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Aliados de Paulo Câmara continuam na base de Michel Temer

O PSB anunciou oposição a Temer em 2017. Ainda assim, siglas da base do governo federal – como PP, PR, PSD, SD, PSL e PMDB – continuam com Paulo em PE

O governador Paulo Câmara (PSB) tem no palanque da Frente Popular aliados importantes e que, ao mesmo tempo, são de partidos da base do presidente Michel Temer (PMDB). Curiosamente, os socialistas tentam colar a imagem – e a impopularidade – do presidente no grupo de oposição composto pelos senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PMDB), mais os ministros da Educação, Mendonça Filho (DEM), e das Minas e Energia, Fernando Filho (sem partido), além do deputado federal Bruno Araújo (PSDB), ex-ministro das Cidades.

Na última semana, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), usou o chavão “turma do Temer” para identificar o bloco Pernambuco Quer Mudar, dizendo que defendem aumento da conta de energia com a privatização da Eletrobras. Armando Monteiro rebateu falando que o socialista deveria se incluir na “turma”, pois o PSB votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
A estratégia política de evitar a identificação com Temer tem justificativa nos números. Pesquisa Datafolha, divulgada em 31 de janeiro, mostrou que o presidente tem 60% de rejeição. Além disso, 87% dos entrevistados disseram que não votariam no candidato indicado por ele. Em um dos cenários eleitorais, Temer aparece com 1% das intenções de voto.

Em maio do ano passado, em meio à crise política causada pelas delações da JBS, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, anunciou que a legenda faria oposição e defenderia a renúncia de Temer. Ainda assim, siglas da base do governo federal – como PP, PR, PSD, SD, PSL e PMDB – continuaram marchando com os socialistas em Pernambuco.

Publicação: Redação Brasil (m)
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