que consideram a vitória da Revolução Islâmica.

Na Praça Azadi (“Liberdade”) de Teerã, o presidente Hassan Rohani fez um discurso sob uma incessante chuva.

“A presença do povo nas ruas de toda a República Islâmica do Irã (…) significa que o inimigo não alcançará nunca os seus objetivos diabólicos”, disse Rohani à multidão, depois de denunciar um “complô” dos Estados Unidos, dos “sionistas” e dos Estados “reacionários” do Oriente Médio contra o Irã.

O 22 bahman do calendário iraniano, feriado, comemora a derrubada do regime do xá Mohammad Reza Pahlavi há 40 anos, 10 dias depois do triunfal retorno do exílio do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica do Irã.

Mulheres usando chador, crianças com balões, homens de roupas escuras, basijs (milícias islâmicas) uniformizadas e clérigos com turbantes desfilavam pela praça, sobrevoada por helicópteros.

Duas réplicas de mísseis balísticos, de fabricação local, eram exibidas em uma rua. Não muito longe também era possível ver réplicas de mísseis de cruzeiro.

A multidão agitava bandeiras com as cores nacionais – verde, branco e vermelho -, que também adornavam a torre Azadi, monumento emblemático de Teerã inaugurado em 1971 por Mohammad Reza Pahlavi por ocasião dos festejos dos 2.500 anos do nascimento do império persa.

Em meio aos guarda-chuvas via-se cartazes do guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei.

“Morte aos Estados Unidos, “Abaixo a Inglaterra”, “Morte a Israel”, “Pisoteamos os Estados Unidos”, “40 anos de desafios”, “40 anos de derrotas para os Estados Unidos”, “Israel não viverá mais de 25 anos”, podia-se ler.

O marco dos 40 anos – sinônimo de maturidade – é simbólico no mundo muçulmano: é a idade que, segundo a tradição, Maomé recebeu a revelação divina e começou a transmitir o Alcorão.

Depois de seu discurso, Rohani emitiu um comunicado agradecendo ao povo iraniano por sua mobilização.

Fonte Exame

 

Publicação: Redação Brasil (m)

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