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Casa Branca não descarta nova paralisação do governo

Congresso tem até sexta 15 para chegar a acordo sobre imigração e muro na fronteira com o México antes de mais um shutdown

A Casa Branca não descartou neste domingo, 10, a eventualidade de uma nova paralisação do governo – o chamado shutdown – caso nenhum acordo seja alcançado antes de 15 de fevereiro com os democratas sobre o financiamento do muro que o presidente Donald Trump quer construir na fronteira dos Estados Unidos com o México.

“O shutdown do governo ainda está teoricamente sobre a mesa. Não queremos chegar a esse ponto, mas essa opção está sempre aberta para o presidente e continuará estando”, disse à emissora Fox News o novo chefe de gabinete interino da Casa Branca, Mick Mulvaney.

Em outra entrevista neste domingo, Mulvaney comentou, ainda, que Trump não assinará “de boa fé” um projeto que não contenha verba para o muro ou que destine um valor muito abaixo do exigido pelo governo.

O presidente quer que o Congresso destine 5,7 bilhões de dólares para a construção da barreira fronteiriça, mas não detém apoio no legislativo para aprovar uma proposta que destine esse valor ao muro, principalmente entre o Partido Democrata.

O prazo para que um acordo orçamentário seja firmado expira à meia-noite de domingo, 17. O Congresso, contudo, só costuma trabalhar até sexta-feira.

Se um pacto bipartidário entre republicanos e democratas não for alcançado, haverá uma nova paralisação da máquina pública federal nos Estados Unidos, pouco tempo depois do maior shutdown da história no país.

Impasse no Congresso

Nos últimos dias, dezessete representantes dos partidos Republicano e Democrata na Câmara e no Senado negociavam um acordo sobre a segurança na fronteira com o México. As conversas, contudo, fracassaram neste domingo, diminuindo as expectativas de que um pacto seja alcançado antes do prazo.

“Acredito que as negociações estão em um impasse agora”, disse Richard Shelby, presidente do Comitê de Assinaturas do Senado, à Fox News.

Segundo o jornal The New York Times, a expectativa dos congressistas era de que o acordo fosse concluído ainda nesta segunda-feira, 11. Já no domingo, contudo, os democratas entraram em conflito com os republicanos ao exigirem que as prisões de imigrantes ilegais na fronteira fossem limitadas.

O Partido Democrata também vem insistindo em destinar apenas até 2 bilhões de dólares para o muro.

Em resposta ao impasse nas negociações, Donald Trump afirmou que os democratas estavam se comportando de forma “irracional”.

“Eu não acho que os democratas no Comitê de Fronteiras estão sendo autorizados por seus líderes a fazer um acordo. Eles estão oferecendo muito pouco dinheiro para o desesperadamente necessário Muro da Fronteira e agora, do nada, querem um limite para que criminosos violentos condenados sejam mantidos em detenção!”, escreveu neste domingo no Twitter.

Novo shutdown

Trump já deixou claro que não pretende desistir de sua maior promessa de campanha, mesmo que isso signifique um novo shutdown, menos de três semanas depois da paralisação mais longa da história do país.

O governo americano fechou pela última vez em 22 de dezembro de 2018, também por causa da inclusão dos fundos para a construção do muro no orçamento nacional. O impasse se prolongou por 35 dias e só foi interrompido depois que o presidente cedeu e assinou um projeto de orçamento para apenas três semanas.

O shutdown prejudicou 800.000 dos 2,1 milhões de trabalhadores federais, que não foram pagos enquanto o governo permaneceu fechado, mas receberam os salários após a reabertura.

Apesar da insistência do presidente, os republicanos não desejam um novo fechamento do governo e pressionam Trump a sancionar qualquer proposta que for aprovada no Congresso. Um acordo entre os dois partidos para evitar uma nova paralisação, contudo, parece cada vez mais distante.

Para Mulvaney, os senadores republicanos não devem concordar com um plano democrata que quase não destina verba para a construção do muro. No entanto, ele já indicou que uma declaração de Trump de emergência nacional para fazer a obra andar pode ser a alternativa.

“O cenário mais provável é o de encontrar dinheiro por outros meios se o Congresso aprovar algo abaixo de 5,7 bilhões de dólares para o muro”, afirmou.

Fonte Veja

 

Publicação: Redação Brasil (m)

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