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Crise na ciA?ncia nA?o se deve sA? A� falta de recursos

AlA�m da escassez de recursos, debate apontou a falta de recursos e de visA?o estratA�gica como problemas que dificultam a competitividade na A?rea

A crise de financiamento pela qual a ciA?ncia brasileira atravessa atualmente nA?o se deve apenas A� falta de recursos, mas de visA?o estratA�gica e de uma polA�tica de Estado que compreenda a necessidade de aumentar os investimentos no setor para assegurar a competitividade e promover o desenvolvimento econA?mico e social do paA�s.

A avaliaA�A?o foi feita por participantes do encontro a�?A� o fim? Um debate sobre os rumos da ciA?ncia no Brasil e inspiraA�A�es de Berlima�?, realizado no dia 1A? de fevereiro no espaA�o de eventos da Fnac Paulista.

O evento, que fez parte das atividades do Berlin Science Communication Award, promovido pela Humboldt-UniversitA�t zu Berlin e financiado pela Sociedade AlemA? de Amparo A� Pesquisa (DFG), com apoio do MinistA�rio de EducaA�A?o e Pesquisa da Alemanha (BMBF), reuniuA�pesquisadoresA�e jornalistas cientA�ficos para debater sobre o cenA?rio atual e as perspectivas da ciA?ncia no Brasil.

a�?Os investimentos federais em ciA?ncia no Brasil nos A?ltimos anos vA?m despencando em queda livre, independentemente do governoa�?, disse Helena Nader, professora da Universidade Federal de SA?o Paulo (Unifesp) e presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da CiA?ncia (SBPC).

De acordo com dados apresentados por Nader, 31,6% das despesas financeiras e primA?rias do Brasil em 2015, por exemplo, foram com amortizaA�A?o de dA�vida e 8,7% com o pagamento de juros, e somente 5,8% relacionadas a despesas discricionA?rias, que sA?o aquelas que o Estado pode ou nA?o executar, de acordo com a previsA?o de receitas.

Nessa categoria de despesas estA?o incluA�dos os setores de educaA�A?o, saA?de, defesa e ciA?ncia e tecnologia. Esse A?ltimo recebeu apenas 5,6% do total de recursos destinados para o pagamento de despesas discricionA?rias em 2015. a�?[O baixo investimento em ciA?ncia e tecnologia] representa uma opA�A?o do Estado brasileiroa�?, avaliou Nader.

A opiniA?o foi compartilhada por Paulo Artaxo, professor do Instituto de Astronomia, GeofA�sica e CiA?ncias AtmosfA�ricas da Universidade de SA?o Paulo (IAG-USP).

O orA�amento geral da UniA?o em 2018 deverA? ser 1,7% maior do que o de 2017. O orA�amento para custeio e investimento do MinistA�rio da CiA?ncia, Tecnologia, InovaA�A�es e ComunicaA�A�es (MCTI), contudo, deverA? sofrer um corte de 56%, tambA�m em relaA�A?o a 2017, comparou Artaxo.

a�?HA? quem diga que o problema da ciA?ncia brasileira A� a falta de recursos, como se fosse uma questA?o de contabilidade. Mas nA?o A�. O que aconteceu A� que mudaram as prioridadesa�?, afirmou. A crise pela qual a ciA?ncia brasileira passa tambA�m nA?o A� exclusiva do setor e faz parte da crise do Estado como um todo, ponderou o pesquisador.

a�?A crise nA?o A� sA? da ciA?ncia brasileira, mas do Estado. Portanto, a ciA?ncia brasileira nA?o vai sair dessa crise enquanto o paA�s tambA�m nA?o sair da crise institucional na qual estA? imersoa�?, disse Artaxo.

Falta de engajamento

Na avaliaA�A?o de Herton Escobar, jornalista de ciA?ncia do jornalA�O Estado de S. PauloA�e colaborador da revistaA�Science, os cientistas brasileiros devem valorizar a divulgaA�A?o cientA�fica e se comunicar mais diretamente com a sociedade, por meio de plataformas de mA�dia social, e nA?o delegar toda essa responsabilidade para a mA�dia tradicional.

Segundo ele, essa aA�A?o A� importante para obter maior engajamento pA?blico na defesa da ciA?ncia e evitar a falta de apoio popular para a ciA?ncia. a�?Quando havia dinheiro disponA�vel para fazer ciA?ncia no Brasil, nA?o fazia diferenA�a se a sociedade dava valor para essa atividade. A partir do momento que temos uma situaA�A?o crA�tica, como a que estamos vivendo hoje, os cientistas viram que era preciso o apoio da sociedade, ir A� BrasA�lia, pedir mais recursos e mostrar que a ciA?ncia A� importante, mas a sociedade nA?o respondeua�?, disse Escobar.

A dificuldade de se fazer divulgaA�A?o cientA�fica de qualidade e engajar a sociedade brasileira na defesa da ciA?ncia foram ponderadas pelos participantes do debate.

a�?55% da populaA�A?o brasileira nA?o completou o ensino mA�dio. Essa populaA�A?o nA?o vai procurar na internet ou ler jornal para se informar sobre ciA?ncia. Ela se informa pela televisA?oa�?, disse Nader. a�?Antes de pensarmos em internacionalizaA�A?o das universidades, A� preciso trazer o brasileiro para dentro da escola e promover a cidadania.a�?

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Publicação: Redação Brasil (m)
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